Por que copacabana foi esquecida
pelos colonizadores lusitanos?

Há mais de três séculos que o carioca convive com o medo, pois, no século XVII, os moradores da cidade do Rio de Janeiro viviam em pânico, com a população urbana e rural receosa de ataques marítimos externos, na época, provocados pelos holandeses; os quais, desde 1630, se haviam estabelecido no Nordeste do país.
No dia 27 de março de 1645, assumiu interinamente o governo da capitania Duarte Correia Vasqueanes, haja vista o governador anterior, Francisco Souto Maior, ter partido para recuperar Angola dos holandeses, levando para isto, todos os soldados da guarnição do Rio de Janeiro. Sem tropas nem armas para repelir um ataque ao Rio, Vasqueanes, por esse motivo, dedicou-se desde logo a reparar e melhorar as fortificações, solicitando o auxílio dos habitantes a quem pedia que emprestassem escravos para os trabalhos necessários. Ainda pela mesma razão, a Câmara de Vereadores tomou a iniciativa de mandar vir de Portugal cem mosquetes e quatrocentos arcabuzes a fim de distribuir armas à população para a defesa da cidade na eventualidade de um ataque. A medida não surtiu o resultado esperado, aumentando, isso sim, os assaltos à mão armada nas ruas do Rio.
Como também corressem notícias de que navios inimigos cruzavam na costa oceânica, foi proibido aos pescadores que erguessem residência na praia de Sacopenapan – Copacabana; pois Vasqueanes temia que as casas pudessem servir de abrigo aos invasores.
Este foi o principal motivo para a praia de Copacabana ter ficado deserta, sem residências de porte nos 250 anos seguintes, somente sendo efetivamente ocupada quando, a 6 de julho de 1892, foi aberto o túnel (Velho) que ligou o bairro de Botafogo ao areal desolado de Copacabana.
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