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Prezados Senhores,

Sou admirador de longa data do Jornal Copacabana e me sentiria honrado em recebê-lo em minha residência, aproveitando a gentil oferta de assinatura gratuita.

Assim sendo, peço que registrem meus nome e endereço:

Atenciosamente,

c.a.t.

 

Carlos Alberto Teixeira por e-mail
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Ruas de Copacabana

BECO DAS GARRAFAS, RUA DUVIVIER – COPACABANA

Famoso logradouro de Copacabana, sito na Rua Duvivier, entre as avenidas Atlântica e Copacabana, o qual não consta de qualquer catálogo de indicação, pois é alcunha de origem popular. Tem seu nome desde os anos 50, pelo fato de ser localizado num agrupamento de pequenos bares, boates e “inferninhos”, cujos freqüentadores provocavam tanta algazarra de madrugada, que os moradores da vizinhança protestavam, jogando garrafas, sem a maior cerimônia, que vez por outra, atingiam um dos perturbadores da ordem. Não é só a boemia que freqüenta esse beco; a ambulância também, de vez em quando, entra ali, para socorrer os que falam alto sem se valerem da proteção que lhes dá as marquises dos edifícios.
No Beco das Garrafas enfileiravam-se vários bares: Ma Griffe, Bottle‘s, Baccará e Little Club. Eles tinham características diferentes: o primeiro é meio “inferninho”, o segundo é a catedral da Bossa Nova, o terceiro é o responsável pelo lançamento de muitos cantores (dali saíram para o sucesso a falecida Dolores Duran, Helena de Lima, etc.) e o quarto foi um dos pioneiros do show de bolso, tendo apresentado bailarinos, cantores, músicos e cômicos, sempre com êxito.
O mais famoso produtor de shows no Beco das Garrafas foi Luís Carlos Miéle, que promoveu ali, dentre outros, notáveis espetáculos de Luís Carlos Vinhas, Marisa Gata Mansa (Baccará) e Tito Madi (Little Club). O beco foi berço da cantora Nara Leão, ícone da Bossa Nova.
Desde fins da década de 60 o local entrou em decadência e hoje não apresenta nada de notável, abrigando bares e boates vulgares.

RUA TONELEROS, A DO TIRO

Constitui a Rua Toneleros (aliás, o nome certo seria Tonelero, no singular) a única rua, entre aquelas oferecidas por Alexandre Wagner em 1874 à Municipalidade que até hoje conserva a denominação original. Assim como outras daquelas ruas que receberam os nomes de batalhas e combates da Guerra do Paraguai, esta rua celebra a passagem das tropas brasileiras no combate realizado em 17 de dezembro de 1851 contra as forças argentinas do ditador Juan Manuel de Rosas.
Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a rua possuía 90 prédios, sendo 54 térreos, 20 assobradados e os restantes com dois ou três pisos.
A rua entrou dramaticamente na história do Brasil por nela ter ocorrido, próximo ao edifício Albervânia, o famoso atentado em princípios de agosto de 1954 ao jornalista e deputado Carlos Lacerda, episódio onde perdeu a vida o Major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, e foi o estopim da crise que culminou no suicídio do Presidente Getúlio Vargas. Lacerda apenas se feriu no pé.
Em 1963 foi inaugurado pelo já então Governador Carlos Lacerda o túnel Major Vaz, com 220m, ligando a Rua Toneleros à Pompeu Loureiro, criando assim uma saída para esta via, que passou a se constituir num importante acesso para os motoristas de Copacabana que demandam para a Lagoa Rodrigo de Freitas, pelo corte do Cantagalo.

RUA POMPEU LOUREIRO

Data do início do século XX a abertura desta rua, que teve o nome de Quatro de Setembro, cuja efeméride é desconhecida. Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía então 34 prédios, sendo 29 térreos, um assobradado e os quatro restantes com dois pavimentos. O Decreto municipal no. 3.564, de 4 de julho de 1931, assinado pelo Prefeito Rodolfo Bergamini, deu-lhe o nome atual, em homenagem a um dos oficiais tenentistas da Revolução Paulista de 1924. No ano de 1938/40, com a abertura do Corte do Cantagalo, a rua passou a ter saída para a Lagoa. Em 1963, com a abertura do Túnel Major Vaz, ligando esta rua com a Rua Tonelero, transformou-se em importante artéria de passagem para os motoristas que demandam para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

RUAS DE COPACABANA

AVENIDA PRINCESA ISABEL - LEME - COPACABANA

Foi aberta em 1901, nos terrenos de Alexandre Wagner, que em fins do século XIX havia comprado todos os terrenos do Leme e arruado a região em 16 de abril de 1894. Era denominada de Rua Salvador Correia, em honra ao Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que administrou a cidade por duas vezes, de 1568 a 71 e de 1578 a 98. Em 1904 o Prefeito Francisco Pereira Passos abriu o túnel do Leme, inaugurado dois anos depois. Pelo Decreto Municipal no. 6.305, de 1º de outubro de 1938, mudou de nome para Avenida Princesa Isabel, em comemoração aos cinqüenta anos da assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil.
O engenheiro José de Oliveira Reis duplicou o túnel do Leme (ou Túnel Novo, como também era conhecido), de 1943 a 1946, quando então se duplicou a rua, tornando-se avenida, demolindo-se todo um correr de prédios. O último a ir abaixo foi o velho Hotel Vogue, na Avenida Atlântica, em fins dos anos 50, quando então ganhou este logradouro as dimensões largas que possui atualmente. O atual canteiro central foi resultado das obras do Rio Cidade, em 1994/96, quando então se removeu do seu eixo a estátua do Visconde do Rio Branco, hoje na Praça Demétrio Ribeiro. Esta estátua tinha sido removida da Glória para Copacabana em 1938. Quando abriram seus alicerces, acharam uma caixa de chumbo cheia de moedas, doadas depois ao Museu do Itamaraty.
Hoje, o Túnel do Leme possui denominação oficial, aliás, duas: Coelho Cintra, na boca mais antiga, ao lado da Igreja de Santa Terezinha, e Marques Pôrto, na boca situada ao lado da Rua Carlos Peixoto.

AVENIDA ATLÂNTICA - COPACABANA

A primitiva avenida foi imaginada como reles rua de serviço em 1904 pelo Prefeito Pereira Passos. A abertura de outros logradouros na Cidade e obras noutros tantos postergaram essa iniciativa por mais de um ano. Somente em 29 de outubro de 1905 foi tomada a decisão de abrir mais essa avenida para a cidade, indo no mesmo dia o próprio Prefeito Pereira Passos e outros engenheiros fiscalizar a orla de Copacabana. Apenas com algumas conversas, o prefeito conseguiu que vários proprietários cedessem partes de seus lotes, sem ônus para a municipalidade, com o fito de viabilizar esse grande melhoramento. Na mesma ocasião o prefeito sugeriu o nome de Avenida Atlântica, que foi logo aceito.
Finalmente, através do Decreto Municipal no. 561, de 4 de novembro de 1905, foram aprovados os planos e dado início à obra, que ficou à cargo do engenheiro José Américo de Souza Rangel, o qual foi também o autor do projeto final. A Avenida Atlântica só possuía quatro metros de largura, servindo apenas para pedestres. Pudera, em 1906 tínhamos apenas 153 automóveis na cidade. Em 5 de abril de 1906 os trabalhos foram de muito multiplicados, para que se pudesse entregá-la ainda dentro do mandato do Prefeito Passos, e a 29 de julho do mesmo ano, o primeiro trecho foi entregue ao público. Entretanto, o ritmo das obras não pôde ser mantido e a avenida somente foi completada em toda sua extensão em 1908, pelo Prefeito Souza Aguiar.
Com o crescimento do trânsito pela orla e o surgimento da moda dos banhos de mar, esta se tornou pequena, sendo ampliada para 19 metros de largura em 1910/11 pelo Prefeito Bento Ribeiro, que não conseguiu completá-la integralmente. O Prefeito Paulo de Frontin a melhorou em 1918/19, quando foi toda refeita. Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía a Avenida Atlântica 116 prédios, sendo 32 térreos. O mais alto edifício possuía então apenas quatro pavimentos. Logo depois, uma ressaca a destruiu, exigindo ser reconstruída em 1921/22. Foi novamente atingida por outra ressaca e refeita em 1924, dessa vez com grosso alicerce de concreto.
Nessa última data foram construídos os primeiros postos de salvamento, em concreto e tijolos, os quais acabaram por balizar a praia e servir como ponto de encontro entre as diversas "tribos". De 1969 a 1971 foi duplicada pelo Governador Negrão de Lima, segundo sugestão do arquiteto Lúcio Costa e projeto do engenheiro Raimundo de Paula Soares. Na ocasião, colocou-se sob o calçadão central o Interceptor Oceânico da Zona Sul, a maior obra de esgotos até então efetuada na cidade.
As calçadas em mosaico de pedras portuguesas foram desenhadas por Roberto Burle Marx, que se utilizou de pedras de três cores, preta, branca e vermelha, representando os povos que formaram nossa etnia. O desenho abstrato foi imaginado para ser percebido de avião, à exceção do da orla, que reproduz o antigo mosaico ondulado imitado de Portugal. Quando da Fusão, em 1975, foram construídos os atuais postos de salvamento, projetados em linhas aerodinâmicas pelo arquiteto Sérgio Bernardes. Em 1988 foram plantados na areia coqueiros pela administração Saturnino Braga, para suavizar a paisagem e, em 1992, foi refeita a orla pelo Prefeito Marcelo Alencar, com a proibição de estacionamentos, a construção de uma ciclovia e a colocação de quiosques de alimentação.
Presentemente, em 2005, a orla da av. Atlântica passa por novas melhorias, com a implantação do projeto Rio Orla e a construção de quiosques modernos, projetados pelo designer Guto Índio da Costa.

PRAÇA IRMÃOS BERNARDELLI, A DO LIDO

Esta praça, primitivamente era denominada Vinte e Seis de Janeiro, e foi transformada em praça propriamente dita na reforma e reconstrução realizada pelo Prefeito Paulo de Frontim em 1919. Somente mais tarde, em 1922, ali foi construído por ordem do Prefeito Carlos Sampaio, no centro do logradouro, o balneário-restaurante Lido, por ocasião do Centenário da Independência. O nome Lido, pela qual ainda hoje é conhecida sem jamais ter sido oficializado por decreto algum, vem do célebre lugar em Veneza, Itália. O antigo balneário-restaurante foi convertido em 1932 numa escola pública, sendo afinal demolido em 1957 e substituído pelo edifício escolar existente, edificado pelo Prefeito Negrão de Lima no canto próximo da Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
O nome Irmãos Bernardelli, aposto pelo Decreto municipal no. 3.551, de 17 de junho de 1931, recorda o sobrenome dos irmãos Rodolfo e Henrique Bernardelli, que na esquina desta praça com a Avenida Atlântica tinham luxuosa residência, demolida em 1936. Rodolfo Bernardelli, grande escultor, diretor da Escola Nacional de Belas Artes, autor de muitas estátuas espalhadas pela cidade. Nasceu no México, em 18 de dezembro de 1852, e morreu no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1931. Henrique Bernardelli foi notável pintor. Nasceu no Chile, em 15 de julho de 1857, e morreu no Rio de Janeiro, em 6 de abril de 1936.
Em 1992, a praça foi cercada com grades metálicas e reurbanizada para a Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente, quando recebeu então estátuas e quiosques. Próximo a ela, na Avenida Atlântica, realiza-se com regularidade há mais de trinta anos uma feira de artesanato muito disputada.

RUA FRANCISCO OTAVIANO, A DA IGREJINHA

A rua já existia em janeiro de 1879, pois Cruvêllo Cavalcanti a cita, com o nome de Rua Cruzeiro. Não existiam habitações em toda a sua extensão. Em 1893, recebeu o nome de Rua da Igrejinha, pois ligava o local em cujas proximidades ficava a Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana à Praia do Arpoador. Teve também a denominação de Rua Rio Grande do Sul. Reconhecida e dado o nome atual pelo Decreto municipal n. 1.165, de 31 de outubro de 1917.
Francisco Otaviano de Almeida Rosa, carioca, nasceu em 26 de junho de 1835. Poeta romântico e tradutor de poesias, advogado, depois político (ocupando o cargo de senador), diplomata, enviado como Ministro Plenipotenciário a fim de negociar o tratado da Tríplice Aliança, por ocasião da Guerra do Paraguai (1865). Faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de maio de 1889.
Segundo o Recenseamento Geral realizado em 1920, a rua possuía 27 construções, sendo 12 térreas, três assobradadas, 10 de dois pavimentos e uma de três pavimentos. Uma estava ainda em construção.
Nesta rua foi construída em 1976 a Igreja da Ressurreição, que guarda a imagem original de Nossa Senhora de Copacabana, que batizou o bairro.

AVENIDA RAINHA ELIZABETH, A DA BÉLGICA

Rua aberta pelo Barão de Ipanema em 1893, recebeu na planta o nome de rua Dr. Pires de Almeida. Depois foi denominada Rua Valadares, em homenagem ao Prefeito Henrique Valadares, que inaugurou o bairro de Ipanema em 26 de abril de 1894. Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía apenas 16 prédios, sendo 4 assobradados, 11 de dois pavimentos e um de três pisos.
O Decreto municipal no. 1.788, de 7 de outubro de 1922, assinado pelo Prefeito Carlos Sampaio deu-lhe a denominação atual e a converteu em avenida. Deve seu batismo à Rainha Elizabeth, esposa do Rei Alberto I, da Bélgica, que visitou o Brasil em setembro de 1920. O Rei Alberto, quando entre nós, nadou na praia de Copacabana, em frente a esse logradouro, causando apreensão aos seus seguranças, haja vista que o atlético monarca contornou, à nado, o Forte de Copacabana, chegando incólume na praia do Diabo. Em época recente o Prefeito César Maia tentou alterar a denominação do logradouro para Avenida Rainha Elizabeth da Bélgica, mas não foi aceito, voltando ao nome antigo.

RUA SIQUEIRA CAMPOS

Esta era a antiga rua Barroso, aberta em 1874 em terras de José Martins Barroso, reconhecida oficialmente em 1894 pela Municipalidade, quando Prefeito Henrique Valadares. Porém, como foi dito, estava entregue ao tráfego uns vinte anos antes, por iniciativa do seu doador. Procurava assim José Martins Barroso facilitar o acesso à Copacabana, substituindo o antigo caminho do Forte do Leme, demasiado desconfortável, e que fora encarregado antes de 1874 de "fazer os consertos necessários na estrada de rodagem da Copacabana em continuação à rua Real Grandeza, pela insignificante quantia de 350$000 ao ano". Este logradouro foi o primeiro a ser percorrido por uma linha de bondes em Copacabana, isto desde 6 de julho de 1892. Os bondes foram tirados de circulação somente em 1963. A estação central dos bondes ficava no entroncamento com a então Rua de Copacabana, onde hoje está o Centro Comercial de Copacabana. Já no ano de 1896 autorizou a Prefeitura a mandar macadamizar esta rua, bem como a Rua Tonelero, e calçar a ladeira do Barroso (Decreto municipal no. 294, de 20 de junho de 1896). Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía então 150 construções, sendo 54 térreas, 73 assobradadas e 23 de três pavimentos. Até 1930 existiam poucas construções nesse logradouro, que era edificado apenas nas quadras próximas à praia. Com a valorização do bairro, desde o fim da década de 40, está a rua tomada por arranha-céus, de ambos os lados.
Em 1931, pelo Decreto municipal no. 3.564, de 4 de julho daquele ano, recebeu a nova denominação de Siqueira Campos, em homenagem ao revolucionário 1º. Tenente, nascido em São Paulo, em 18 de maio de 1898, e que foi um dos líderes da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922, sendo ferido e recolhido ao Hospital Central do Exército, de onde fugiu para a Argentina. Participou da Coluna Prestes em 1925/27 e dali retornou à terra Portenha. Quando retornava ao Brasil para comandar a Revolução de 1930, faleceu tragicamente quando seu avião caiu no mar, em 10 de maio de 1930.

PRAÇA SERZEDELO CORRÊA, A DOS PARAÍBAS

Esta praça foi aberta pela Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico, ao inaugurar a sua estação de bondes em 1893, recebendo na ocasião a denominação de Praça Malvino Reis, em homenagem a Malvino da Silva Reis, então diretor da Companhia. Era, primitivamente, apenas um areal com vegetação rasteira. Foi muito melhorada em 1910, pelo Prefeito Serzedelo Corrêa, e no ano seguinte recebeu no centro o chafariz das Saracuras, obra de Mestre Valentim e que até então estava no pátio interno do Convento da Ajuda, erguido no Centro do Rio em 1742 e demolido em outubro de 1911. Em 1917, esse chafariz foi removido para a Praça General Osório, em Ipanema, onde ainda se encontra.
Em 1910, a praça recebeu a nova denominação, reconhecida e confirmada pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917. Foi uma homenagem ao Prefeito Inocêncio Serzedelo Corrêa, empossado neste cargo em 24 de julho de 1909. Quando cadete, o General Serzedelo Corrêa atuou como propagandista da República. Professor da Escola Superior de Guerra, político, ministro da fazenda e prefeito do Distrito Federal. Faleceu no Rio de Janeiro em 5 de junho de 1932.
Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a praça possuía 13 prédios, sendo 8 assobradados e 5 de dois andares.
Em 1918, ficou pronta a bonita igreja Matriz de Nossa Senhora de Copacabana, na esquina de Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Essa formosa Matriz, em estilo neo-gótico, foi projetada pelo arquiteto e professor Gastão da Cunha Bahiana, sendo criminosamente demolida em 1973 e substituída por um moderno prédio de escritórios, onde, numa sala do térreo, funciona a atual Matriz do bairro.
Quanto à estação de bondes, situada na esquina de Rua Siqueira Campos com a avenida Nossa Senhora de Copacabana, foi demolida já nos anos 50, sendo substituída pelo prédio moderno do Centro Comercial de Copacabana.
A praça sofreu muitas reformas nos anos 40 e 50, sendo gradeada em 1992, e reurbanizada pela Prefeitura. É conhecida popularmente de "Praça dos Paraíbas", alcunha popular aposta pelo fato de ali se concentrar trabalhadores oriundos do nordeste do Brasil, em seus momentos de ócio.

RUA FIGUEIREDO MAGALHÃES

Rua aberta em 1874 em terras do Conde de Figueiredo Magalhães - Dr. Francisco Bento Alexandre de Figueiredo Magalhães, português, cirurgião-chefe do Hospital da Sociedade Portuguesa de Beneficência. O Conde montou uma casa de saúde próxima à paia e mantinha uma linha de carruagens que traziam os doentes convalescentes para a prática de hidroterapia, usando a água do mar, tarefa geralmente realizada de noite, haja vista que não era de bom tom naqueles tempos a pele queimada de sol. Seria hoje o que nós modernamente denominamos de hidromassagem. O Conde faleceu no Rio de Janeiro em 24 de maio de 1898.
Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a rua possuía 46 prédios, sendo 13 térreos, 9 assobradados e os restantes com dois e três pavimentos. Até 1930 somente existiam construções nas quadras próximas ao mar. Com a valorização do bairro, hoje os dois lados da rua estão tomados por arranha-céus.

BECO DO JOGA-A-CHAVE-MEU-AMOR - RUA CARVALHO DE MENDONÇA - COPACABANA

Em verdade, esse beco nem chega a ser beco, e sim uma pequena rua, a Carvalho de Mendonça, que liga as ruas Duvivier e Rodolfo Dantas. Ladeada por dois edifícios apenas, ambos com muitos e minúsculos apartamentos, autênticas cabeças-de-porco modernas. Nos anos 50, tais apartamentos eram muito alugados por respeitáveis figuras para abrigarem seus encontros amorosos, ou alguma amante de plantão. O apelido surgiu de uma história dessa época. Conta-se que numa noite, um rapaz bêbado, bem apessoado, esqueceu a chave da portaria e cometeu a temeridade de ir para o meio da rua e gritar para o alto: "Joga a chave, meu amor."
A mulherada chegou à janela e jogou tantas chaves, que um molhe mais pesado lhe bateu na cabeça, nocauteando-o, forçando sua ida a um hospital para ganhar uns pontos. A notícia se espalhou, sendo que o compositor popular João Roberto Kelly compôs uma alegre marchinha carnavalesca que foi um grande sucesso no carnaval de 1965.
No Beco do Joga-a-chave-meu-amor os problemas foram muitos. Ali alguns bares tiveram pretensões a reviver a velha Lapa, abrigando mulheres de trottoir e traficantes de entorpecentes. Foram fechados pela polícia, reabertos por novos proprietários e, mais cedo ou mais tarde, tornados fora da lei. E assim foram vivendo.
Outros bares do mesmo local permaneceram alheios a esses problemas, como acontecia com o Manhattan, de vida mais calma, ou o Kilt Club, o único bar da Zona Sul que exigia o uso de paletó, para os seus freqüentadores. E, como é raro se andar por Copacabana de paletó, o porteiro se incumbia de arranjar algum para quem quisesse entrar. O bar era elegante, mas os fregueses, nem sempre. Ali nunca houve o caso de um freguês pagar a conta, botar a carteira no bolso do paletó e depois devolvê-lo à saída, com a carteira dentro. Donde se conclui que os bêbados do Kilt Club não eram tão bêbados assim.
Hoje, nada mais disso existe. Desde os anos 80 a rua é só de pedestres, os bares viraram brechós, os cubículos viraram lares familiares e as prostitutas foram substituídas por homossexuais e travestis, que passaram a reinar de noite.

BECO DAS GARRAFAS - RUA DUVIVIER - COPACABANA

Famoso logradouro de Copacabana, sito na Rua Duvivier, entre as avenidas Atlântica e Copacabana, o qual não consta de qualquer catálogo de indicação, pois é alcunha de origem popular. Tem seu nome desde os anos 50, pelo fato de ser localizado num agrupamento de pequenos bares, boates e "inferninhos", cujos freqüentadores provocavam tanta algazarra de madrugada, que os moradores da vizinhança protestavam, jogando garrafas, sem a maior cerimônia, que vez por outra, atingiam um dos perturbadores da ordem. Não é só a boemia que freqüenta esse beco; a ambulância também, de vez em quando entra ali, para socorrer os que falam alto sem se valerem da proteção que lhes dá as marquises dos edifícios.
No Beco das Garrafas enfileiravam-se vários bares: Ma Griffe, Bottle`s, Baccará e Little Club. Eles tinham características diferentes: o primeiro é meio "inferninho", o segundo é a catedral da Bossa Nova, o terceiro é o responsável pelo lançamento de muitos cantores (dali saíram para o sucesso a falecida Dolores Duran, Helena de Lima, etc.) e o quarto foi um dos pioneiros do show de bolso, tendo apresentado bailarinos, cantores, músicos e cômicos, sempre com êxito.
O mais famoso produtor de shows no Beco das Garrafas foi Luís Carlos Miéle, que promoveu ali, dentre outros, notáveis espetáculos de Luís Carlos Vinhas, Marisa Gata Mansa (Baccará) e Tito Madi (Little Club). O beco foi berço da cantora Nara Leão, ícone da Bossa Nova.
Desde fins da década de 60 o local entrou em decadência e hoje não apresenta nada de notável, abrigando bares e boates vulgares.

PRAÇA CARDEAL ARCOVERDE -
A MAIS ANTIGA DO BAIRRO

Até prova em contrário, esta praça é a mais antiga de Copacabana. Na oferta de Alexandre Wagner à Ilustríssima Câmara Municipal, em 1874, ela recebeu a denominação de Praça Martim Afonso, em homenagem ao comandante da expedição de reconhecimento da costa do Brasil e donatário da Capitania de São Vicente, Martim Afonso de Souza, que chegou ao Rio de Janeiro em 30 de abril de 1531. Posteriormente foi a praça denominada de Sacopenapan, em homenagem ao nome indígena do bairro.
O nome atual foi posto pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917, que reconheceu a praça como logradouro público e confirmou a atual denominação, homenageando D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Arcebispo e depois Cardeal do Rio de Janeiro, nascido em Pernambuco, em 17 de janeiro de 1850, e aqui falecido em 18 de abril de 1930. Foi o primeiro cardeal brasileiro e sul-americano.
Pelo Recenseamento Geral de 1920, a praça possuía apenas cinco prédios, sendo um térreo e os restantes de dois pavimentos.
Até 1935, a praça era apenas um matagal devoluto onde pastavam burricos. Neste ano, o Prefeito Pedro Ernesto a urbanizou, mas construiu nela uma escola municipal, que lhe tolheu metade do espaço. Em 1942, parte dessa escola foi adaptada para sediar o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, cuja sede na Gávea fora requisitada para sediar a Prefeitura, esta, por sua vez, desalojada do Campo de Santana para ser demolida, por estar no eixo de abertura da Avenida Presidente Vargas.
Alguns anos depois, o museu voltou para a Gávea, mas uma parte da escola foi convertida em teatro de amadores. Finalmente, em 1999, a praça foi totalmente refeita e perdeu mais um pedaço para sediar a nova e luxuosa estação do Metrô - Copacabana.
Hoje, resta apenas 1/3 do terreno original dessa rara área verde.

RUA TONELEROS, A DO TIRO

Constitui a Rua Toneleros (aliás, o nome certo seria Tonelero, no singular) a única rua, entre aquelas oferecidas por Alexandre Wagner em 1874 à Municipalidade que até hoje conserva a denominação original. Assim como outras daquelas ruas que receberam os nomes de batalhas e combates da Guerra do Paraguai, esta rua celebra a passagem das tropas brasileiras no combate realizado em 17 de dezembro de 1851 contra as forças argentinas do ditador Juan Manuel de Rosas.
Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a rua possuía 90 prédios, sendo 54 térreos, 20 assobradados e os restantes com dois ou três pisos.
A rua entrou dramaticamente na história do Brasil por nela haver ocorrido, próximo ao edifício Albervânia, o famoso atentado em princípios de agosto de 1954 ao jornalista e deputado Carlos Lacerda, episódio onde perdeu a vida o Major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, e foi o estopim da crise que culminou no suicídio do Presidente Getúlio Vargas. Lacerda apenas se feriu no pé.
Em 1963 foi inaugurado pelo já então Governador Carlos Lacerda o túnel Major Vaz, com 220m, ligando a Rua Toneleros à Pompeu Loureiro, criando assim uma saída para esta via, que passou a se constituir num importante acesso para os motoristas de Copacabana que demandam para a Lagoa Rodrigo de Freitas, pelo corte do Cantagalo.

RUA POMPEU LOUREIRO

Data do início do século XX a abertura desta rua, que teve o nome de Quatro de Setembro, cuja efeméride é desconhecida. Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía então 34 prédios, sendo 29 térreos, um assobradado e os quatro restantes com dois pavimentos. O Decreto municipal no. 3.564, de 4 de julho de 1931, assinado pelo Prefeito Rodolfo Bergamini, deu-lhe o nome atual, em homenagem a um dos oficiais tenentistas da Revolução Paulista de 1924. No ano de 1938/40, com a abertura do Corte do Cantagalo, a rua passou a ter saída para a Lagoa. Em 1963, com a abertura do Túnel Major Vaz, ligando esta rua com a Rua Tonelero, transformou-se em importante artéria de passagem para os motoristas que demandam para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

PRAÇA EUGÊNIO JARDIM

Reconhecida e denominada pelo Decreto municipal no. 2.405, de 17 de agosto de 1926, assinado pelo Prefeito Alaôr Prata Soares. Eugênio Rodrigues Jardim foi engenheiro militar, capitão do Corpo de Bombeiros, comandante desta corporação em 1893, e senador federal por Goiás. Faleceu no Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1926, num desastre de automóvel.
Até 1938, a praça era apenas um matagal, sendo urbanizada pelo Prefeito Henrique Dodsworth quando da abertura do Corte do Cantagalo. Foi novamente urbanizada em 1957, pelo Prefeito Negrão de Lima e em época mais recente, pelo Governador Carlos Lacerda. Na década de 1980, entrou em obras para sediar uma estação do Metrô, sendo então quase toda destruída. As obras foram proteladas por 25 anos, até o século XXI, onde a nova estação do Metrô Cantagalo está prometida para ser inaugurada em 2.007.

AVENIDA HENRIQUE DODSWORTH, A DO CORTE DO CANTAGALO

O antigo Corte do Cantagalo, que passava pela fazenda do mesmo nome e passa pelo morro idem, foi iniciado em 1916, e levou vinte e dois anos para ficar pronto. Teve também o nome de Caminho do Caniço, porque dava acesso à antiga Praia do Caniço, ou das Canas do Reino, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Pelo Decreto municipal no. 6.113, de 28 de janeiro de 1938, assinado pelo Prefeito Henrique Dodsworth, recebeu a denominação oficial de Avenida Cantagalo, posteriormente alterada pelo Decreto municipal no. 8.449, de 26 de janeiro de 1946, em homenagem a Henrique de Toledo Dodsworth Filho. Nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1895. Médico, professor do Colégio Pedro II e da Escola Normal, deputado constituinte em 1933/34 e deputado federal em 1934/37, tomou posse como Prefeito do Distrito Federal em 2 de julho de 1937, ficando no cargo por oito anos, até outubro de 1945; e em cuja gestão se efetivou a abertura da respectiva avenida.
Foi muito melhorada na década de 1960, pelo Governador Negrão de Lima, que construiu o trevo na Lagoa, depois batizado de Augusto Frederico Schmidt.

RUA BARATA RIBEIRO

É um dos logradouros mais antigos de Copacabana, tendo sido projetado em 1874 e arruado em 1894. Somente reconhecido como logradouro público pelo decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917. Pelo Recenseamento Geral de 1920, possuía apenas 132 prédios, sendo 66 térreos, 40 assobradados e 26 de dois pavimentos.
Inicialmente este logradouro ia somente até a rua Siqueira Campos, e depois foi-lhe incorporada a rua antes conhecida como Dr. Pereira Passos, a qual ficava situada entre as ruas Constante Ramos e Bolívar. Posteriormente, pelo decreto municipal no. 2.406, de 17 de agosto de 1926, assinado pelo Prefeito Alaôr Prata Soares, foi reconhecido o seu prolongamento até a Rua Djalma Ulrich. Em 1959, com a abertura do túnel Sá Freire Alvim, pôde ser comunicada diretamente à Rua Raul Pompéia, então se convertendo numa importante via de passagem para os bairros de Ipanema e Lagoa.
Desde 1905 era a rua cortada pelos bondes da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, desativados em 1963. Até a década de 30 possuiu apenas casas, algumas até de grande luxo; mas com a valorização do bairro em fins dessa década, foi tomada de arranha-céus, a maior parte abrigando apartamentos de classe média e média-baixa; e até alguns pardieiros, como o famigerado "200", enorme prédio com apartamentos minúsculos, erguido na década de 50, motivo de peça teatral cômica e hoje com número modificado.
O nome da rua homenageia o Dr. Cândido Barata Ribeiro, nascido na Bahia, em 11 de março de 1843. Foi o primeiro cidadão nomeado para exercer o cargo de prefeito do Distrito Federal. Tomou posse em 17 de dezembro de 1892. Era prefeito quando da inauguração do bairro de Copacabana, a 6 de julho de 1893. Barata Ribeiro era médico-pediatra e professor. Foi também intendente municipal. Faleceu no Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 1910.

RUA RAUL POMPÉIA.
Rua aberta em 1894 em terras da Fazenda de Copacabana pelo Barão de Ipanema, recebendo então o nome de Rua Marinho, cuja origem se desconhece. Provavelmente algum amigo ou parente do Barão. Depois, pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917, veio homenagear ao romancista e autor de contos, crônicas e artigos de crítica Raul D`Ávila Pompéia. Nascido em Angra dos Reis, em 12 de abril de 1863, e falecido no Rio de Janeiro, por suicídio, em sua casa na Rua São Clemente, no bairro de Botafogo, a 25 de dezembro de 1895.
A rua desde as primeiras décadas do século XX já era ocupada por boas casas. Segundo o Recenseamento Geral de 1920, possuía 38 casas, sendo 11 térreas, 13 assobradadas e as outras com dois e três andares. A partir da década de 30, foi gradativamente ocupada por altos prédios de apartamentos. Em 1959, a abertura do túnel Sá Freire Alvim permitiu sua ligação com a Rua Barata Ribeiro, transformando-a em importante via de comunicação para os motoristas que se dirigem à Ipanema ou Lagoa.

A TUMULTUADA AVENIDA DE NOSSA SENHORA DE COPACABANA

Este logradouro, muito antigo, provavelmente já existia em meados do século XVIII. Foi por muitos anos servidão pública, conhecida como "Estrada que vai para Nossa Senhora" ou "Estrada que vai para a Senhora da Copacabana". Tinha esse nome desde Botafogo, e, como era muito irregular, com o tempo, seus trechos acabaram virando ruas de diferentes denominações, como por exemplo: Passagem, Góis Monteiro, Carlos Peixoto e Ladeira do Leme. A "estrada" já aparece perfeitamente delineada numa planta manuscrita de 1819, existente no Arquivo Histórico do Exército.
Foi esta "estrada" consideravelmente melhorada pela Empresa de Construções Civis, em 1894, ano em que oficialmente a reconheceu a Prefeitura, por decreto do Prefeito Henrique Valadares, como via pública da cidade. Em 1897 um pequeno trecho foi regularizado e feito seu alinhamento de 117m de extensão sobre 20m de largura. Em 1910 sofreria novo alargamento, obra executada pelo Prefeito Bento Ribeiro.
Desde distanciados tempos recebera edificações, tornando-se hoje o mais populoso logradouro do bairro. Segundo Cruvêllo Cavalcanti, já em abril de 1879, possuía 21 construções, sendo 20 térreas e uma de sobrado. No recenseamento municipal de 1906, realizado por ordem do Prefeito Francisco Pereira Passos, apresentava 133 prédios, dos quais 117 eram de 2 pavimentos e 16 de 3 pavimentos, ocupando-os 1.107 moradores. Segundo o Recenseamento Geral realizado em 1920, a rua possuía então 362 prédios, sendo 167 térreos, 86 assobradados, 102 de dois pavimentos, e o maior edifício apenas quatro andares. O primeiro prédio alto foi o do Copacabana Palace Hotel, inaugurado em agosto de 1923, e que, pela parte dos fundos atingia a Rua Copacabana, e que, apesar de possuir apenas dois pavimentos nesse lado, seu elevado pé direito o colocava com a altura de uma construção de cinco andares. Aliás, o citado hotel foi o primeiro prédio alto também da Avenida Atlântica, onde dava frente. Inicialmente o trecho mais construído era o que existia entre as ruas Inhangá e a Francisco Otaviano, área mais valorizada. Já em 1925 começaram a surgir pequenos prédios de apartamentos multifamiliares, mas apenas na década de 30 surgiriam os arranha-céus, contando, dentre os primeiros, o do Cinema Roxy (1934-36), na esquina de rua Bolívar, e onde inicialmente era uma praça; edifícios Itahy (1934-36); e Itaóca (1935-37), este na esquina de rua Duvivier; e os prédios que dão para a Praça Irmãos Bernardelli, denominada na época, do Lido. Em fins da década de 30, ocorreu ali uma supervalorização dos terrenos e, após a Segunda Guerra Mundial, eram muitos os prédios altos ali erguidos. Hoje, a estatística é muito diferente, e toda a avenida é ladeada por um muro de arranha-céus, com milhares de habitantes.
Reconhecida e denominada pelo decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917, com o simples nome de rua Copacabana, não devendo ser feita a confusão com o antigo nome da rua da Passagem, já citada acima, e que já teve, em tempos idos, também o nome de rua da Copacabana e rua do Pasmado. Em 1927, a então rua Copacabana cedeu o trecho inicial, desde a rua Antônio Vieira até a rua Inhangá para constituir a rua Conselheiro Sousa Ferreira. Como se fosse pouco, o que restou foi dividido ao meio por um canteiro de plantas e colocado em mão dupla. Finalmente, pelo decreto municipal de no. 6.488, de 26 de junho de 1939, assinado pelo Prefeito Henrique Dodsworth, voltou a formar uma só via pública, com a denominação de Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Na ocasião, removeram-lhe os canteiros centrais e a colocaram como mão única.
Os bondes trafegavam nela desde 1894, mas a crescente expansão do tráfego em veículos a motor impossibilitou o serviço desse meio de transporte, que foi extinto nesse logradouro em 1963. A antiga estação de bondes, datada de 1892, foi então demolida, surgindo em seu local o moderno Centro Comercial de Copacabana. Não foi este o primeiro centro de compras do bairro, existindo desde 1946 o prédio da Galeria Menescal, com lojas finas.
Quanto à denominação, é óbvio que se refere à imagem da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, erguida em princípio do século XVIII onde hoje é o Campo de Marte do Forte de Copacabana, templo demolido em 1918, estando a citada imagem na moderna Igreja da Ressurreição, na rua Francisco Otaviano. É, aliás, muito provável que o próprio logradouro tenha sido aberto há quase trezentos anos, quando da construção da igreja, para facilitar o acesso aos fiéis.

RUA GUSTAVO SAMPAIO, ANTIGA BERNARDO DE VASCONCELLOS

A Rua Gustavo Sampaio foi projetada em 1874 pela Empresa de Construções Civis, tomando na época o nome de Bernardo de Vasconcellos. Era ligada à rua de Copacabana, e terminava na rua Anchieta. Segundo Cruvêllo Cavalcanti, em janeiro de 1879, já possuía 18 casas térreas. Oficialmente inaugurada em 1894, quando recebeu trilhos de bonde da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico. Foi muito melhorada pelo Prefeito Pereira Passos em 1906, que a prolongou até a Praça do Vigia, quando na mesma época ganhou em seu extremo uma estação de bondes nova e maior, além de um grande restaurante, que a tornou popular e procurada para boas moradias.
Reconhecida e denominada pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917, quando recebeu a denominação atual, aliás, transferida de outra rua do bairro para esta. Gustavo Sampaio foi um oficial governista morto durante a Revolução Federalista de 1893. Segundo o Recenseamento Geral de 1920, a rua possuía 103 construções, sendo 22 térreas, 36 de sobrado, 40 de dois pisos, uma de três e quatro em construção. Hoje está tomada de arranha-céus de ambos os lados, dos quais, o Hotel Meridien atinge 34 pavimentos.

RUA ANCHIETA, A MAIS ANTIGA DO LEME

Parece que a Rua Anchieta é a mais antiga do Leme. Traçada em 1874 pela Empresa de Construções Civis, existia em janeiro de 1879, pois Cruvêllo Cavalcanti a assinala, não possuindo casa alguma então. Listada no Recenseamento de 1906, realizado por ordem do Prefeito Pereira Passos, ainda estava na mesma situação. Reconhecida e denominada oficialmente pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917. No Recenseamento Geral de 1920, constava como tendo apenas 4 casas, sendo duas de sobrado, uma com dois pisos e uma com três. Prolongada posteriormente até a rua Araújo Gondim, hoje Ribeiro da Costa. O nome é uma homenagem ao padre canarinho José de Anchieta, que viveu entre nós no século XVI.

CHÁCARA DO INHANGÁ

Grande propriedade comprada, através de escritura datada de 13 de outubro de 1755, por José Antônio Sobral e sua esposa Agostinha Caetana da Silva, com foro perpétuo pago ao Senado da Câmara, localizada no morro do Inhangá, em Copacabana.
Após o falecimento de Sobral, em 1778, foi feita a partilha do seu espólio, cabendo a sua viúva a referida chácara, que se estendia das terras de Antônio Pires Afonso até a chácara de Francisco Pereira Leme.
A palavra Inhangá é um termo de origem indígena, que, conforme Teodoro Sampaio, é uma alteração da palavra Anhangá, que significa mau espírito, alma errante ou espírito que anda vagando.
O morro do Inhangá foi parcialmente demolido, na década de 1920, quando a Prefeitura da cidade interligou as duas partes que constituíam a avenida Nossa Senhora de Copacabana, até então separadas pelo morro.
Em 1934, o costão rochoso do morro que dava para a avenida Atlântica também foi parcialmente cortado para a construção da piscina do Copacabana Palace Hotel. Este costão foi demolido afinal em 1951, para a construção dos edifícios Chopin, Balada e Prelúdio.
Hoje resta apenas uma parte do morro próxima à praça Cardeal Arcoverde.
No início do século XX, foi aberto o logradouro do mesmo nome em Copacabana, reconhecido pelo Decreto Municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917.