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Sou admirador de longa data do Jornal Copacabana e me sentiria honrado em recebê-lo em minha residência, aproveitando a gentil oferta de assinatura gratuita.

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Atenciosamente,

c.a.t.

 

Carlos Alberto Teixeira por e-mail
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Como comemorar a Criação do mundo


Um motorista de táxi perguntou ao passageiro aonde ele iria. Ele respondeu: "Eu lhe daria meu endereço, mas como minha mulher já foi embora deste mundo, não tenho mais lar. Aliás, eu nunca chamei minha esposa de 'minha esposa'. Sempre a chamei de 'meu lar'".

Nós mulheres sempre podemos confiar no nosso poder intuitivo, ao tomar decisões cruciais para nossa família, e aqui a comida não pode ficar de fora. Bem, é claro nem sempre temos ânimo, interesse, ou mesmo tempo, para empurrar o fogão com a barriga. Mas a grande verdade é que, comprada ou feita na hora (conforme manda a Tradição!), a comida permanece como o meio imbatível para manter os vínculos básicos da vida.

Numa farta mesa festiva, são sempre bem vindos conhecidos e desconhecidos, gente que o vento nos trouxe para poder compartilhar prazer e sabedoria. Sem contar as almas dos nossos antepassados, que vêm do lado de lá para acompanhar essa alegria sagrada, perfumada com os melhores temperos da tolerância e do amor! Enfim, o que dá sabor ao prato é a intenção com que é preparado... Mas o tempero de amor é uma mágica que não se compra!

Nós, mulheres, temos o privilégio de alimentar nossas famílias tanto espiritual quanto fisicamente, e nossa mesa se relaciona com um local sagrado. Quando comemos e agradecemos ao Criador, nossos lares se tornam lugares de santidade e celebração.

Para comemorar a Criação do mundo em seis dias

Sobre a mesa de sexta-feira à noite, reluzem as velas acesas pela mulher, correspondentes à Luz Original. Como num altar, nesta mesa forrada com toalha branca, reinam dois pães trançados saborosos, vinho tinto para consagrar este dia tão especial, bolos de peixe, sopa de frango, carne e doces tradicionais, como o strudel.

Este banquete semanal conduz a família a um verdadeiro espírito de elevação, onde os alimentos parecem ter alma. Pais e filhos cantam com muito entusiasmo as melodias do dia. Mas o que não pode faltar é o conteúdo: as palavras talmúdicas e a transmissão dos ensinamentos de nossos sábios, de abençoada memória, prendem toda a atenção e iluminam a mente!

Isso se repete no sábado, à hora do almoço, com o acréscimo do kugel (bolo de macarrão) e do tcholent ou dafina (feijoada seca marcada por temperos especiais). Há também os que têm o costume de consumir uma pequena refeição sábado à tarde. Assim, essa experiência prazerosa e sábia, onde culinária e conversas Talmúdicas se unem, renova, a cada semana, o sentido pelo qual o mundo foi criado.