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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 
Fala Vizinho -Gringo Cardia 2007


JORGE LOREDO

Câmera, close; microfone, please!

Por Renata Moreira Lima

São mais de 60 anos de carreira e Zé Bonitinho, com seus 49, continua galanteador todas as quintas, em A Praça é Nossa, programa do SBT.
Hoje no bairro do Flamengo, Jorge Loredo conta que morou em Copacabana e adora caminhar na orla. Fala sobre os mais de 60 anos de carreira e a participação no novo filme de Arnaldo Jabor. Vale à pena conferir...

J.C.: São mais de 60 anos de carreira como ator, humorista e advogado?
J.L.:
Parei bem antes com o direito! (risos).

J.C.: Um de seus personagens é muito conhecido do grande público: o Zé Bonitinho. Quando começou a interpretá-lo imaginou que perduraria por décadas?
J.L.:
Comecei em televisão fazendo um programa do Carequinha, na TV Tupi. Lá eram vários personagens nas esquetes que compunham o programa. O Zé Bonitinho estreou no programa Noites Cariocas, da TV Rio e foi o personagem que solidificou a minha carreira. Existe desde 1960, não imaginei que duraria tanto tempo!

J.C.: Acabou rendendo o documentário Câmera, Close!, em 2005, com direção de Suzana Lira. E continua aí!
J.L.:
É... Agora em A Praça é Nossa!

Com Kelly e Carlos Alberto em a Praça é Nossa


J.C.: Trabalha na Praça com o Carlos Alberto de Nóbrega, filho do Manoel de Nóbrega que fazia A Praça da Alegria com você, na década de 60.
J.L.:
E dirigido pelo neto do Manoel, o Marcelo! Na verdade trabalhei com o Carlos Alberto desde A Praça da Alegria. É uma relação de anos! Eu era muito amigo do Manoel, do Golias, desse pessoal!

J.C.: E cinema? Fez alguns filmes nas décadas de 60 e 70 como Sai Dessa, Aranha e O Abismo, e retornou à telona mais de 20 anos depois em Quando o Tempo Cair (2006), dirigido por Selton Mello, que lhe rendeu o prêmio Marlin Azul. Como foi voltar a fazer cinema depois de tanto tempo?
J.L.:
Foi ótimo voltar! A diferença tecnológica é grande, com as câmeras modernas... Mas com relação à direção, sempre trabalhei com bons diretores, como Rogério Sganzerla, em Sai Dessa, Aranha. O Selton é um desses diretores criativos, bom de trabalhar!

J.C.: Seu último filme foi em 2008, Chega de Saudade, com direção de Laís Bodanzky.
J.L.:
E acabo de gravar uma participação no próximo filme do Arnaldo Jabour, Suprema Felicidade, que deve ser lançado em 2010.

J.C.: Aos 84 anos e com um personagem que tem 49, na “flor da idade”, Como é fazer parte da história do humor brasileiro?
J.L.:
Vejo a minha profissão como outra qualquer. Não sou celebridade, nem nada de exponencial. Fico gratificado pelo retorno, pelo reconhecimento do meu trabalho. Não acredito em segredo do sucesso, sim em dedicação e empenho. Tem que estudar muito para ser ator. Como diria o Carlitos (personagem do Charles Chaplin): é ensaio, ensaio, ensaio, ensaio e mais ensaio... (risos).


J.C.: Trabalha há anos e com diversas gerações. Como lida com os mais jovens?
J.L.:
Felizmente tenho um bom relacionamento com os jovens. Mas sempre digo que tem que trabalhar. É importante observar os outros atores em ação.

J.C.: Como vê os programas de humor de hoje?
J.L.:
Trabalham com a atualidade, o cotidiano, não há muita diferença para o que se fazia ao longo dos anos anteriores. Tem muita gente boa! Não gosto de citar para não correr o risco de esquecer.

J.C.: Vamos falar de Copacabana. Como morador do Flamengo, qual a sua relação com o bairro de Copacabana?
J.L.:
Morei durante anos no bairro. Hoje, são os meus filhos que moram. Costumo visitá-los aos domingos. Adoro caminhar na praia... Vou sempre à Copacabana.

J.C.: Vive em ponte aérea, metade da semana em São Paulo, a outra no Rio. Além de ficar com a família, o que gosta de fazer quando não está trabalhando?
J.L.:
Vou muito ao cinema, teatro... Mais cinema! (risos). Gosto de me manter atualizado.

J.C.: Tem algum ritual ou mania para entrar em cena? Depois de anos de experiência, ainda sente aquele friozinho na barriga na hora da estreia?
J.L.:
Gosto de me isolar para me concentrar antes de entrar em cena, uma espécie de extraterreno! (risos). E fico sempre apreensivo, pois nunca sei como será o meu desempenho ali na hora e qual será a resposta do público... Sinto frio na barriga até hoje! (risos).

J.C.: Deixe seu recado aos leitores do Jornal Copacabana.
J.L.:
Copacabana é a Princesinha do Mar, valorize!