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Gostaria de Parabenizar pela matéria “Quiosques da maldição à glória”, de Milton Teixeira, até por que não conhecia a história dos quiosques, apesar do presidente da empresa ter conseguido vencer na vida através da sua primeira carrocinha de cachorro quente instalada no Quebra Mar em 1962 e passado 46 anos conseguir fazer parte da história através dos Novos Quiosques.
Nos sentimos muito orgulhosos.
João Marcelo Barreto @orlario
Canto da Poesia
Principais Batalhas da 2ª Guerra Mundial

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Fotos e Brindes

Milton Teixeira

Visitas ao Cemitério São João Batista

Em viagens à Europa os cemitérios fazem parte do roteiro estabelecido pelos turistas. Em Paris, por exemplo, no cemitério Père-Lachaise (o maior do mundo e visitado por um milhão de pessoas anualmente) encontram-se os túmulos de Edith Piaf, a diva Maria Callas, o escritor Marcel Proust, o dramaturgo Molière, o fundador do espiritismo Alan Kardec, o compositor Chopin e o roqueiro Jim Morrison. Na Inglaterra, o de Karl Marx está no Highgate, em Londres. Na vizinha Argentina quem vai a Buenos Aires visita o túmulo da primeira-dama argentina Evita Perón, no La Recoleta. Aqui no Brasil, não é diferente. As grandes estrelas também são atração nos cemitérios.
No Rio de Janeiro, o número de visitantes cai para 72 mil/ano no São João Batista, exceto no Dia de Finados, quando o cemitério recebe cerca de 120 mil visitantes.
Este campo santo, criado e mantido pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, foi inaugurado a 09 de dezembro de 1852, pela iniciativa do Grande Provedor José Clemente Pereira, para ser o Cemitério Público da Freguesia de São João Batista da Lagoa, em substituição ao pequeno cemitério que existia na antiga Praia do Hospício de D. Pedro II. A primeira inumação foi do “anjinho” Rosaura, de quatro anos. Foi o terceiro cemitério criado pela Santa Casa no Rio de Janeiro, após a lei de 1850 que proibia enterros em igrejas, sendo inaugurado logo depois dos do Caju e Catumbi. O projeto geral do campo santo, bem como o pórtico neoclássico e a capela central são devidos ao arquiteto José Maria Jacinto Rebêlo, muito modificado na execução pelo também arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva.
Na via central do cemitério, a reprodução da Pietà de Michelangelo e quatro imagens de santos dominam o mausoléu de uma família espanhola.
Apesar da visitação não ser um programa habitual da população carioca, o São João Batista, inaugurado em 1852, é um museu à céu aberto. A arte sacra está distribuída ao longo dos 38 mil metros quadrados do cemitério.
São trabalhos cuidadosamente esculpidos em mármore, bronze e granito. Com o auxílio de um guia, é possível identificar estilos artísticos variados e esculturas de nomes importantes do gênero, como Heitor Usai e Rodolfo Bernardelli.
O São João Batista tem sepulturas do fim do século XIX e início do XX, onde predominam os estilos eclético e neogótico. Também o art déco da I e a II Guerra Mundial, como no túmulo do visconde de Moraes, (comerciante no começo do século XX). Na década de 40, vieram os túmulos grandiosos em alusão às Forças Armadas.
No cemitério de Botafogo, entre os 40 mil jazigos, repousam quase todos os grandes brasileiros que tem figurado em nossa história, da Independência até a época presente: Evaristo da Veiga, publicista notável e ardoroso patriota, autor da letra do Hino da Independência; José de Alencar, glória da literatura romântica nacional; Joaquim Maria Machado de Assis, nosso escritor maior; Benjamin Constant, o egrégio organizador da Revolução de 15 de novembro de 1889; Floriano Peixoto, soldado e estadista, nosso segundo Presidente da República; Marechal Bittencourt, Ministro de Prudente de Morais; Saldanha Marinho, abolicionista e republicano; Barão de Cotegipe, um dos autores da Lei do Ventre Livre e Presidente do Conselho de Ministros do Imperador; Esteves Júnior; Paula Ney; Raul Pompéia, escritor, autor de “O Atheneu”; Oswaldo Aranha e Gustavo Capanema, ministros da Fazenda e Educação do governo Getúlio Vargas; Santos Dumont, o “Pai da Aviação”; Orville Derby, o “pai” da geologia no Brasil; Miguel Couto, famoso médico; Rodolfo Bernardelli, nosso escultor maior, bem como seu irmão Henrique, grande pintor; Pedro Calmon, famoso professor, historiador e acadêmico; Carmem Miranda, a “Pequena Notável”, cantora e intérprete; Francisco Alves, o “Rei da Voz”; Vicente Celestino, o “ébrio”, cantor de serestas, e sua mulher Gilda de Abreu; Antônio Tom Jobim, o maestro da Bossa-Nova; Vinícius de Moraes, o “Poetinha”; Dias Gomes, grande teatrólogo, bem como sua mulher, Janete Clair, famosa novelista; Luís Carlos Prestes, o revolucionário comunista; Abelardo Barbosa, o “Chacrinha”, notável animador; Clara Nunes, cantora popular e ícone da Umbanda; Cazuza, poeta, compositor e cantor; Nelson Rodrigues, teatrólogo e escritor “Maldito”; todos os Acadêmicos da ABL; os marinheiros mortos na 1a. Guerra Mundial; os Heróis da Força Expedicionária Brasileira que não morreram em batalha na Segunda Grande Guerra; Odete Vidal, a “Odetinha”, santa popular; e muitíssimos outros mais que, em diversos ramos da atividade humana, trabalharam em prol do engrandecimento moral e intelectual do povo brasileiro.
Curiosidade: o metro quadrado do Cemitério São João Batista tem o metro quadrado mais caro do que o da Avenida Vieira Souto.
E, num tempo futuro, espero que ainda bem distante, humildemente me juntarei a eles, esperando a Ressurreição.