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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 
Toni Marins

jornalistatonimarins@yahoo.com.br

 

A natureza está mudando
- os homens também...

Por que acontecem as tragédias que enlutam os brasileiros nos diferentes rincões – Norte, Centro e Sul do país?
Quer me parecer que todos sabem: culpa da poluição, da destruição ambiental que provoca inundações na caatinga, seca na Amazônia, ciclones no Sul, prenúncio de terremoto no Sudeste.
Nada disso!  Estou indagando pelos culpados: autoridades ambientais, cientistas espaciais, técnicos em meteorologia e governos que têm obrigação de alertar e prevenir a população que é pega com as calças na mão.
Parece que estamos embotados de pensamento.  Incapazes de raciocinar, quando o que nos ocorre parece tão claro: ausência de políticas públicas, falta de verbas que são desviadas, incapacidade e estupidez dos poderes e dos homens públicos que enxovalham nossa aviltada cidadania.
Os culpados são o vereador e o prefeito municipal; o deputado estadual e o governador; o senador e o Presidente da República.  Mas, por que ninguém faz nada contra eles?
Por que a juventude não pinta a cara outra vez e vai apedrejar o “Piranhão” do prefeito, clamando a renúncia?
Após o desastre da Dengue, das declarações infelizes sobre a epidemia que está matando os cariocas, dos hospitais sucateados e inoperantes, ele se mantém às turras com adversários poderosos, o governador do Rio incluído.  Até aqui, apesar das evidências de incompetência e omissão no cargo, ninguém demonstrou ânimo para cassar o prefeito César Maia.  Quem sabe, obstruir o portão da morada espetacular que ocupa, de onde dispara foguetório verbal aos pobres cidadãos desamparados por ele!
Imagine, por um momento, perder um filho para a Dengue:
- Você continuaria indiferente?
Quando o gás de pimenta não alcança nossos olhos, não sentimos a camisa de força em que nos meteram as autoridades (ir) responsáveis por nossa proteção.
E os impostos arrancados na marra, cada vez que cobram por qualquer coisa que temos de nosso – um cão ou um carro, por exemplo? 
Claro! Pagamos ração, remédios e, no caso do veículo, miríades de impostos embutidos nas taxas e no IPVA, passando por pedágios e combustíveis, covardemente em alta.
Somos os consumidores que mais pagam impostos no mundo!
Ironicamente, somos o povo mais enganado do universo...
Porém, ninguém grita mais alto quando uma câmera global foca um evento e dá uma puxada de saco no governo!
Por que ninguém tira proveito das câmeras ligadas nas ruas para xingar a excelência desgovernante?
Deveríamos protestar no momento em que algum colarinho branco divaga, em debates encomendados, sobre o lucro incomensurável dos bancos que pagam dividendos mensais abaixo de 1 por cento ao mês: é como conseguem lucros faraônicos com o nosso dinheiro minguado...
Enfim, as tempestades e os ciclones recentes que arrasaram populações de nortistas e sulistas humildes que perderam tudo, não têm culpa da devastação, porque são o que são e dizem ao que vieram.  Autoridades e técnicos do governo é que têm obrigação de informar antecipadamente aos cidadãos, para que tragédias iguais possam ser evitadas, senão, minimizadas.
A culpa da calamidade ambiental, os ciclones e as enchentes que jogam na lama o que as famílias conquistaram com privação e sacrifício, deve ser creditada aos governos municipal, estadual e federal que se locupletam, impunemente, com o dinheiro arrancado às parcelas mais sacrificadas da população.

 

*Toni Marins, jornalista e escritor