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Atleta escreve livro sobre seus mergulhos perigosos

Marcelo Gervásio da Silva, mais conhecido como Marcelo Pedal Verde, é aventureiro profissional e dono de proezas de dar inveja no mundo desportista. Espera apoio para lançar o livro Mergulhos Perigosos, exclusivo sobre seus mais variados mergulhos - todos perigosos, onde narra o esporte de risco que praticou por muitos anos e explica detalhes de como mergulhar em diferentes situações.
Marcelo diz que o mergulho nasceu com os marinheiros: “Todo mundo evitava mergulhar em cima das pedras. Há uma maneira de mergulhar num lugar com pedras; tem uma profundidade, uma área de escape, e há como driblá-las. Esses mergulhos tiveram que ser classificados. Existe o vôo infinito (VI), o vôo de morte (VM) e outros”.
No livro estão relatados os saltos mais improváveis dados por ele em diversas partes do país, de pontes, navios abandonados, plataformas, cavernas subterrâneas e tantos outros lugares perigosos. Saltar da ponte Rio-Niterói é o sonho de todo mergulhador.
Cinco pessoas saltaram de lá. Todas elas suicidas. Três morreram, uma ficou paraplégica e outra escapou. Esse que escapou é atualmente o recordista mundial de salto de altura”, conta Marcelo.
Mais conhecido como Pedal Verde, devido a uma viagem à pedaladas na qual o pedal de sua bicicleta ficou cheio de plantas presas, Marcelo é responsável por mil e uma proezas dentro do mundo das extravagâncias esportísticas, como, por exemplo, ter dado a volta pela América do Sul de bicicleta, começando pelo Rio de Janeiro, subindo até o norte do país, passando por Tocantins, Brasília, indo para as Guianas, Venezuela, e depois descendo por Roraima, pela Transamazônica. A viagem durou três anos e Marcelo trocou várias vezes de bicicleta, que estavam guardadas em transportadoras, dentro de caixotes de madeira. Ele mesmo as montou. De alguma cidade no meio do caminho ele mandava um fax para a empresa que o patrocinava e o caixote vinha para onde ele queria. Ele desmontava a bicicleta que já havia usado, a mandava de volta pelo caixote e usava a nova, pronta para novo tipo de solo que iria trilhar.
Marcelo afirma também ter sido o primeiro homem a se aventurar nos Lençóis Maranhenses, além de que foi o campeão nacional de skate em 1976, e reclama: Há uma legião de falsos aventureiros: usam GPS, que é uma calculadora ligada num satélite que aceita mapas digitalizados te localizando, esquadrinhando a região e apontando o melhor caminho para seguir quando você escolhe um ponto para onde quer ir, usam telefone, têm sempre lagosta e caviar no freezer e ao menor sinal de perigo tem sempre uma equipe pronta para resgatá-los de helicóptero trazendo bebidas quentes. Isso tira o status da missão. Não há mais incerteza, não é aventura, é turismo.
Marcelo fundou uma ONG em que acolheu meninos e meninas carentes para ensinar alpinismo e surf. Ele mesmo dava as aulas, mas foi necessário encerrá-las e fechar a ONG depois de muitos anos. Sobre esse assunto, ele prefere não comentar.
Morador de Copacabana, tem em casa uma oficina onde fabrica skates e pranchas de surf. Ele diz que é o seu hobbye, mas a sua profissão mesmo são os trabalhos arriscados em grandes alturas. Eu gosto de fazer serviços perigosos, cortando árvores, fazendo rappel em eventos, proteção em ambientes com perigos eminentes em estruturas frágeis, retirar colméias de abelha, árvores podres, essas coisas.
Suas pranchas e skates são encomendadas por uma clientela mais exigente. Seus produtos são exclusivos e os modelos e o design, criados por ele têm grande precisão.
Serviço:
Marcelo Pedal Verde
FX - Fluxor
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