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 Boas
notícias. Começou a Bienal do livro. No momento em que
a cidade está tomada pela ignorância bruta, com a onda
de violência como sua forma de expressão mais grave, espero
que os livros ganhem espaço no noticiário. Ler nos auxilia
a refletir e a agir para nos tornarmos melhores. Nos convida a viajar
por mundos reais e/ou imaginários, nos estimula a construí-los.
Não
sei se será bom para o mercado, ou melhor, para o leitor. Se
a bienal ajudará a acabar com o famoso efeito tostines.
O
livro é caro por que vende pouco ou vende pouco porque é
caro? Que todos possam ler bem alimentados, e agasalhados, na paz de
seus lares. Numa hora que tantas vidas se perdem estupidamente. Tantas
Gabrielas e Lucianas, Marias e Josés, que as pessoas parem para
refletir um pouco e agir com sabedoria e perseverança.
Que
possamos viver numa cidade melhor. Fica aqui minha homenagem a Mauro
Rasi, Wally Salomão e Raymundo Faoro.
Pessoas com quem muito aprendemos a lutar por um mundo melhor.
Quando
esta coluna for publicada que a história de Luciana Gonçalves
já tenha tido um desfecho mais feliz.
Que
os jovens aprendam a trocar o caro das drogas pelo barato do Livro.!
Tanta gente se esqueceu que o amor só faz o bem, que a
covardia é surda e só ouve o que convém.
Roberto Carlos. Ânimo gente!
Texto
e fotos: Ricardo Gama
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