Jornal Copacabana - Rio de Janeiro

Jornal JÁ - Rio de Janeiro
Jornal de Ipanema, Leblon e Gávea

copa@jornalcopacabana.com.br ja@jornalcopacabana.com.br
jornalcopacabana.blogspot.com
Tel.21 2549-1284

 

-   
QUEM SOMOS | LINKS | HOMENAGEM | EDITORIAL | FALE CONOSCO
 
Copacabana - RJ
Arte / Cultura
Música / Dança
Esporte
Saúde - Terceira Idade
Amor aos Bichos
Comércio
 
Copacabana - RJ
Classificados/Classifield
Guia de Negócios
Imóveis Zona Sul
Por dentro do Comércio
 
 
 
Copacabana - RJ
 
Luis Pimentel Luis Pimentel
Canto da Crônica

Patrizia Bremer Patrizia Bremer
Moda

Milton Teixeira Milton Teixeira
Histórias das ruas e de Copacabana

Geraldo Edson de Andrade Geraldo Edson de Andrade
Artes Plásticas

Márcia Araujo Márcia Araujo
Por dentro de Copacabana

Virgilio Rocha
Economia e Comércio

Márcio André Márcio André
Vídeo & Cia

Amorim Amorim
Desenho de humor em curso

Eryck Machado
Foto é Show
 
 
 
Santa Rosa Tintas: o melhor preço. Ligue já!


News

Carlos Drumont de Andrade - Foto: Éryck Machado

Galeria de Fotos - Leblon Copacabana e Ipanema
 

Eryck Machado - Bruno Poppe -Bárbara Campos - Jayme Finkel - Alexandre Macieira - Américo Medeiros - Dianna Neno - Rosa Macedo

 

Copacabana - RJ

Prezados Senhores,

Sou admirador de longa data do Jornal Copacabana e me sentiria honrado em recebê-lo em minha residência, aproveitando a gentil oferta de assinatura gratuita.

Assim sendo, peço que registrem meus nome e endereço:

Atenciosamente,

c.a.t.

 

Carlos Alberto Teixeira por e-mail
Canto da Poesia

Hospede-se na Plugin

Clarice Bagrichevsky

Censura ?

"By the pricking of my thumbs, something wicked this way comes."

(Segunda Bruxa, Ato IV Cena I, Macbeth)

Fatalista sem ser shakespeariana, a comunicação de massa - alternando sua performance entre o lacrimoso papel de vítima ou de desarrazoada pitonisa - retoma, em seu repertório, depois de uma longa temporada fora dos palcos, a censura, vetusta vilã.

Falsear ou amordaçar a informação por critérios políticos, estratégia ancestral do Estado, ou por juízo moral, subterfúgio das religiões, é um contínuo histórico. Esse consagrado instrumento de controle social ou, não raro, de intimidação, já foi esvaziado à exaustão por intelectuais. Por que voltar à cena, e de maneira tão avarenta e silvestre?

No Santo Ofício da Inquisição, no Index Librorum Proibitorum, na China, na Rússia, durante a guerra da Criméia, nas guerras mundiais, na do Vietnã, ou na invasão do Iraque, a censura sempre desempenhou - e continuará desempenhando - seu papel de gestora e mantenedora de uma desejada ordem institucional. Tanto faz se em regimes totalitários, democráticos ou pseudos; de esquerda, de centro ou de direita; parlamentaristas, monarquistas ou republicanos.
Já distante em um Brasil silvícola, recém-apoderado pelos portugueses, chegavam, por via marítima, as primeiras regras de censura impostas pelos colonizadores e que perduraram até a segunda metade do século dezoito! Nesse período, a censura seguia princípios religiosos, e o que era bom para Portugal era melhor ainda para o Brasil, não obstante os nativos lusitanos Gil Vicente e Camões tenham sido, por várias vezes, amordaçados. Livros já foram perigosos panfletos de hereges que feriam e ameaçavam a verdadeira fé católica.

Nos tempos modernos, a ditadura Vargas chegou ao ridículo de censurar Peter Pan e seu cúmplice brasileiro, Monteiro Lobato. Getúlio tinha lá suas razões...
Todavia, indiscutivelmente, o auge da censura deu-se a partir da metade do século XX, acompanhando, nos mesmos largos passos, o desenvolvimento tecnológico e das comunicações. A autoridade do Estado e o poder do capital se tornaram frágeis e suscetíveis na mesma intensidade e rapidez da capacidade de se disseminar informação. Tal percepção norteou a ditadura militar, imposta em 64, que ministrou pródigas e generosas lições, as quais, devidamente adaptadas, são utilizadas até hoje, tanto à esquerda quanto à direita.

Posto que no pós-iluminismo a censura diz respeito, mais do que sempre e eminentemente, a interesses econômicos de poder, é também fato que todo e qualquer meio de difusão não se sustenta sem o investimento dos anunciantes, estes sim grupos que exercem turbulenta pressão na política e nas massas.
Igualmente patrocinador - e proprietário de alguns veículos da mídia impressa e eletrônica - o Estado, em suas três instâncias, também impõe suas versões noticiosas à custa de verbas não menos milionárias de publicidade.
Nesse contexto de subordinação econômica, "censura" abandona todas as suas acepções para tornar-se sinônima de "manipulação".
Vivemos a chamada "sociedade do conhecimento" - termo cunhado pelas forças produtivas do capital - onde a ciência e a técnica é que determinam as extensões do poder. Se garimpar, armazenar, selecionar e filtrar conhecimento e informação para depois distribuir, não é depravação nem perversidade na administração de negócios (desde a revolução industrial) e nem na gestão das crenças religiosas - portanto interferentes na vida e nas relações das pessoas - porque seria tão excêntrico e revoltante utilizar a censura no comando de uma nação?

Desde Adão e Eva, no primeiro "cala boca" da história dos humanos, enganar, deturpar, mentir, esconder e omitir, nunca foram pecado. Só estratégia de domínio.
Cinismo? Descaso pela moral vigente? Não, simplesmente fatos.
Hipocrisia seria endossar certos lugares-comuns, tal qual "transparência", como sendo idéia única e essencial na condução de uma imaginada "democracia ampla, geral e irrestrita", ou tolices decorrentes, assemelhadas e afins que, histórica, bíblica e socialmente nunca foram exeqüíveis.
Democracia, a datar de seu nascedouro, tem concepção relativizada. E os conceitos, individual e social, de liberdade, sempre esbarraram no limite do outro.

O estardalhaço que hoje se faz sobre uma possível existência de censores de plantão ou, em outras versões da mesma mídia, da iminente vigência de uma censura prévia ou ainda - na variante do mesmo tema - sobre a imposição de imaginosas ações repressivas, nada acrescenta, nada esclarece, nada constrói, nem mesmo destrói, pois é nada.
Falta substrato, falta inteligência, falta cultura.


Mala educación


"Eu me proponho a agitar e inquietar as gentes. Não vendo pão, vendo fermento."
(Miguel de Unamuno, apesar de seu apoio aos militares de Franco)


Tomo emprestado um título de Almodóvar.
A única fala - em castelhano a enunciação melhor se revela - que pode fazer entender esses tempos de ausência de valor.
Um sentimento causado pelo coletivo vigente, "voluntariamente" nivelado ao rés do chão, e pela afronta diária que nos humilha, com sádico desdém, vinda dos setores públicos.
Todavia, firmemente, abdico da vontade extremada de ficar listando, esmiuçando ou conjecturando a respeito da transgressão moral hodierna - que devasta e descaracteriza as teorias e ensinamentos da ciência política e da ética - tanto aqui, quanto aquém e além do Tratado de Tordesilhas.
Incorporei ao meu cotidiano uma espécie de alienação - da categoria "onde estou quem são vocês?" - para o bem de minha salubridade intelectual, conservada em plano diametralmente oposto ao status quo.
Pois sem remorsos supérfluos, toda a mídia já supre e esbanja, em espaço e estardalhaço, minuciosa visibilidade íntima dos histriões das tragicomédias contemporâneas, inventando ou demolindo personas, a depender da ideologia de seus patronos.

Assim é que a comunicação - como parece estar sendo entendida na pós-modernidade - privilegia apenas a cena, em sua fluidez de enunciados, abstraindo-se do propósito da informação. Ao dar destaque à cena e ao cenário, só se evidencia o efeito - instável e mutante pela perda dos limites morais - em remates de ações, resultados de causas não vigiadas e reconhecidas.
Seria, portanto, admissível imaginar que a procura sistemática das origens - quer seja pelo entendimento determinante da interpretação aristotélica, ou condicionante, como postula o empirismo - faria malograr o caráter manipulador, obscuro e equívoco da notícia, como hoje ela é difundida.
Quem sabe, até, pela relevância do método, nesse insólito processo de arqueologia filosófica, se pudesse resgatar o nascedouro da má educação.

Há má educação formal ou má formação moral?
A tomar pelo comportamento das massas, acredito que ambas as hipóteses remetem a um só lugar: a escola - da alfabetização ao terceiro grau - no país, cruelmente desqualificada e destruída no âmago de sua verdadeira natureza ao longo das sucessivas e desastrosas intervenções político-ideológicas, a partir de 1965 com a celebração do nefasto acordo MEC-USAID.
Política perpetrada, continuadamente, nas vãs tentativas de correções que se sucederam e que são canhestramente levadas a cabo até os dias atuais.
Essa má educação, estratégica, engendrou a incapacidade de raciocínio e suprimiu a leitura crítica. Aliás, a leitura!
Como resultado, a bruxa-má fez brotar um Saber falso, sustentado pela informação ligeira, fútil e descartável. Mesmo a curiosidade natural foi desestimulada!
O discernimento, reprimido por anos de censura, gerou filhos sinistros: o estado de espírito vazio e o de arrogância onipotente.
A mala educación foi além: com o tempo, acabou por camuflar perfis culturais e, para o sucesso da façanha, transformou o ensino formal em mero dado estatístico, desprovido de firme alicerce ou vestígio de consistência.

Sem a Escola (maiúscula), agora resta um tipo de aflição pelas boas inteligências perdidas e, de carrego, ansiedade pela compreensão dos processos de transformações sociais que demandam a passagem de gerações e mais gerações...
Talvez seja essa insatisfação intelectual - da qual muitos, anônimos ou não, partilham - a provocadora de uma insistente sensação de cansaço.
Tal fadiga pode ser também um acometimento da busca vã por referenciais perdidos, ou por um mínimo de coerência... Quem sabe?
Então, por que não ser cínico em relação à barbárie em vigor, ao comportamento descompromissado de transgressores, à prosperidade do crime, e a todas as funestas doenças sociais, abundantemente promovidas ao estrelato nas abordagens quase sempre de superfície, invariavelmente parciais e, muitas vezes levianas, da mídia, a verdadeira senhora do poder?
Torna-se longo e trabalhoso julgar algo passível de ser analisado sob diversos ângulos, necessariamente de forma sistêmica, e este não é o objetivo desta desopilação escrita.
O propósito do texto é o de prefaciar - dando seqüência ao artigo anterior, O Concurso e o Discurso - a importância daquela antiga escola que instigava, que provocava, desafiava, e que fazia raciocinar e exigir.

Do picadeiro multicultural globalizado emergiram as 7 novas maravilhas do mundo.
Nenhuma surpresa: apenas a comprovação de que a massa votante foi, mesmo, induzida pela mala educación do marketing e de seu braço manipulador mais poderoso, a comunicação, instrumentalizada pela tecnologia.
O acesso difuso a recursos tecnológicos nos países que tiveram seus colossos eleitos, atuou tanto como agente de persuasão como facilitador do escrutínio.
Curiosamente, os "candidatos" de nações com baixos indicadores de conflitos econômicos e sociais internos e graus mais elevados de educação formal, apesar da tecnologia não se preocuparam, aparentemente, em manifestar ufanismo naïf.
França, Inglaterra, Estados Unidos, Austrália ou Japão.


Os monumentos "vitoriosos" são evidências de povos em crise, do voto ingênuo, inculto e apaixonado, e da orgânica necessidade de afirmação individual e de nacionalidade.
Apesar dos pesares - e dos políticos que, rapidamente, capitalizaram a oportunidade - indiscutivelmente, nenhum argumento tira o mérito nem a beleza dos escolhidos: os já canônicos Coliseu, Taj-Mahal e o nosso Cristo (nosso e da Mitra Arquiepiscopal do Rio) e os merecedores Chichén Itzá, Machu Picchu, Petra e a inimitável Muralha da China.

E la nave va.....