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Galeria de Fotos - Copacabana & Ipanema
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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 
Fala Vizinho -Gringo Cardia 2007

Chico Caruso

 

São 40 anos fazendo charges e serão mais 40 no que depender de Chico Caruso. Nascido em São Paulo em 1949, Francisco Paulo Hespanha Caruso começou seus primeiros rabiscos ao lado do irmão, o também cartunista, Paulo Caruso, sob influência do avô. No final dos anos 60 entrou na Folha da Tarde, depois foi para o Opinião, Movimento, Gazeta Mercantil, Istoé, Veja, até que, em 1978 foi para o JB cobrir férias do Ziraldo e ficou até 1984, quando se transferiu para o Jornal O Globo, onde publica suas charges, diariamente, até hoje.
Sobre a mudança para o Rio, o vizinho do Leblon garante que veio para uma nova vida!
Você conhece um pouco mais sobre o chargista, músico e piadista Chico Caruso, na entrevista abaixo.

Foto arquivo Jornal Copacabana
Chico Caruso com Reinaldo e Jaguar no relançamento do livro de Don Rossé Cavaca

Jornal Copacabana(Renata Moreira Lima): Você está sempre antenado aos acontecimentos políticos do Brasil e do Mundo para fazer as suas charges. Com tantos escândalos, mau comportamento e desvio de conduta dos políticos, você ainda acredita em política? Há uma solução para a corrupção?
Chico Caruso:
Acredito. Não tenho vocação para política, então não faço. É como o cara que não pinta, mas admira (risos). A política tem uma troca permanente, por isso ainda acredito.
J.C.: Dá para votar pensando que vai fazer uma charge do eleito logo depois?
C.C.:
A charge vem em decorrência da visibilidade que ele adquire. Não tem jeito, ele acaba sendo alvo. Depois que ele entra, percebo que o nariz é grande, que usa um óculos engraçado... Assim ele vai para a página do jornal.
J.C.: Ou por algum deslize que cometa...
C.C.:
O deslize é inevitável. É como casca de banana! O português vê e diz: ai, vou escorregar de novo! (risos). Só não desliza quem está parado, ou morto!
J.C.: Existe algum político que não tenha sido alvo das suas caricaturas?
C.C.:
É como eu disse: com a visibilidade que ele adquire fica difícil fugir da caricatura.
J.C.: Durante o ciclo de palestras do projeto Estação ABI, você acenou para a falta de jornais para os novos talentos do humor. Qual seria o papel da internet nesse momento? Poderia suprir essa carência?
Renata Moreira Lima e Chico CarusoC.C.:
Sou do tempo do impresso. Falta emoção aos jornais que temos hoje. Acho que o eletrônico se perde. Na internet o desenho está na rede. O impresso está na sua mão, é documental.
J.C.: Você se considera um “analfabyte”. Sendo assim, a criação da animação em 3D para o Jogo Rápido do Jornal Nacional foi um desafio?
C.C.:
Há mais de 20 anos tentava fazer charge para televisão. Comecei fazendo um desenho de fundo, médio e close, com a gravação da minha voz. Depois passei a desenhar no computador, mas não é a mesma coisa, não tem a mesma definição dos traços. Eu fazia charges para o Jornal e animava para o JN, gastava bastante tempo, pois tinha que desenhar a animação quadro a quadro. Agora, no Jogo Rápido, eu elaboro o discurso e a equipe trabalha as imagens em cima dos meus desenhos do Jornal O Globo. O legal é que encontrei na TV um editor, Ali Kamel, que sempre me diz: dá para fazer! Acho isso muito bom. As pessoas, hoje, costumam dizer o contrário.
J.C.: Quem são os novos talentos?
C.C.:
Dalcio, Rossi, esses caras tem muita técnica, fazem pintura a óleo, aquarela, no computador... Têm uma técnica pesada.
Tem o Jean, da Folha (de São Paulo). Fora o Glauco, o Laerte e Angeli, além de mim, é claro! (risos).
J.C.: Você e seu irmão começaram a desenhar por influência do seu avô. Mas você teve ídolos que o inspiraram?
C.C.:
Logo tive influência do Pasquim, com o Ziraldo, Jaguar, Millôr... Além dos estrangeiros Saul Steinberg, Ralph Steadman, David Levine... Um mundo de gente!
Foto arquivo Jornal CopacabanaJ.C.: O fato do traço de vocês ser semelhante influenciou a entrada no mercado?
C.C.:
Não. Meu irmão gosta de cenários, com ruas... Eu sou mais sintético.
J.C.: Editou cerca de 30 livros, sendo o último sobre o Brasil na era FHC, não foi? Qual será a próximo publicação?
C.C.:
Na verdade publiquei uns cinco ou seis livros. Talvez com meu irmão tenha chegado aos 30. O meu último foi LULA LÁ, PARTE I - A (O) MISSÃO. A previsão é fazer a segunda parte no fim do mandato dele.
J.C.: Além de cartunista, músico!
C.C.
: Comecei a fazer show de humor em 1985, no governo Figueiredo.
J.C.: Quando o público poderá assistir aos irmãos Caruso?
C.C.:
Vamos fazer um festival de humor em 23 de outubro, durante três dias no Centro Cultural dos Correios, no Centro do Rio. E a qualquer momento em edição extraordinária!

Chico Caruso, na casa de Abílio Fernandes, na posse de Paulo César Saraceni para a Academia Brasileira da Cachaça. Chico é o membro nº 11 da Academia , substituiu Sargentelli, cujo patrono da cadeira era Pixinguinha.

J.C.: Veio para o Rio em 78 para cobrir férias do Ziraldo no JB. Como foi a chegada na “Cidade Maravilhosa”? Veio direto para o Leblon?
C.C.:
Eu já vinha para o Rio desde 1972 pelo Jornal Opinião. Desde essa época eu já era um apaixonado pelo Rio. Em 78 vim para uma nova vida! Direto para o Leblon!
J.C.: Qual a sua relação com os bairros da Zona Sul? O que gosta de fazer por aqui?
C.C.:
É como se fossem livros distintos. Cada bairro, uma história maravilhosa e singular.
Ando todos os dias na praia do Leblon e Ipanema. Gosto de ir até o Arpoador. À noite, adoro os bares do Leblon! Em Copa eu faço análise. Na Gávea, a TV Globo. Gosto do Atelier dos Artistas, no Jardim Botânico, é sensacional! Mas eu gosto mesmo é dos bares! Ah, os bares... (risos).
J.C.: Você é nostálgico ou convive bem com o presente e a possibilidade de futuro?
C.C.:
À medida que vamos envelhecendo tendemos à nostalgia, mas não sou. Gosto mesmo do presente!
J.C.: Deixe um recado aos leitores do Jornal Copacabana.
C.C.:
Leiam mais jornais!