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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 

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Claudia Menescal


SARAU MUSICAL

Nara Leão


Nara Leão foi uma das intérpretes mais ousadas da música brasileira. Considerada a grande musa da Bossa Nova, Nara também atuou de forma marcante em outros movimentos musicais. Cantou a Bossa Nova, música de protesto, samba, chorinho, clássicos americanos, seresta e até música dançante.


O fato é que Nara Leão foi uma das grandes mulheres do cenário artístico nacional.
Nascida em Vitória no Espírito Santo, veio para o Rio de Janeiro com apenas umano, quando sua família fixou residência na cidade.
Filha de pais liberais, Nara recebia seus amigos em casa para reuniões, rodas de violão e bate papo. Consumiam muita coca cola e no final da noite preparavam macarronada. Essa turma se reunia para cantar, tocar e trocar idéias sobre a nova forma de fazer música.
De natureza tímida, mas com excelente memória, sabia de cor todas as músicas e letras, Quando seus amigos começaram a esboçar os primeiros shows, ela dava palpites nas melodias, nos arranjos e ajudava na seleção do repertório. Acompanhava os rapazes da Bossa Nova em todas as suas apresentações iniciais até que um dia inesperadamente Sylvia Telles a apresentou ao público em um show na PUC do Rio de Janeiro. Nara não teve outro jeito senão driblar a timidez e subir ao palco e cantar. E foi muito aplaudida!


A Bossa Nova ganhava força, Nara e seus amigos eram convidados para diversos shows. E quanto mais comparecia a eventos musicais, ela conhecia novas pessoas e outros tipos de música.
A partir daí sua carreira não parou mais. Participou de espetáculos significativos da MPB como “Pobre Menina Rica” e o lendário “Opinião”.
Gravou seu primeiro disco com músicas de Cartola, Edu Lobo, Ruy Guerra, Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. Foi um sucesso e a partir daí ela começou a viajar pelo Brasil. Em seguida, fez algumas incursões pelo exterior.
Depois de sua participação em espetáculos de protesto contra a ditadura, defendeu numa entrevista a extinção das Forças Armadas. Com sua declaração passou a ser a inimiga número um do Estado, mas recebeu manifestações de apoio inclusive um poema de Carlos Drummond de Andrade publicado no jornal Correio da Manhã.


Convidada para participar do I Festival Internacional da Canção, Nara Leão fez um grande sucesso ao interpretar “A Banda” em dueto com Chico Buarque, autor da música.
Em 1967, casou com o cineasta Cacá Diegues e depois de dois anos, devido a situação política no país eles deixam o Brasil.
Afastada da vida profissional, Nara grava um novo disco em 1971 e volta com a família para o Brasil. Mesmo com dois filhos Isabel e Francisco, ainda pequenos, Nara volta a estudar e é aprovada no vestibular de psicologia.
Aparentemente sua carreira artística tinha ficado para trás, depois de vários discos gravados, participações em filmes, TV e shows que jamais seriam esquecidos.


Mas a reaproximação de seus amigos de infância motivou a retomada da carreira. Já separada do marido, gravou um novo disco e deu início a uma série de shows pelo país afora.
Em 1979 após um desmaio os exames apontaram uma mancha em seu cérebro. Após a morte de seu pai, seus desmaios e ausências continuaram. Aparentemente os médicos não sabiam diagnosticar o seu problema até que ficou comprovado ter ela um tumor maligno impossível de ser operado. Sua vida passou a se alternar entre altos e baixos. Continuava se dedicando aos filhos, ao trabalho e fazia o tratamento médico prescrito com afinco. Mas apesar da luta constante a doença tomou conta de forma acelerada e ela veio a falecer em 1988.


Dona de uma bela e doce voz de soprano, Nara foi uma das mais queridas e significativas presenças no mundo musical brasileiro e para o público que tanto a aplaudiu, será sempre a “Musa da Bossa Nova” que soube como ninguém emocionar os fãs conquistados ao longo de sua carreira vitoriosa!