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Um adeus ao maestro Paulo Moura

 

O clarinetista, saxofonista, flautista, compositor e maestro Paulo Moura, que a música brasileira perdeu para um câncer linfático no último dia 12 de julho de 2010, era músico desde sempre. Filho de um clarinetista e mestre de banda, chamado Pedro Moura, e irmão dos trompetistas e trombonistas José, Alberico e Valdemar, sempre falou a língua dos instrumentos de sopro e das harmonias. Tinha uma relação de carinho e melodias com o bairro de Copacabana, pois aqui, no Beco das Garrafas, surgiu e fincou o seu nome nos principais bares e clubes noturnos do pedaço.
Ainda muito novinho começou a estudar piano e na adolescência já atuava em bailes, com o conjunto do pai. Nascido no interior paulista, em 1933, Paulo desembarcou no Rio de Janeiro, com a família, na época de cursar o científico. Ingressou na Escola Nacional de Música, onde obteve o diploma de clarinetista. Estudou com Paulo Silva e Lincoln Pádua (teoria, contraponto e música), Guerra Peixe e José Siqueira (harmonia, contraponto e fuga), Moacir Santos (orquestração) e com o Maestro Cipó (arranjos populares). Ou seja, conhecimentos jamais lhe faltaram. O talento veio de berço.
Clássico no popular e popular no clássico, Paulo Moura tocou com todos os grandes da música nacional e internacional. Gravou inúmeros discos, e num dos últimos, ao lado do pianista e grande compositor João Donato (Dois panos para manga, Biscoito Fino), mostrou que estava no melhor de sua forma artística, deu um verdadeiro show.
Erudito e popular, o maestro Paulo Moura transitava com desembaraço, sem ranço ou constrangimento, por todos os ritmos da música brasileira. Tinha formação clássica e embocadura de gafieira. Erudição e jogo de cintura. Talento e charme que ficarão marcados para sempre na história da MPB. Vai demorar um tempão para a gente ter outro igual.