Jornal Copacabana - Rio de Janeiro - Brasil

Jornal JÁ - Ipanema, Leblon e Gávea- Entrevistas de Renata Moreira Lima - Rio de Janeiro
Jornal de Ipanema, Leblon e Gávea

copa@jornalcopacabana.com.br
jornalcopacabana.blogspot.com
Tel. 21 2549-1284

 

-   
QUEM SOMOS | CARTAS | HOMENAGEM | EDITORIAL | FALE CONOSCO
 
Copacabana - RJ
Arte / Cultura
Música / Dança
Esporte
Saúde - Terceira Idade
Amor aos Bichos
Comércio
 
Copacabana - RJ
Classificados/Classifield
Guia de Negócios
Imóveis Zona Sul
Por dentro do Comércio
 
 
 
Copacabana - RJ
 
Luis Pimentel - Crônicas Luis Pimentel
Canto da Crônica

Patrizia Bremer - Moda Patrizia Bremer
Moda

Milton Teixeira - Histórias de Copacabana e do Rio de Janeiro Milton Teixeira
Histórias do Rio de Janeiro

Geraldo Edson de Andrade - Artes Plásticas Geraldo Edson de Andrade
Artes Plásticas

Márcia Araujo - Por Dentro de Copacabana - Coluna Social Márcia Araujo
Por dentro de Copacabana

Virgilio Rocha - Economia e Comércio de Copacabana e do Brasil Virgilio Rocha
Economia e Comércio

Márcio André
Vídeo & Cia

 Carlos Amorim - Chargista e Caricaturista Amorim
Desenho de humor em curso

Éryck Machado - Fotógrafo Copacabana Eryck Machado
Foto é Show
 


News

A praia de Copacabana em foto de Eryck Machado

Galeria de fotos Copacabana
 

Mapa de Copacabana.

 Copacabana - RJ
Espaço do Leitor
Ordenamento Urbano
Espero de coração que o novo governo continue a dar importância à Copacabana.
Não só maquiagem, mas cuidar da violência nas ruas, menores e maiores de rua, morando, fazendo suas necessidades em público e agredindo os turistas (e moradores!) que, iludidos, aparecem por aqui para serem maltratados.
Canto da Poesia
Principais Batalhas da 2ª Guerra Mundial

artigosinformativos

Hospede-se na Plugin. Clique aqui!

Fotos e Brindes

Luis Pimentel

 

Dona Maria Amélia Cesário Alvim Buarque de Hollanda

 

Ninguém faz 100 anos de vida impunemente. Ou seja, sem muita estrada, sem muita luta, sem dissabores. Creio que também não se consegue, impunemente, gerar frutos e conviver com luzes e alegrias chamadas de Chico Buarque, de Miúcha, de Cristina, de Pii e de Ana de Hollanda (os outros meninos podem se sentir também homenageados); somando-se, a tudo isto, inúmeros verões ao lado do paulistano que plantou as raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Hollanda, a quem cada brasileiro deve, pelo menos, uma folha. Ou uma flor.
Dona Maria Amélia, a doce Memélia para os seus íntimos, brinda o centenário neste janeiro de 2010 (dia 25), enchendo de orgulho os seus filhos, netos, bisnetos e amigos (conheço um, seu vizinho de Rua Almirante Gonçalves, que os olhos brilham quando fala nela, que a barba branca treme quando ela passa na calçada do Bip Bip e acena, plena de humanidade e de carinho).
Dizem que da janela do sétimo andar do edifício sóbrio em Copacabana, em cima do nada sóbrio Alcazar, ela ainda contempla o tempo e sorri para o mar. Quem tem a felicidade de enxergá-la, mesmo de longe, vislumbra um pedaço do nosso país – talvez o melhor pedaço. Mesmo de longe, lá está o canto dos pássaros, o balé das nuvens, a inquietação política e social que abraça anônimos e presidentes da República, com a serenidade dos 100 anos, a doçura dos 50, o brilho no olhar dos 25. Ninguém é tanto para tantos impunemente.
Maria Amélia Cesário Alvim Buarque de Hollanda, carioca, mulher de verdade como sua homônima de Ataulfo e Mário Lago, traz no nome e no sobrenome a colcha de retalhos nordestina que aquece o Rio, a imagem que nos enche de orgulho por também mergulhar nessa bacia. Deus a conserve e a proteja.