Voltar/Home
-   
QUEM SOMOS | BICHOS, ETC | HOMENAGEM | EDITORIAL | FALE CONOSCO
http://www.google.com/u/ >
 
Arte / Cultura
Música / Dança
Esporte
Saúde
Por dentro do Comércio
Terceira Idade
 
Classificados
Guia de Negócios
Comércio
Imóveis Zona Sul
CEPS-Copacabana/Leme
 
Luis Pimentel
Canto da Crônica

Patrizia Bremer
Moda

Milton Teixeira
Histórias de Copacabana

Geraldo Edson de Andrade
Artes Plásticas

Márcia Araujo
Por dentro de Copacabana

Mª Helena Farelli
Horóscopo

Márcio André
Vídeo & Cia

Amorim
Desenho de humor em curso

 

 

Galeria de Fotos - Copacabana & Ipanema
  Bruno Poppe -Jayme Finkel - Alexandre Macieira - Américo MedeirosDianna Neno Rosa Macedo - Praia de Ipanema

 

Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 

Participação do cidadão na gestão costeira

Raquel Dezidério Souto

  raquel.deziderio@gmail.com

“Pensar globalmente, agir localmente”
(United Nations)

 

Muitos países já se preocupam em monitorar a sua costa e minimizar os danos causados a partir do estabelecimento de comunidades costeiras, mas a inclusão da participação dos cidadãos em programas de monitoramento e controle tem se dado de forma ainda tímida. Aqueles que incluem a participação popular em seus programas não têm do que se arrepender, muito pelo contrário.

Os cidadãos integram a sociedade civil: organizações não-governamentais (ONGs), organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), lideranças comunitárias, agricultores, trabalhadores, professores, empresários da indústria, comércio e serviços, comunidade acadêmica universitária, dentre outros.

Nos Estados Unidos, uma campanha que já dura 25 anos em prol da reversão de danos ecológicos em seu estuário mais importante, a Baía de Chesapeak, tem resultado em melhoria ambiental e incorpora fortemente a atuação dos cidadão em seu plano estratégico. Os responsáveis sinalizam que o sucesso das metas estabelecidas exige o incentivo à promoção de práticas adequadas de gestão ambiental; modernização do tratamento de lixo; redução da utilização de fertilizantes em fazendas; construção de lagos artificiais, fossos e outras proteções contra o escoamento de nutrientes; uso e ocupação do solo de modo mais sensível ao meio ambiente e a aplicação de multas pesadas aos infratores que continuam a poluir a região.

No Brasil, o principal evento que desnuda a necessidade de maior envolvimento da população em relação às questões ambientais foi a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável (Eco-92), no Rio de Janeiro. A Agenda 21, plano de ação assinado por 179 países à época da Eco-92, fornece um modelo de gestão participativa muito importante e que deve ser adotado e desenvolvido em âmbito nacional e local (no Brasil, refere-se à execução pelos municípios). Assim, as Agendas 21 são atribuição da sociedade e não do Estado governamental. As principais características desse modelo de gestão são:

Coordenação das atividades por um colegiado, de forma descentralizada. As decisões são responsabilidade de todos os envolvidos;
As informações são compartilhadas por todos os integrantes. Não existe informação privilegiada;
Reforço das características comuns e não daquelas que fazem a diferenciação entre os integrantes do grupo;

"A Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo de premissas e recomendações sobre como as nações devem agir para alterar seu vetor de desenvolvimento em favor de modelos sustentáveis e a iniciarem seus programas de sustentabilidade".
(Ministra Marina Silva)

O processo de elaboração da Agenda 21 local começa então da reunião dos interessados em identificar e buscar soluções para problemas em comum. A partir do desenvolvimento e da aplicação de agendas 21, espera-se o planejamento local que resulte em avanços sociais, ambientais, econômicos, culturais e políticos, além da efetiva melhora na qualidade de vida das pessoas.
 
A nível pessoal, incentiva-se o modo sustentável de vida, por meio de algumas práticas simples:

Respeito a si mesmo e aos demais seres vivos – trate bem a todos;
Respeito ao limite dos recursos naturais disponíveis:

Água – evite o desperdício de água ao tomar banho, lavar as mãos, lavar louças e fazer outro tipo de uso da mesma;
Espécimes vegetais - Não remova exemplares de plantas de jardins, bosques, parques ecológicos, etc. Eles representam uma parte importante no sistema onde estão inseridos. Se quiser adquirir plantas, procure o serviço especializado de venda das mesmas; Não desenvolva agricultura com uso de agrotóxicos, já está comprovada a toxicidade desse tipo de produtos, especialmente ao sistema nervoso central; Não corte árvores, mesmo que estejam em sua propriedade particular, elas ajudam a manter o clima fresco e o ar puro.

Espécimes animais – Respeite a época de defeso das espécies (período de tempo no qual não podem ser pescadas), pois isso ajuda a garantir a manutenção dos recursos pesqueiros disponíveis; Não pratique a pecuária com uso indiscriminado de antibióticos e hormônios, que garantem produção rápida e elevada, mas de baixo valor nutricional ao consumidor final;

Respeito à integridade natural – Não jogue lixo em vias públicas, nas praias, lagoas e no mar. Separe as baterias de celulares e de computadores portáteis, pilhas e outros materiais do mesmo gênero e os deposite em postos de coleta que já são preparados para receber e destinar adequadamente esse tipo de material; Reutilize embalagens de vidro e alumínio à medida do possível ou destine esses materiais para as cooperativas de reciclagem de lixo, o mesmo para o papel e plástico. Muitas dessas cooperativas já coletam e reciclam óleo de cozinha, que se jogado pelo ralo ou pelo vaso sanitário, podem compremeter tubulações e consequentemente, o sistema de coleta e tratamento de águas/esgoto.

Para auxiliar no seu novo estilo de vida baseado na sustentabilidade, indicamos algumas cooperativas que atuam no Rio de Janeiro:

a) ACAMJG – Associação de catadores de Gramacho. Jardim Gramacho/Duque de Caxias/RJ. Tels: (21)2574-3267, (21)9390-8825. Responsáveis: Tião ou Glória (tiaocariocarj@hotmail.com).

b) COOPCAL – Cooperativa de catadores do complexo do Alemão. Morro do Alemão/RJ. Tels: (21)3882-4390, (21)9284-8228. Responsável: Zilda (zildabs@ig.com.br).

c) COOPCAT – Cooperativa mista de catadores de materiais de Barra Mansa. Barra Mansa/RJ. Tels: (24)3322-6195. Responsável: Sérgio (sergio.crs@saaebm.rj.gov.br). 

d) Reciclagem Viva a Vida. São João de Meriti/RJ. Tels: (21)3757-0165. Responsável: Maria Iraci Martins Faria.

e) RIOCOOP – Cooperativa de coleta seletiva e reciclagem de materiais plásticos e resíduos Ltda. Bonsucesso/RJ. Tels: (21)2573-4412, (21)9803-3135. Responsável: José Luis Estácio (riocoop@terra.com.br).

f) SARAIVACOOP – Cooperativa mista da comunidade saraiva. Campos Elísios/Duque de Caxias/RJ. Tels: (21)3565-7222. Responsáveis: Luiz ou Luciana (saraiva.marcio@click21.com.br).

g) TRANSFORMANDO – Cooperativa de transformadores ambientais. Caju/RJ. Tels: (21)2589-8039. Responsável: Jaime Santiago (jaimelsantiago@yahoo.com.br).

h) COOTRABOM - Cooperativa dos Trabalhadores do Complexo de Bonsucesso. Bonsucesso/RJ. Tels: (21)3105-4965, (21)3868-2816, (21)3352-7663. cootrabom@ig.com.br .
i) COOMUB – Cooperativa de mulheres da baixada. Mesquita/RJ. Tels: (21)2697-1218, (21)2697-3434. Responsáveis: Cibely ou Heloísa (coomub@yahoo.com.br).

j) COOPAMA – Cooperativa popular amigos do meio ambiente. Jacaré/RJ. Tels: (21)2281-0349, (21)9199-0848, (21)8789-2192. Responsável: Luiz Carlos Fernandes (coopama@gmail.com).

Estamos ABERTOS à discussão de outros assuntos relacionados ao LITORAL e convidamos o leitor do JORNAL COPACABANA a participar, enviando suas sugestões para o EMAIL indicado na matéria. Certamente, o envolvimento da sociedade carioca com o seu LITORAL trará BENEFÍCIOS SOCIOAMBIENTAIS que não poderiam ser alcançados sem o mesmo. PARTICIPE.

Leia as matérias já publicadas na seção “Ambiente litorâneo” do Jornal Copacabana:

A zona costeira do Rio de Janeiro

Desenvolvimento sustentável da zona costeira

Impactos na Zona Costeira