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O
segredo não é correr atrás das borboletas.
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Mário Quintana

Serviços de saúde, atividades esportivas e oficinas de artes, música e cidadania.
Fôlego para viver muito e viver bem. Sem lutar contra o tempo, esses simpáticos "noventões" encontraram a fórmula da juventude. Foi-se o tempo em que a imagem dos idosos era ligada àquela tranqüilidade do balanço de uma rede num dia parado, sem responsabilidades e nada para fazer. Hoje, eles dançam, malham, estudam, jogam, brincam, confraternizam e são, sim, muito felizes. Vivem intensamente e com mais qualidade, já que unem a busca pela saúde ao prazer. Nesse sentido, o SESC Rio oferece uma programação à terceira idade durante todo o ano e no Dia Nacional do Idoso, 1º de outubro, realiza uma grande ação com serviços de saúde e atividades sociais, esporte, lazer e educação, no Forte de Copacabana (Pça. Coronel Eugênio Franco, 1). Todas são gratuitas e abertas ao público em geral.
E hoje, 70, 80, 90 não é apenas um sonho para poucos. Tem muita gente com essa idade se divertindo por aí. As marcas do tempo no corpo e o peso da idade não os impedem de fazer nada. Nada mesmo. Gente que sabe valorizar os avanços da ciência e da medicina e aproveitar muito bem o tempo que ganhou a mais. E é com essa idéia que o SESC Rio vai oferecer diversos serviços e atividades. No esporte, os idosos poderão praticar exercícios e fazer aulões de ginástica, alongamento, dança de salão e tae-chi-chuan, além de oficinas de xadrez gigante e tabuleiro.
Eles se recusam a fazer o papel de vítimas do tempo. Aproveitam tudo o que a ciência e a medicina fazem para esticar e melhorar o processo do envelhecimento. Na saúde serão montadas três tendas com serviços de aferição de pressão arterial, testes de glicose e colesterol, auto-exames da mama e próstata e orientação sobre como prevenir o câncer da boca. Para saber como chegar lá com uma saúde de ferro é preciso escolher muito bem tudo o que come. Dicas vão ensinar como se ter uma alimentação mais saudável. Folhetos explicativos sobre o controle da obesidade, o sedentarismo e o stress (distribuídos para a população em geral) serão distribuídos.
Cores da eterna juventude - oficinas de artes, música e cidadania
Prazeres quase sempre deixados lá para trás, na infância. Habilidades abandonadas com o passar dos anos. Com papel machê, pulseiras de tubo de PVC e de papel higiênico, broches de garrafa PET e a imaginação correndo solta. A oficina de bijouterias, será uma boa oportunidade para trabalhar em múltiplas combinações e técnicas.
Já a oficina A Rua - Como Conviver com as barreiras arquitetônicas. tem como finalidade de recriar o meio urbano e orientar quanto ás barreiras com os quais os idosos convivem no dia-a-dia. No Forte serão montados espaços que representam os obstáculos que a terceira idade têm de enfrentar em muitas ocasiões, como calçadas irregulares, buracos, bueiros, raízes de árvores, pisos irregulares, pedras portuguesas, poça d'agua, degraus, pisos escorregadios, buracos, entre outros.
Aqui, o desafio está em juntar as notas e, delas, tirar música. A apresentação do grupo O'Passo: Batuques e Canções do Brasil, utiliza música e instrumentos para enfatizar a criatividade, a percepção e a espontaneidade.
"A idéia é incentivar as pessoas para que tenham uma velhice ativa que garanta a autonomia física, mental e social, que se traduzem no relacionamento sadio com a família e com o mundo", garante Simone Dutra, gerente de socioeducativa do SESC Rio.
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FONOAUDIOLOGIA
Como está sua voz?
Como saber se há problemas nessa área e se há necessidade
de uma ajuda específica de um profissional da voz e da fala?
O envelhecimento pode afetar a voz, assim como algumas doenças neurológicas que surgem com a idade, a exemplo da doença de Parkinson.
Dificuldades na voz podem afetar a comunicação verbal de algumas pessoas.
Uma providência inicial é saber se a pessoa responde afirmativamente algumas perguntas como as seguintes:
Sua voz mudou muito com o tempo?
Sua voz está mais fraca?
Sua voz está tremida?
As pessoas freqüentemente pedem para você repetir o que falou?
As pessoas têm dificuldade em entender o que você fala?
Você sente falta de ar quando fala?
Você nota que está falando embolado?
Você está falando mais rápido ou mais devagar?
Tem dificuldade de falar ao telefone?
Está engasgando às refeições?
Se um ou mais desses itens já chamou sua atenção para tais aspectos, então, isso se deve ao fato de haver um enfraquecimento ou má coordenação da musculatura da laringe, prejudicando sua voz, a fala e até a alimentação. Neste caso, você deve fazer exercícios para fortalecer a coordenação dos músculos da fala e da deglutição.
Fico algumas vezes surpresa, em minha prática no consultório, quando vejo a dificuldade de alguns pacientes em realizarem movimentos simples, como abrir a boca e colocar a língua para fora ou fazer movimentos labiais de contração como num beijo, ou sorriso, mostrando os dentes, ou dizer forte o som do “ah”. Observo que, em sua grande maioria, não têm os movimentos necessários à articulação da fala e da deglutição, e me pergunto por que teriam chegado a este ponto, sem perceberem uma tão desfavorável situação.
Acredito que seja o desconhecimento das funções do próprio corpo, ou má percepção corporal, o que deixa progredir tais sintomas sem atacar no início o seu desenvolvimento.
O fonoaudiólogo, especialista em comunicação, faz um levantamento das dificuldades específicas de cada paciente, no aspecto das musculaturas oral e facial, articulação, dificuldades de engolir, respiração durante a fala, voz, fala e escrita. Baseado nas dificuldades encontradas faz um programa de treinamento específico a cada paciente.
Sendo assim, gostaria de dizer que se isto acontece a você, uma ajuda profissional, acredito, vai fazer uma grande diferença em sua vida.
Fonoaudióloga Heloisa Miguens Araújo - Registro CRFª 0707
Rua Figueiredo Magalhães 286 / 903 Tel.: 2235-6208

ONG AMIGOS DA TERCEIRA IDADE - ONGATI.
BAILE da 3ª IDADE ALTO ASTRAL (BENEFICENTE)
TODA 3ª FEIRA, DAS 15 ÀS 20 HORAS.
LOCAL: CÍRCULO MILITAR DA PRAIA VERMELHA, URCA.
INGRESSOS NO LOCAL: R$ 5,00
DOE: UM PACOTE DE FRALDAS DESCARTÁVEIS(PEQ).
ORGANIZAÇÃO: IARA MEIRELLES.
Associação
de Idosos cegos da Tijuca passa dificuldades
Os idosos da Associação Aliança
dos Cegos, com sede na Rua 24 de
Maio, número 47 (próximo a Estação São
Francisco Xavier) no Rio de Janeiro Tel.: 2502-4632 / 2273-3052
estão passando por uma situação bem precária...
São velhinhos cegos, abandonados pela família, num
total de 62 senhores.
Quem puder ajudar... NÃO É PARA DOAR DINHEIRO.
A Associação abriga 62 homens idosos, que diante da
idade não conseguem mais fabricar vassouras, que com as vendas
os sustentavam, passando por dificuldades tendo inclusive o prédio
que os abriga penhorado pela Caixa Econômica Federal que os
ameaça de despejo, mas já foi feita reportagem no
DIA para ser revertida esta situação.
Necessitam: FEIJÃO, ARROZ, MACARRÃO, FUBÁ,
ÓLEO, SAL, AÇÚCAR,
LEITE EM PÓ (para tomarem os remédios), AVEIA, ACHOCOLATADOS,
BISCOITOS, FRUTAS, LEGUMES, VERDURAS, MATERIAL DE HIGIENE E LIMPEZA,
(sabonetes/pasta de dente/escova de dente presto barba/desinfetante/cloro/papel
higiênico/sabão em pó), COBERTORES, ROUPA DE
CAMA, TOALHA DE BANHO, ROUPAS p/ FRIO (casacos/meias/calça
comprida).
Anderson- 21 2454-6903/21 8694-6812
TOQUE FEMININO
É
um projeto dedicado a mulheres dos 40 aos 80 anos de idade, onde
o principal objetivo é cuidar dos aspectos físicos
e emocionais do indivíduo, conquisntando
saúde, autonomia e melhor qualidade de vida.
Problemas relacionados a memória, má postura,ansiedade,
depressão,
incontinência urinária, cansaço físico,
dores musculares, são aspectos
que merecem atenção e cuidados.
Em média, após a oitava sessão o indivíduo
começa a perceber as
primeiras mudanças positivas no corpo como um todo.
As atividades cotidianas passam a ser realizadas com maior ânimo
e vigor.
Atendimento individual consultório (Tijuca), domiciliar e
grupo (praia de Copacabana, posto 6 próximo ao Foste de Copacabana)
Maiores informações pelo 87993336
Profissionais especializados em Geriatria e Gerontologia / UERJ
e-mail: terceira.feliz@gmail.com

Terceira Idade: Uma nova realidade
Integrantes
da parcela de população com mais idade aumentam em
número, renda e interesses, tornando-se alvo de empresas,
negócios e políticas públicas.
Pesquisas recentes revelam dados interessantes sobre a faixa da
população que mais cresce no Brasil e no mundo.
Renda, hábitos, comportamento, consumo foram investigados
e destacamos alguns deles:
- A maioria das pessoas acima de 60 anos é mulher, e que
a renda desta faixa etária totaliza R$ 60 bilhões
ao ano- o dobro da média nacional;
- A renda média mensal desta população é
de cerca de R$ 600,00;
- A proporção de pessoas que pertencem às classes
A e B é maior do que a média nacional: 38 % dos idosos
estão nestas classes , contra 29 % do total nas regiões
metropolitanas.
- O número de centenários do planeta deve passar de
180 mil (ano 2000), para 3,2 milhões em 50 anos.(Org. Mundial
de Saúde).
A melhoria financeira da terceira idade também foi maior.
Enquanto a renda do trabalho caiu 8,5 % , a das aposentadorias e
fundos de pensão cresceu 54%.
Dois fatores contribuíram para isto: A Constituição
de 88, que trouxe mudanças nas aposentadorias e o Estatuto
do Idoso.
Este segmento da população já afeta o crescimento,
investimentos, consumo, mercado de trabalho e saúde pública
nos países desenvolvidos e progressivamente nos países
em desenvolvimento, a ponto da FGV lançar , em breve, um
índice de inflação de idosos.
Todo este cenário conduz a uma maior importância política
dos idosos, que podem influenciar as eleições.
Segundo as pesquisas, os idosos assistem mais telejornais, lêem
mais jornais e votam mais freqüentemente que os jovens.
Mais alguns dados:
- O Brasil tem atualmente, 15 milhões de pessoas na terceira
idade (14 % da população), número 3 vezes maior
do que há 4 décadas.
- No início do século XX, um brasileiro vivia em média,
33 anos,em 2001: 68,6 anos.
Neste contexto, em 2005, o Brasil será o sexto país
mais envelhecido do mundo, com 15 % da população constituída
por idosos, ultrapassando 30 milhões de pessoas.
De acordo com a ONU, a taxa de terceira idade mundial deve quadruplicar
nos próximos 50 anos, passando dos atuais 600 milhões
de pessoas com mais de 60 anos, para 2 bilhões.
No Brasil, este processo de envelhecimento tem sido bem mais rápido
do que nos demais países. Enquanto que na Suécia foram
necessários 80 anos para que 14% de sua população
atingisse a faixa superior a 65 anos, esta marca , na América
Latina levou somente 20 anos.
Esta rapidez fez com que as empresas ainda não tenham dado
a devida importância a este segmento da população,
há uma enorme carência de produtos e serviços
voltados para suas necessidades.
Vale lembrar que 68 % das pessoas deste segmento são as que
influenciam as compras nos seus lares e que as idosas são
as mantenedoras de 25 % dos lares do país, ou sejam, 47 milhões
de domicílios!
Cerca de 47 % dos entrevistados cuidam de crianças ou netos,
e ainda auxiliam com contribuições esporádicas,
não contabilizadas, o que acaba por melhorar o padrão
de consumo da família, e liberando os pais para o trabalho,
colaboram indiretamente para economia nacional.
Quanto aos gastos, 45% do total são com despesas de lazer
e diversão, 24% com alimentação, 10 % com medicamentos,
9% com planos de saúde, 6% com energia elétrica e
6% com telefone.
Estatísticas sobre a Terceira
Idade
A Fundação
Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, entrevistou
2.136 pessoas com mais de 60 anos.
Destes, 18% nunca entraram numa escola. Cerca de 40% deles passaram
a maior parte da vida na área rural.
Somente 4 % tem familiaridade com a Internet.
A maioria (30%) ganha de 2 a 5 salários mínimos e
66% tem casa própria. Metade dos idosos é analfabeta.
De acordo com estudo realizado pelo professor da USP João
Toniolo Neto, mais de um quarto dos moradores de Copacabana são
idosos.
O Rio é a capital brasileira com o maior número de
idosos, 13% dos fluminenses têm mais de 60 anos. Grande parte
dessa faixa da população está concentrada no
tradicional bairro de Copacabana. O bairro carioca superou a Suíça,
país europeu considerado o paraíso da terceira idade.
Enquanto 26% dos moradores de Copacabana têm mais de 60 anos,
o índice da Suíça não ultrapassa os
20%.
- O Rio foi capital do Brasil e muitos funcionários e militares
daquela época hoje são aposentados que vivem na cidade
- analisa Toniolo Neto.
O 2° Fórum de Longevidade que se realiza em Copacabana,
vai discutir a necessidade da criação de agenda governamental
para que a sociedade aprenda a conviver com o envelhecimento da
população. De acordo com estimativas, os idosos vão
saltar da média de 8% da população para 16%
em 25 anos.
O reflexo do envelhecimento da população na Previdência
também está entre os temas discutidos no fórum.
A maior longevidade da mulher também está na pauta.
De acordo com a pesquisa da Fundação Perseu Abramo,
42% dos homens com mais de 60 anos nunca fizeram exame de próstata.
A falta de cuidado dos homens com a saúde tem reflexo na
estatística que envolve as mulheres. As idosas correspondem
a 57% da população, contra 43% dos homens. A maioria
das mulheres idosas são viúvas e 26% delas nunca fizeram
exames ginecológicos.
Segundo o levantamento, mais da metade dos entrevistados pratica
algum tipo de exercício físico.
A maioria dos homens com idade avançada é casada.
Em contraposição ao ideário de que em meados
do século XX as famílias eram maiores, a pesquisa
indica que um terço da população com mais de
60 anos não tem filhos.
O impacto das aposentadorias na economia também ficou visível
na pesquisa. Dos idosos entrevistados, 71% afirmaram ser chefes
de família. A média de rendimentos das pessoas com
mais de 60 anos varia de dois a cinco salários mínimos.
Apesar de a média salarial (30%), não ser alta, os
idosos aparecem como a maior parcela da população
a possuir casa própria: 66%. O catolicismo também
predomina entre os mais velhos. A maioria também se auto-declara
de raça branca.
Fonte: Jornal do Brasil
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