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“Pensar globalmente, agir localmente”
(United Nations)
Muitos países já se preocupam em monitorar a sua costa e minimizar os danos causados a partir do estabelecimento de comunidades costeiras, mas a inclusão da participação dos cidadãos em programas de monitoramento e controle tem se dado de forma ainda tímida. Aqueles que incluem a participação popular em seus programas não têm do que se arrepender, muito pelo contrário.
Os cidadãos integram a sociedade civil: organizações não-governamentais (ONGs), organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), lideranças comunitárias, agricultores, trabalhadores, professores, empresários da indústria, comércio e serviços, comunidade acadêmica universitária, dentre outros.
Nos Estados Unidos, uma campanha que já dura 25 anos em prol da reversão de danos ecológicos em seu estuário mais importante, a Baía de Chesapeak, tem resultado em melhoria ambiental e incorpora fortemente a atuação dos cidadão em seu plano estratégico. Os responsáveis sinalizam que o sucesso das metas estabelecidas exige o incentivo à promoção de práticas adequadas de gestão ambiental; modernização do tratamento de lixo; redução da utilização de fertilizantes em fazendas; construção de lagos artificiais, fossos e outras proteções contra o escoamento de nutrientes; uso e ocupação do solo de modo mais sensível ao meio ambiente e a aplicação de multas pesadas aos infratores que continuam a poluir a região.
No Brasil, o principal evento que desnuda a necessidade de maior envolvimento da população em relação às questões ambientais foi a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável (Eco-92), no Rio de Janeiro. A Agenda 21, plano de ação assinado por 179 países à época da Eco-92, fornece um modelo de gestão participativa muito importante e que deve ser adotado e desenvolvido em âmbito nacional e local (no Brasil, refere-se à execução pelos municípios). Assim, as Agendas 21 são atribuição da sociedade e não do Estado governamental. As principais características desse modelo de gestão são:
Coordenação das atividades por um colegiado, de forma descentralizada. As decisões são responsabilidade de todos os envolvidos;
As informações são compartilhadas por todos os integrantes. Não existe informação privilegiada;
Reforço das características comuns e não daquelas que fazem a diferenciação entre os integrantes do grupo;
"A Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo de premissas e recomendações sobre como as nações devem agir para alterar seu vetor de desenvolvimento em favor de modelos sustentáveis e a iniciarem seus programas de sustentabilidade".
(Ministra Marina Silva)
O processo de elaboração da Agenda 21 local começa então da reunião dos interessados em identificar e buscar soluções para problemas em comum. A partir do desenvolvimento e da aplicação de agendas 21, espera-se o planejamento local que resulte em avanços sociais, ambientais, econômicos, culturais e políticos, além da efetiva melhora na qualidade de vida das pessoas.
A nível pessoal, incentiva-se o modo sustentável de vida, por meio de algumas práticas simples:
Respeito a si mesmo e aos demais seres vivos – trate bem a todos;
Respeito ao limite dos recursos naturais disponíveis:
Água – evite o desperdício de água ao tomar banho, lavar as mãos, lavar louças e fazer outro tipo de uso da mesma;
Espécimes vegetais - Não remova exemplares de plantas de jardins, bosques, parques ecológicos, etc. Eles representam uma parte importante no sistema onde estão inseridos. Se quiser adquirir plantas, procure o serviço especializado de venda das mesmas; Não desenvolva agricultura com uso de agrotóxicos, já está comprovada a toxicidade desse tipo de produtos, especialmente ao sistema nervoso central; Não corte árvores, mesmo que estejam em sua propriedade particular, elas ajudam a manter o clima fresco e o ar puro.
Espécimes animais – Respeite a época de defeso das espécies (período de tempo no qual não podem ser pescadas), pois isso ajuda a garantir a manutenção dos recursos pesqueiros disponíveis; Não pratique a pecuária com uso indiscriminado de antibióticos e hormônios, que garantem produção rápida e elevada, mas de baixo valor nutricional ao consumidor final;
Respeito à integridade natural – Não jogue lixo em vias públicas, nas praias, lagoas e no mar. Separe as baterias de celulares e de computadores portáteis, pilhas e outros materiais do mesmo gênero e os deposite em postos de coleta que já são preparados para receber e destinar adequadamente esse tipo de material; Reutilize embalagens de vidro e alumínio à medida do possível ou destine esses materiais para as cooperativas de reciclagem de lixo, o mesmo para o papel e plástico. Muitas dessas cooperativas já coletam e reciclam óleo de cozinha, que se jogado pelo ralo ou pelo vaso sanitário, podem compremeter tubulações e consequentemente, o sistema de coleta e tratamento de águas/esgoto.
Para auxiliar no seu novo estilo de vida baseado na sustentabilidade, indicamos algumas cooperativas que atuam no Rio de Janeiro:
a) ACAMJG – Associação de catadores de Gramacho. Jardim Gramacho/Duque de Caxias/RJ. Tels: (21)2574-3267, (21)9390-8825. Responsáveis: Tião ou Glória (tiaocariocarj@hotmail.com).
b) COOPCAL – Cooperativa de catadores do complexo do Alemão. Morro do Alemão/RJ. Tels: (21)3882-4390, (21)9284-8228. Responsável: Zilda (zildabs@ig.com.br).
c) COOPCAT – Cooperativa mista de catadores de materiais de Barra Mansa. Barra Mansa/RJ. Tels: (24)3322-6195. Responsável: Sérgio (sergio.crs@saaebm.rj.gov.br).
d) Reciclagem Viva a Vida. São João de Meriti/RJ. Tels: (21)3757-0165. Responsável: Maria Iraci Martins Faria.
e) RIOCOOP – Cooperativa de coleta seletiva e reciclagem de materiais plásticos e resíduos Ltda. Bonsucesso/RJ. Tels: (21)2573-4412, (21)9803-3135. Responsável: José Luis Estácio (riocoop@terra.com.br).
f) SARAIVACOOP – Cooperativa mista da comunidade saraiva. Campos Elísios/Duque de Caxias/RJ. Tels: (21)3565-7222. Responsáveis: Luiz ou Luciana (saraiva.marcio@click21.com.br).
g) TRANSFORMANDO – Cooperativa de transformadores ambientais. Caju/RJ. Tels: (21)2589-8039. Responsável: Jaime Santiago (jaimelsantiago@yahoo.com.br).
h) COOTRABOM - Cooperativa dos Trabalhadores do Complexo de Bonsucesso. Bonsucesso/RJ. Tels: (21)3105-4965, (21)3868-2816, (21)3352-7663. cootrabom@ig.com.br .
i) COOMUB – Cooperativa de mulheres da baixada. Mesquita/RJ. Tels: (21)2697-1218, (21)2697-3434. Responsáveis: Cibely ou Heloísa (coomub@yahoo.com.br).
j) COOPAMA – Cooperativa popular amigos do meio ambiente. Jacaré/RJ. Tels: (21)2281-0349, (21)9199-0848, (21)8789-2192. Responsável: Luiz Carlos Fernandes (coopama@gmail.com).
Estamos ABERTOS à discussão de outros assuntos relacionados ao LITORAL e convidamos o leitor do JORNAL COPACABANA a participar, enviando suas sugestões para o EMAIL indicado na matéria. Certamente, o envolvimento da sociedade carioca com o seu LITORAL trará BENEFÍCIOS SOCIOAMBIENTAIS que não poderiam ser alcançados sem o mesmo. PARTICIPE.
Leia as matérias já publicadas na seção “Ambiente litorâneo” do Jornal Copacabana:
A zona costeira do Rio de Janeiro
Desenvolvimento sustentável da zona costeira
Impactos na Zona Costeira
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