Intervenções urbanas
A comunidade de Copacabana assistirá a intervenções no bairro sem ter sido consultada. Trata-se do projeto para construção de um terminal de ônibus na estação Siqueira Campos do Metrô.
Já passamos por outras experiências como a do fechamento da Rua Raimundo Correia, decidida a toque de caixa. Num piscar de olhos, lá estava a rua fechada.
Moradores e comerciantes desde então sofrem com os bueiros entupidos, a falta de iluminação e sujeira onde deveria estar um “Boulevard”, segundo promessas iniciais.
Até hoje, mesmo com o esforço de toda a comunidade, com a adesão de associações, mesmo a CET e Prefeitura terem afirmado que já está aprovada a obra, a coisa não flui.
O recente relatório da Organização Mundial de Saúde que listou os problemas que o bairro apresenta em relação aos idosos, como calçadas perigosas, falta de áreas de lazer, iluminação pública e segurança precária, com certeza cairá no vazio, pois há necessidade de o poder público criar condições para as reformas necessárias, como isenção e incentivos fiscais.
É preciso que a população participe ativamente das intervenções urbanas, afinal é ela, a população, que pagam através dos impostos e que vivenciam no dia-a-dia a qualidade (ou não) destes equipamentos urbanos.
Em São Paulo, a prefeitura está recuperando a região da Cracolândia, área central da cidade que se encontrava degradada.
Igualmente, em Londres, uma área portuária está sendo recuperada, melhorando a cidade e gerando empregos e impostos.
São, em ambos os casos, áreas nobres, pois já contam com toda infra-estrutura, como transportes, comunicação e asfalto.
Com vontade política, apoio da iniciativa privada, incentivos fiscais e um bom projeto urbanístico é possível melhorar bairros e cidades, o problema é que estas ações são raríssimas na Cidade Maravilhosa. |