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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 

Claudia Menescal


SARAU MUSICAL

Bossa Nova

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Ronaldo Bôscoli,Roberto Menescal e Carlos Lyra

No final da década de 50 no Brasil, tudo se tornou Bossa Nova. A música, o futebol, a praia, o comportamento das pessoas e até o Presidente da República era Bossa Nova. Entre as décadas de 50 e 60, o país e em especial, o Rio de Janeiro, viveu sob uma inspiração cultural artística que jamais se repetiu. Para superar o excesso de romantismo que dominavam as rádios da época, um grupo de músicos, compositores e intérpretes amadores, elaboraram um novo estilo musical que uniu harmoniosamente o sofisticado jazz americano às batidinhas do samba brasileiro. Jovens como João Gilberto, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell entre outros, que influenciam a MPB até os dias de hoje.

Nara e Menescal entre músicos.


Historicamente, a Bossa Nova é iniciada com o lançamento dos discos, em 1958, “Canção do Amor Demais” de Elizeth Cardoso, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e em 1959, “Chega de Saudade” de João Gilberto, responsável pela batida de violão inovadora, que marcou as músicas compostas neste período.


A casa de Nara Leão, na época estudante e amiga de Roberto Menescal, passou a ser palco das reuniões da turma. Liderados pelo compositor e jornalista Ronaldo Bôscoli, que aparecia com freqüência, acompanhado de figuras relevantes da nossa música, o grupo em processo contínuo de criação, procurava integrar harmonia, ritmo e melodia, sem que uma prevalecesse sobre as demais.


Surgia nesse momento, de forma oficial a Bossa Nova. Sendo o Rio de Janeiro a capital do país, centro do poder, naturalmente tudo o que acontecia aqui, repercutia por todo o território brasileiro. Para os fundadores da Bossa Nova suas descobertas e ousadias caracterizavam a modernidade, e não a organização de algum movimento ou criação de estilo. Uma maneira diferente de expressar idéias e sentimentos pulsava nos corações da juventude brasileira. A Bossa Nova foi um movimento musical que surgiu sem intenção de mudar coisa alguma na paisagem musical do Brasil. E mudou tudo! Afinal, isso é Bossa Nova, isso é muito natural!

Ari Barroso, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli e Carlos Lira