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Milton Teixeira

ANTIGO COLÉGIO SACRE-COEUR DE JESUS
HOJE SEDE DA MONTREAL ENGENHARIA
MORRO DO GRAÇA – LARANJEIRAS.

Emeric Essex Vidal 1829

            O morro do Graça pertenceu à grande sesmaria concedida a 7 de setembro de 1565 por Estácio de Sá ao Cavaleiro fidalgo da Casa Real Cristóvão Monteiro, confirmada em 1567 por Mem de Sá. Por um documento antigo, dá para se entender que no alto do morro funcionava um moinho de vento, conhecido depois como “moinho velho”, para beneficiamento de farinha. Em 1573, por falecimento, a propriedade passou para a viúva de Monteiro, D. Marquesa Ferreira, que repassou as terras em 1599 a Maria Soares. Em suas proximidades, ou até mesmo no alto do morro, o Governador Antônio de Salema erigiu em 1575 uma residência que, segundo o historiador Mello Moraes, era conhecida como “Paço do Dr. Salema”.
            No século XVIII, o citado morro estava incluído numa grande chácara denominada “Ilhota”, pois o terreno alagadiço ao redor ilhava o cômoro quando das grandes chuvas. A “Ilhota” era em terras foreiras à Municipalidade do Rio de Janeiro. Era uma longa faixa de terra banhada ao norte pelo rio Carioca e ao sul por uma vala, que desapareceu em 1814.
            Pertenceu ainda no século XVIII ao Capitão Tomás José Gusmão e à sua mulher Francisca de Paula Lins e a esse casal foi comprada pelo Capitão José Antônio Lisboa. Em morrendo Lisboa, a “Ilhota” passou a um filho do finado, de nome José Antônio Lisboa Júnior, casado com Maria Eufrásia Lisboa. Lisboa Júnior foi Ministro da Fazenda de D. Pedro I.
            Por essa ocasião, muitos desmembramentos tinham ocorrido na “Ilhota”, surgindo dessas divisões diversas chácaras menores.
            Na “Planta da Cidade do Rio de Janeiro”, saída ao prelo em 1812 pela Imprensa Régia, já aparece assinalada uma construção no alto do morro. Em 1817, o pintor austríaco Thomas Ender deixou-nos um belo registro iconográfico do morro, numa aquarela onde aparece um enorme sobrado de linhas coloniais em seu cume. Era, certamente, o solar da família Lisboa. Os ingleses Maria Grahan e W. Burchell desenharam o imóvel em 1823 e 1826.
            Segundo uma aquarela de Emeric Essex Vidal, datada de 1829, neste casarão residia o ministro inglês Henry Stephen Fox. Foi depois moradia de Domingos Francisco de Araújo Rozo. Ao falecer, seu filho e herdeiro Dr. João Alves de Araújo Rozo abriu, em 1853, as ruas Guanabara e do Rozo, respectivamente denominadas hoje Pinheiro Machado e Coelho Neto. Da família Rozo a chácara, então tendo o no. 14 da rua Guanabara, passou antes de 1878 para as mãos do negociante Manoel Fernandes da Cunha Graça, - daí o nome do morro “do Graça” e não “da Graça” -, como muitos tem assinalado.
            No final do século XIX o casarão passou por uma reconstrução para se converter num palacete eclético, destinado a abrigar seu mais polêmico ocupante, o Senador General Pinheiro Machado, o homem forte do Governo Hermes da Fonseca, que ali residiu de 1897 até falecer, vítima de um atentado à faca no hall do Hotel dos Estrangeiros em 8 de setembro de 1915.
            Anos depois, em 31 de dezembro de 1935, no local passou a funcionar o externato do Colégio Sacre-Coeur de Jesus, fundado em 1909 na rua da Glória, mantido pelas religiosas francesas do Sagrado Coração de Jesus, e que ali permaneceu até 1969, quando venderam o morro. As freiras construíram vários prédios no local e acrescentaram dois andares ao casarão original.

            Desde 1969 o conjunto é ocupado pela empresa Montreal Engenharia S/A, sendo tombado pela Municipalidade desde 2001. 

Lauverne 1822
Maria Grahan 1823
Thomas Ender - 1817
Thomasender 1817 William Johnburchell1826