Responsabilidade
com os animais
Responsabilidade. É uma bela palavra. Grande, forte, bonita. Mas o que, exatamente, significa “responsabilidade”?
Pode significar milhares de coisas, dependendo de cada situação em que nos encontramos. Mas e no caso dos donos de animais de estimação, como isso se aplica?
Bem, o fato é que não é raro pessoas que adquiriram um animal de estimação não o quererem mais depois de um certo tempo. Seja porque não era aquilo que esperaram, ou porque o animal está dando muito trabalho, ou destruindo as coisas dentro de casa. Os motivos são variados, mas o resultado é o mesmo: o bicho é expulso de casa.
Mas não pensem que escreverei nesse espaço que as pessoas que fazem isso são monstros sem coração, pessoas que dispensam os animais que escolheram ao menor problema. Não, na esmagadora maioria das vezes quem faz isso não é um monstro, e os problemas que o levam a tomar essa decisão não são nada pequenos. Sei que muitas vezes os cara eles. Sei que gatos dão trabalho, e que é preciso dedicação e paciência com eles. Sei que animais de estimação, de um modo geral, são como filhos: uma delícia tê-los, mas muito trabalhoso cuidar deles.
Pois bem, é aí que entra a tal “responsabilidade”. Aliás, entra antes, entra na hora de se escolher um animal de estimação. É imprescindível que se escolha com responsabachorros crescem mais do que o esperado, e o apartamento se mostra muito pequeno pilidade, com consciência. Não se deve, de forma alguma, escolher um companheiro baseado na beleza “olha só como esse filhote é fofo!”, ou na carência momentânea “terminei meu relacionamento, por isso vou comprar um cachorro para me fazer companhia”, ou ainda na empolgação “meu amigo tem um labrador que é muito maneiro! Vou comprar um igual”.
Ter um animal de estimação é como ter um filho, e essa decisão deve ser encarada como tal. É preciso pensar bem antes de se comprometer com a responsabilidade de se ter um novo amigo dentro da sua casa. Com a decisão tomada e devidamente amadurecida, é hora de se escolher, com muita cautela e sabedoria, que tipo de animal de estimação mais combina com você, mais se encaixa no seu perfil e, principalmente, no seu estilo de vida.
Se as coisas forem feitas dessa forma, com certeza no futuro serão evitadas situações tristes como “dar” o animal depois de algum tempo. Tenho certeza que isso não é traumático apenas para o animal, que de uma hora para outra se vê sem o lar e sem os amigos a que estava acostumado, mas também para a pessoa, que fica com um peso enorme na consciência.
Por isso é melhor amadurecer bem a idéia de se ter um animal de estimação. Pense sempre bem antes de qualquer coisa. Aí sim, tenho certeza, a escolha será para o resto da vida.
Um grande abraço e Feliz 2008!
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