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Sarau Musical

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Tom Jobim

O maior e mais universal dos nossos compositores, que gravou com Sinatra e virou sinônimo de Bossa Nova no mundo, era essencialmente carioca.
Nos dourados anos 50, Juscelino Kubistchek, era o dínamo do desenvolvimento e o povo orgulhoso, via-se como o país do futuro.
No centro do Rio de Janeiro, o Bar Villariño reunia toda a intelectualidade e boemia carioca. E foi lá que em 1956, Tom Jobim conheceu o poeta e compositor Vinicius de Moraes, seu maior parceiro.
A partir de então deu início a uma carreira iluminada, pontilhada de sucessos, produzindo verdadeiras obras de arte para os ouvidos do mundo!
Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, um nome brasileiro, num coração carioca, nasceu na Tijuca no dia 25 de fevereiro de 1927. Mudou-se bem pequeno para Ipanema que na época era um areal quase deserto com uma natureza exuberante. A musicalidade da família e a natureza em meio a qual vivia, fariam no futuro toda a diferença na obra genial de Tom Jobim.
Aos 14 anos começou lentamente a se aproximar do piano que havia em sua casa e foi se envolvendo até se apaixonar totalmente pelos sons emitidos pelo instrumento.
Entre os estudos, os esportes que adorava, Tom aprofundou seus conhecimentos musicais.
Precisando trabalhar para casar com a namorada Thereza Hermanny, ele começou a tocar nas noites cariocas, onde extasiava as pequenas platéias das boates. E tornou-se o mais promissor talento de sua geração depois da gravação de Sinfonia do Rio de Janeiro com arranjos do maestro Radamés Gnatalli.
Convidado por Vinícius de Moraes para compor as músicas da peça Orfeu da Conceição, nascia naquele momento uma das mais célebres parcerias da música popular brasileira.
Seu envolvimento com a Bossa Nova deu-se com a gravação do LP Canção do Amor Demais, gravado por Eliseth Cardoso só com músicas dos parceiros Tom e Vinícius.
Elogiado por todos, Tom Jobim foi convidado a participar de programas de televisão. Depois de revelar toda a sua genialidade em seu país, o próximo passo era se tornar conhecido em todo o mundo.
A escalada para o reconhecimento internacional não foi difícil porque ele não parava de compor.
Em 1962, Tom participou com Vinícius e João Gilberto de um dos maiores shows da música popular brasileira, O Encontro, realizado na boate Au Bon Gourmet, no Rio de Janeiro.
Stan Getz que revolucionou a história do Jazz foi um dos responsáveis por difundir a Bossa Nova, levando para os Estados Unidos aquela batida diferente e cheia de inovação. A música de Tom Jobim começou a ser gravada por dezenas de intérpretes americanos.
Ele não conseguia regressar de New York, pois surgiam sempre novos compromissos e apresentações que consolidaram sua carreira internacional.
A arte no Brasil, por excelência é a música popular. E Tom Jobim nosso compositor maior que transcende a linguagem na qual se inscreve a música. Um virtuose da composição, um mestre em dizer coisas usando as diferentes formas de canção. Um dos poucos músicos populares brasileiros a escrever seus próprios arranjos.
Tom Jobim respirou música a vida toda. Boêmio, bebia e fumava muito. Viveu, amou e compôs com intensidade do primeiro ao último dia de sua vida.
Faleceu no dia 8 de dezembro de 1994 em decorrência de embolia pulmonar. A música que encantou Antonio Carlos Jobim contagiou a família que ele construiu: mulher, filhos e netos.
Ficar sem Tom Jobim é só saudade. Com ele, nossa tristeza era mais bela!
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