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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 
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Jayme del Cueto

Por Renata Moreira Lima

 

Produtor, ator, roteirista, cenógrafo e tudo que se possa imaginar nas artes cênicas e audiovisuais! Jayme del Cueto é torcedor do Flamengo e casado com a também produtora e tricolor Denise del Cueto. Nasceu no Rio Grande do Sul, mas a paixão pelo Rio de Janeiro falou mais alto e, só no Bairro Peixoto, Jayme mora há mais de 30 anos. No cinema ele está em “90%” das produções nacionais. Foi produtor executivo do filme “Federal” e participou como ator de “Heleno”, que entra em cartaz esse ano. Conheça um pouco mais de Jayme del Cueto aqui, no Jornal Copacabana.

 

Jornal Copacabana: Você é, principalmente, ator de cinema?
Jayme del Cueto: Sou produtor, mais que ator. Costumo dizer que sou produtor audiovisual e ator eventual.


Copa: Como se interessou pelo assunto cinema?
Del Cueto:
Na verdade o cinema que se interessou por mim. Quando eu tinha 10 anos filmaram Caminhos do Sul, na minha cidade (Uruguaiana-RS). O menino do filme não sabia andar a cavalo e eu acabei sendo o duble dele.
Meu pai me chamava de cabrito intelectual: eu “brincava nas 11” e em nenhuma ao mesmo tempo! (risos).


Copa: Seus filmes mais recentes foram 5x Favela, Agora Por Nós Mesmos e Elvis e Madona, no ano passado. Já tem outro para ser lançado esse ano?
Del Cueto:
Agora estou como ator em Heleno, que tem estréia prevista para 2011. Fui produtor executivo de Federal, que entrou em cartaz há pouco. Fora os curtas-metragens, que eu faço para me divertir! Atividade cultural não remunerada! (risos).


Jayme del Cueto e o elenco de Adoráveis Sem Vergonhas.

Copa: Seu primeiro filme foi Janete, em 1983?
Del Cueto:
Dessa vez também foi engraçado porque Janete foi o meu primeiro filme como ator. O diretor Chico Botelho precisava de um gaúcho que dirigisse caminhão. Eu sabia dirigir e era gaúcho! Peguei o papel! (risos). Em Estrada da Vida, em 1980 eu fui assistente de direção de Nelson Pereira dos Santos. Foi aí que conheci Botelho.


Copa: Por que aprendeu a dirigir caminhão?
Del Cueto:
Sou oficial do Exército, de Cavalaria. Cheguei a coronel.
Eu sempre estudei cinema, era um assunto que me interessava. Eu servia no Batalhão de Manutenção que ficava perto da Herbert Richers. O Herbert morava no meu prédio no Leme. Naquele tempo, era nos estúdios da Herbert Richers que se fazia tudo, os melhores artistas e técnicos estavam lá. Ele começou a me emprestar roteiros e eu lia todos. Sabendo do meu interesse, ele me chamou para estagiar em O Homem que Roubou a Copa do Mundo.


Copa: E fez outros trabalhos com o Nelson Pereira dos Santos...
Del Cueto:
Depois de muitos anos fiz o roteiro de Retirada da Laguna com o Nelson. Fizemos as pesquisas nas minhas férias do Exército. Fui assistente dele em Estrada da Vida. Em Memória do Cárcere colaborei também no roteiro. Trabalhei com ele muito tempo. Até que viemos dividir um apartamento aqui no Bairro Peixoto! (risos). Foi quando conheci a Denise (del Cueto), ela veio morar comigo, o Nelson saiu e o apartamento ficou só comigo. Agora nos mudamos para um outro igual, bem ao lado do antigo.


Copa: Dava para conciliar Exército e cinema?
Del Cueto:
O Exército atrapalhava um pouco. Eu tinha que fazer tudo nas férias. Um dia me inscrevi para fazer um curso com Arnie Suksdorff, um dos maiores documentaristas do mundo na época. Era no Instituto Nacional de Cinema Educativo e tinha o Jabour como intérprete das aulas. Foram mais de 200 inscritos, somente 18 selecionados e eu estava entre eles! Desses, 15 seguiram a profissão.


Copa: Além de cinema, você fez participações em novelas como Cobras e Lagartos (2006), Desejos de Mulher (2002), a minissérie JK... Pretende voltar à telinha?
Del Cueto:
Já perdi a conta de quantas novelas fiz, mas foram todas “pontas”, pequenas participações. Minha relação com a TV é: me convidam, eu vou e faço. Mas é engraçado como a TV marca. Fiz um comercial que passou durante muito tempo em São Paulo, da Black & Decker, que todo mundo sempre lembra! (risos).


Copa: No teatro, sua última peça fez muito sucesso, Adoráveis Sem Vergonhas!
Del Cueto:
Fiz muito teatro quando era garoto, mas foi a poucos anos que descobri o prazer de fazer! Em Sem Vergonhas foi, mais uma vez, por uma questão específica: precisavam de um ator com mais idade, que tirasse a roupa. Entrei no elenco! (risos).


Copa: Por que é melhor fazer teatro? Tem realmente uma diferenciação entre fazer cinema, teatro e televisão?
Del Cueto:
Por causa do público! No cinema e na televisão o ator chega, grava como o diretor quer e vai embora. No teatro a responsabilidade parece maior. Cada dia você faz um espetáculo diferente.
Aliás, esse foi especial porque ficamos cinco anos em cartaz e ele foi incrível desde o primeiro minuto. A peça é neozelandesa e foi comprada de argentinos. Era um tango! A que ensaiamos e encenamos foi outra. Cada ator pode criar o seu personagem. Imagina: eram cinco caras desempregados que pretendiam ganhar dinheiro tirando a roupa! Era uma peça densa, originalmente. Aqui o cenário era uma oficina mecânica nos Arcos da Lapa, a gente se divertia fazendo! Acho que até mais do que o público! (risos). Foi um sucesso de público e crítica! Também o elenco era muito bom: Leandro Hassum, Jandir Ferrari, Marcello Escorel, Marcello Melo, Pedro Neshling. Era tão legal que uma vez nos juntamos e encenamos para amigos.


Copa: Olhando para trás...
Del Cueto:
Vejo que fiz o que eu quis.
Me perguntam como aguentei ficar tanto tempo no Exército, digo que não sei como o Exército me aguentou! (risos).


Copa: O que tem a dizer a um jovem que queira seguir a profissão?
Del Cueto:
Faça como o Hernán Cortés quando chegou à América: queimou os navios para ninguém poder voltar para a Espanha. Digo isso sempre quando dou alguma palestra para alunos de comunicação, em que também sou formado: Esqueça o resto! Não adianta apenas querer ser: ou é artista ou não é. Sempre que for fazer um teste encarne o personagem.


Copa: Vamos falar de Copacabana! Você nasceu em Livramento, no Rio Grande do Sul, não é? Quando veio para o Rio?
Del Cueto:
Nasci em Santana do Livramento mas nunca morei lá, sou de Uruguaiana, também no Rio Grande do Sul. Vim para o estado do Rio para cursar a Academia Militar de Agulhas Negras. Nos feriados vínhamos para a cidade do Rio. Comecei em Vila Isabel, mas não era muito “a minha”. Fui hospedado pela família de um colega que morava no Leme, acabei casando e morando lá. Depois passei por diversos lugares do Brasil e, finalmente, voltei para Copacabana, para a Rua Bulhões de Carvalho (a Denise morava em frente e eu nem sabia...). Com o tempo: o Bairro Peixoto!


Copa: Copacabana é seu amor e Araras é sua paixão?
Del Cueto:
Araras é o meu Centro!


Copa: Deixe seu recado aos leitores do Jornal Copacabana.
Del Cueto:
Meus amigos leitores, morar em Copacabana é um privilégio. Se você é um desses privilegiados, aproveite e divirta-se! Copacabana não é apenas um bairro, é um modo de vida!
internacional!