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Praça Serzedelo Correia

Quem mora em Copacabana ou passa pela Praça Serzedelo Correia, a Praça dos Paraíbas, fica receoso com os mendigos e menores infratores do local. Muitos deles cheiram cola e roubam os pedestres, de dia ou à noite.
Além dos moradores,os comerciantes da área também são prejudicados com a perda de clientes.
Para tentar melhorar essa situação, alguns lojistas resolveram contratar seguranças particulares, como é o caso de Antonio Militão, gerente do restaurante La Mole, em frente à praça. “Eles quebraram dois vidros do carro de um dos meus clientes e tivemos que arcar com o prejuízo. Pedi à Polícia Militar que colocasse um polígono de segurança na área, mas até agora não fui atendido”, afirma. O gerente acredita que, mendigos e pivetes vem para Copacabana porque as pessoas os ajudam com doações.
A Igreja Nossa Senhora de Copacabana oferecia, todos os dias, sopa para os moradores de rua. Com as reclamações da vizinhança, passou a distribuir quentinhas nas praias apenas uma vez por semana. Segundo Paulo Adrião, colaborador da igreja, os fiéis reclamam muito, a paróquia esvaziou um pouco, pessoas que participavam dos cursos da igreja (que terminam tarde), já não vão mais com medo de assaltos. Para ele, os fiéis que ainda doam dinheiro aos pedintes, ajudam a mantê-los ao redor da igreja.
Uma dona de casa, que mora em frente a Praça dos Paraíbas e que não quis se identificar, disse ter muito medo de andar pela praça e que teme a chegada do verão e dos turistas. Segundo a moradora, no verão passado o número de mendigos e pivetes aumentaram, pois vêem nos turistas uma boa oportunidade de ganhar dinheiro através de doações e/ou assaltos: “A praça está sempre cheia de pivetes e mendigos, eu já mandei e-mail solicitando guardas para rondar o local, mas não fui atendida. Embora, às vezes, tenha policiamento durante o dia, depois das seis horas da noite não se vê um policial no local. A minha mãe não sai mais de casa, só se for com o táxi esperando na portaria do prédio.”, afirma.
Segundo a Polícia Militar existem policiais fazendo rondas em Copacabana, mas eles só podem prender os moradores de rua e menores infratores se estes forem flagrados em ato ilícito e que o recolhimento dos mendigos e menores é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS).
A assessora de comunicação da SMDS, Cecília de Moraes, afirmou que é da responsabilidade da Secretaria tirar os moradores e menores das ruas, mas o trabalho que o órgão faz é de convencimento, o morador de rua ou o menor vai para o abrigo se quiser. Segundo a assessora, o acúmulo de populações de rua na Zona Sul se dá devido ao alto poder aquisitivo dos moradores e visitantes desses bairros. “A Secretaria vai aos locais recolher os moradores de acordo com o número de denúncias e reclamações que recebe”. Nas ruas há famílias que precisam de ajuda, que tinham suas casas, perderam o emprego e não puderam mais pagar um aluguel e por isso foram parar nas ruas. “Essas são mais fáceis de levar aos abrigos, mas há casos de pessoas recolhidas pela quinta vez, a gente recolhe, mas eles voltam, os abrigos não são cadeias, não têm chaves, a pessoa sai quando quer”, explica Cecília. E completa: “Enquanto a população de rua estiver com a barriga cheia e recebendo dinheiro, ela vai continuar nas ruas porque no abrigo elas não ganham dinheiro, mas nas ruas dependendo do local, um morador de rua chega a ganhar R$ 1.500 reais por mês”.
Quem quiser fazer reclamações para a Ouvidoría da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro o telefone é o 2503-2356.


                                                  Travessa Moacyr Deriquem
 

Por iniciativa da Oásis -Ama Bairro Peixoto, e concedido pela cia Estadual de Obras, foi inaugurada a Travessa Moacyr Deriquem que liga a rua Santa Clara ao Bairro Peixoto.
Teresa, da Oásis, discursou ressaltando as vezes que Moacyr lutou pela melhoria do local, pelas páginas do Jornal Copacabana e na V RA.
Na foto: o amigo de Moacyr Paulo Varelli, Márcia Araujo, Débora Dmyterko, sobrinha e Myriam e Luciane Deriquem.





      OUTUBRO DE 2002


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