Diana Balsini
Texto:Renata Moreira Lima

Sinceridade, naturalidade, bom caráter e polêmicas marcaram a passagem de Diana Balsini pelo programa Big Brother Brasil 11, da Rede Globo. Moradora de Copacabana desde 2007, ela se divide entre a velha paixão, o gatinho Whelfius (fotos) e o trabalho com o site de variedades que lançou recentemente. Como a ideia é voltar à telinha no próximo ano, ela se dedica às aulas de teatro e vídeo. Sobre a carreira de modelo Diana desabafa e ressalta o preconceito com a opção sexual exposta no programa. Confira a entrevista com Diana Balsini.
Jornal Copacabana: Você era modelo, produtora executiva e apresentadora do programa SexShake no canal Multishow. Como entrou no BBB? Conte essa história.
Diana Balsini: Estava numa festa quando fui abordada por uma produtora do programa. Ela perguntou se eu tinha interesse de participar. No dia seguinte fui ao Projac e fiz uma entrevista gravada. Depois disso começaram as etapas de seleção e fui passando uma a uma até entrar na casa.
J.C.: Quando saiu da casa do BBB, declarou que tinha mudado com a experiência vivida. Oito meses depois, o que mudou, realmente?
D.B.: Mudei internamente, com certeza, aprendi muito lá dentro e comigo mesma. Diversas situações e muito estresse me fizeram refletir de uma maneira tal que me sinto muito grata por ter participado de toda “loucura”. Minha rotina de vida mudou e ampliei meu leque de trabalho, além dos meus projetos para a TV, criei um site informativo que me toma bastante tempo (www.opsdidi.com.br). Além da esquisitice de andar na rua e ser reconhecida, ter fãs, entre outras coisas que acontecem depois de um BBB, algo que muda completamente sua vida, para sempre.
J.C.: Seu site será um canal direto com o seu público?
D.B: Pois é! Há muito tempo, criei um jornal para “gringos”. Seria um veículo de conteúdo informativo, com uma escrita jovem e bastante humor. Acabou ficando na “gaveta”. Assim que eu saí do BBB, ví que precisava elaborar um site sobre mim. Como eu acho muito brega algo como “dianabalsini.com” preferi voltar com meu projeto anterior, mudando o público alvo e ampliando os canais com conteúdos que gosto de abordar, tais como: moda, gastronomia, sexo e variedades (artes, design, festivais, cinema), um pout pourri cultural. Além disso existe o “Maravilhoso Mundo de Didi” que será um diário, com fotos, release e trabalhos meus, além do “OPS TV!” que ainda colocaremos no ar, com entrevistas, webséries, personagens, sátiras, etc. Tão bonitinho e tão trabalhoso. (risos).
J.C.: Pela sua desenvoltura e conduta no programa da Rede Globo, você foi alvo de elogios e especulações de que pudesse se tornar apresentadora de TV, até pela vivência no Multishow. Está se preparando para voltar à televisão?
D.B.: Acabei de finalizar um segundo piloto: um vai para a TV o outro para o site. Me sinto preparada, apesar de ter certeza que é um eterno treinamento. (risos). Tenho muito o que aprender. Estava fazendo aulas de vídeo e voltarei no próximo semestre, além de fonoaudióloga para cuidar da dicção.
J.C.: Você foi capa do Jornal Copacabana em duas edições, uma delas como musa do Copaparazzo. Vai seguir trabalhando como modelo?
D.B.: Fiz editoriais e algumas revistas, mas para quem se sustentava com a carreira de modelo, realmente, não estou conseguindo fechar contratos. Então, visto prós e contras de um BBB, certamente esta foi uma porta que se fechou. Não parei de trabalhar, sou modelo profissional há 10 anos e tenho fé que o preconceito das agências publicitárias e clientes em potencial vai dar lugar a muitos trabalhos com o tempo, afinal, alia-se uma marca a uma imagem e a minha conduta denotou caráter e personalidade. É esperar para ver, digo, trabalhar! (risos).
J.C.: Você é moradora de Copacabana, o que mais gosta no bairro?
D.B.: Copacabana em sí acho muito povoada, mas gosto do charme da praia, longa. Às vezes passo horas sentada tomando uma água de coco e reparando nas dezenas de pessoas passeando.
Sem dúvida um bairro que acomoda as mais diversas personalidades, mas vamos a minha paixão: o Bairro Peixoto! Para quem nasceu e foi “criada a pão de ló” no bairro do Leblon, com certeza, Copacabana foi um impacto, mas não doeu. Na verdade, amei! Me ví inserida e acolhida por um mini-bairro, em torno de uma praça, existente em meio ao caos. Rapidamente fiz amizades no prédio e no bairro. Aqui é calmo, seguro, familiar, é de cães e gatos! (risos).
J.C.: Se pudesse mudar algo, o que seria?
D.B: Criaria uma ciclovia até o Bairro Peixoto. (risos). Retiraria aquela lei de trânsito infernal das vias principais. Se você não está num táxi ou ônibus o estresse é inevitável: horas para se passar num trecho mínimo, tenebroso. Colocaria mais policiamento na região da Prado Júnior e Princesa Isabel, acho perigosíssimo. Faria uma enorme campanha em todo bairro (e na cidade) contra porcaria, para gente porca e sem educação, que joga lixo pelas janelas do carro ou de prédios ou simplesmente descartam itens de seus bolsos e bolsas, naturalmente andando pelas calçadas. Mandaria homogeneizar os quiosques da orla, está uma palhaçada um diferente do outro! Já que começou, termina logo tudo. O carioca agradece!
J.C.: Deixe seu recado para os leitores do Jornal.
D.B.: Conheço o Jornal Copacabana e sua equipe há anos. Adoro o trabalho de vocês e o diferencial visível, inserido nas matérias. Um luxo grátis para quem perde três segundos erguendo sua mão para apanhar um exemplar. Beijos a todos!
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