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Somente no Brasil existe algo assim, contemplando
os 192 países da ONU.
Vale a pena dar uma olhada e guardar em Favoritos.
http://www.ibge.gov.br/paisesat/
Clique aqui e baixe
toda a tabela dos
Jogos Pan-Americanos Rio 2007

Wakeboard: pegue essa onda
Por Sandra Moura
Fonte: www.abw.com.br
Fotos: fotocom.net
Muitos
atletas que praticavam surf passaram a ser amantes e atletas profissionais
do Wakeboard. Há algum tempo atrás, os surfistas eram
rebocados por um cabo de esqui aquático atrás de barcos,
e até mesmo sendo puxados por carros na beira dágua.
Desde então, começou-se a usar pranchas menores.
No início da década de 80, em diversos lugares do
mundo e inclusive no Brasil, algumas pessoas passaram a colocar
alças para prender os pés em pranchas de surf. Em
1984, um surfista de San Diego chamado Tonny Finn desenvolveu o
Skurfer - um híbrido de esqui-aquático e prancha de
surf. Foi o primeiro shape de prancha desenvolvido especificamente
para a hidrodinâmica de ser puxado por um barco ao invés
de ser empurrado por uma onda. A prancha possuía as características
de uma prancha de surf, porém menor e mais estreita e com
fundo do esqui slalom (côncavo), e grande flutuação.
No verão de 1985, alças (ou footstraps)
foram adicionadas às pranchas de mercado. O significado das
alças não pode ser subestimado na evolução
do wakeboard. As alças permitiram ir mais alto nas manobras.
O Wakeboard passou a se parecer mais com o snowboard, mais dinâmico
e fluido.
Em setembro de 1987 Roberto Pereira Leite, o Betinho, introduziu
no mercado brasileiro uma cópia da Skurfer fabricada em São
Paulo. Entre os primeiros praticantes brasileiros destacam-se o
Betinho, Flavio Castello Branco e Luciano Balesteros.
Em pouco tempo, verificou-se uma grande quantidade de novos praticantes,
e o wakeboard se firmou como um esporte próprio e forte ,
num fenômeno semelhante ao ocorrido com o Snowboard, nos esportes
de inverno. As competições passaram a ser mais freqüentes
e maiores, proporcionando a profissionalização dos
melhores praticantes, e também impulsionando as fábricas
de esquis-aquáticos e de materiais esportivos.


A eterna vontade de VOAR!
Por sandra Moura
O pára-quedismo, ao contrário do que
muitos pensam, não é um esporte criado há pouco
tempo. Na verdade, vem do eterno sonho do ser humano em estar nas
alturas, assim como fazem os pássaros utilizando somente
seu próprio corpo...
O pára-quedismo brasileiro vem crescendo muito nos últimos
anos, com diversos pára-quedistas buscando especializações
e melhores resultados técnicos, particularmente em centros
de treinamento nos EUA.
Nos anos 80 foi inventado o salto duplo e desenvolvido o método
AFF (Acelerated Free Fall - queda-livre acelerada), o que possibilitou
a difusão do esporte. O pára-quedismo acabou virando
um esporte de competições. Hoje, são várias
modalidades, desde as mais tradicionais, como a Formação
em Queda Livre, ao Freefly, Freestyle, Skysurf e outras que estão
sendo praticadas e são desenvolvidas a todo momento.
Saltando pela 1ª vez
Quer se aventurar e fazer seu primeiro salto? O instrutor
leva você num salto duplo fun, ou seja, um salto com uma única
intenção: diversão, sem a necessidade de fazer
um curso demorado.
As instruções de como se portar em queda livre são
passadas em quinze minutos. O rápido treinamento se deve
ao fato de o iniciante saltar preso ao instrutor, que é o
responsável por todos procedimentos necessários até
o pouso. Sendo assim é só relaxar e aproveitar o visual!
Numa altura de 13.000 pés (4.000 metros), o aventureiro terá
cerca de 45 segundos de queda livre e por volta de 5 minutos de
navegação com o pára-quedas aberto.
Preço médio: R$ 350 - Incluindo filmagem
Fotos: www.boituvaparaquedismo.com.br

Atleta especial dá exemplo
de força de vontade
Surf Terapia é tema de palestra no Centro
Universitário Ítalo Brasileiro
Força
de vontade, experiência de vida e espírito de vencedor,
essas são as principais qualidades do atleta especial Robson
Careca. Características determinantes para o sucesso da palestra
sobre Surf Terapia, realizada no último dia 9 de maio, na
5ª Semana da Enfermagem do Centro Universitário Ítalo
Brasileiro, em São Paulo.
O evento reuniu alunos, educadores da universidade e de outras
instituições. Robson ressaltou a importância
do surf adaptado no mar e remada em prancha no rio, represa, lago,
lagoa e piscina. Ensinou técnicas de salvamento, resgate
e inclusão dentro dessa nova modalidade esportiva para pessoas
com algum tipo de limitação. Foi uma das palestras
mais requisitadas.
Além disso, incentivou os ouvintes a usufruir do surf, do
mar, da praia e da natureza como fonte de reabilitação
interna e externa para o corpo. A lição que
podemos tirar disso tudo é a necessidade de saber aproveitar
a vida com prazer e alegria, conclui o atleta. Robson Careca
sempre participa de eventos para divulgar seu projeto e mostrar
a superação que existe em praticar esportes radicais
com necessidades especiais.
Robson Jerônimo de Souza Mais conhecido como Careca,
de 37, é surfista especial. No ano de 1998 sofreu um acidente
de carro voltando do Litoral Norte de São Paulo, ficou paraplégico,
mas não desistiu. Continuou no esporte e hoje trabalha com
o surf como reabilitação e inclusão social
para pessoas especiais.
Atualmente ele possui um Clube de Surf na Praia da Baleia, em São
Sebastião, para onde vai toda semana, uma vez que mora em
São Paulo, Capital. Todos os atletas filiados possuem algum
tipo de deficiência física. Além disso, Robson
pratica outros esportes adaptados como natação, remada
oceânica em prancha, frescobol, rapel, bóia cross,
todos com acompanhamento de profissionais.
Robson também é responsável pela Ong Surf
Especial com o Projeto Mão na Borda. O objetivo é
divulgar o esporte, levar informações e conhecimentos
de técnicas abordadas. O projeto Surf Especial visa
a inclusão social do portador de necessidades especiais ao
fascinante mundo do esporte, de estar em contato com a natureza
e o mar. E principalmente o surf, que nos oferece uma qualidade
de vida, alegria e bem estar, explica o idealizador.
Esses projetos conseguem levar para as pessoas que nunca tiveram
a oportunidade de praticar o esporte e entrar em contato com o mar,
além de proporcionar prazer, informação, qualidade
de vida, companheirismo e amor ao próximo.
Para obter mais informações sobre o trabalho do atleta
basta acessar o site: www.surfespecial.com.br.
BASQUETE NO CESTO
Na década de 1960, o basquete já era um esporte de
tradição no Brasil, principalmente no interior de
São Paulo. Uma prima mais velha, de Piracicaba, contava que
as famílias iam ao ginásio, com cobertores e garrafas
de café ou chocolate, para assistir jogos do XV de Novembro,
que na época tinha Pecente e Wlamir Marques, entre outros.
Mas foi em 1971 que eu passei a prestar mais atenção
à bola ao cesto, como alguns ainda o chamavam, o que, cá
entre nós, seria a forma correta de denominá-lo por
aqui ("beach soccer" para o futebol de areia, então,
é o fim da picada!).
Os Jogos Pan-americanos de Cali, na Colômbia, eram a "bola
da vez", com destaque para os times de basquete masculino e
feminino.
A geração bicampeã mundial de Pecente, Rosa
Branca, Wlamir Marques e outros já havia pendurado os tênis
de cano alto, mas ainda havia Mosquito, que deu um show na final,
provocando a quinta falta nos principais jogadores de Porto Rico.
Nosso pivô era Emil Rached, que depois virou personagem de
programas de humor, com seus incomensuráveis 2,25 m. Era
só mandar a bola no "13º andar" que, se ele
pegasse, bastava um giro para depositá-la na cesta.
Seus companheiros: Marquinhos, o incansável Ubiratan, o fantástico
Hélio Rubens, o "mágico" Fausto (com suas
incríveis cestas de fora garrafão, numa época
em que elas ainda não valiam três pontos).
O feminino não ficava atrás, com: Norminha, Elzinha,
Maria Helena & Cia.
Graças a eles o basquete ganhou a simpatia e a torcida dos
brasileiros.
O que já estava bom ficou ainda melhor a partir do final
da década de 1970, quando surgiu a geração
de Marcel, Oscar, Adilson, Israel, Gerson, Pipoca... O feminino
não ficou atrás e nos brindou com Hortência
e Paula.
O auge do basquete masculino, no entanto, se foi com a aposentadoria
deles, e há tempos estamos longe das Olimpíadas. Nossa
seleção nunca mais conseguiu "acertar a mão"...
Em compensação, o feminino, embora órfão
de duas mães e, recentemente, de Janete, continua na luta!
O curioso é que nunca tivemos tantos jogadores na NBA, todos
com destaque! Só que eles aparentemente não mostram
muito interesse em defender o esporte de seu país. Parece
que, também no basquete, a paixão abandonou a seleção
brasileira. Problema de dirigentes? De jogadores? De ambos? Onde
foi parar o espírito de Indianápolis?
Paradoxalmente, o voleibol brasileiro esbanja paixão, garra
e superação! Apesar de serem vedetes internacionais
e defenderem, regiamente pagos, clubes de outros países,
Giba & Cia. demonstram um enorme prazer em quebrar recordes,
ao som das exortações enérgico/energéticas
de Bernardinho. Parece que, mesmo vivendo lá fora, o coração
deles está aqui!
Existem muitos outros exemplos como o deles, em todas as áreas
profissionais: brasileiros que buscam o mercado internacional para
realizarem suas potencialidades, mas não perdem os laços
de amor com o Brasil.
Bernardinho ajuda a manter acesa essa chama, no vôlei. Dunga
trouxe, senão esperança, um pouco de seriedade ao
nosso futebol!
E o basquete? De que vale ter tantos astros na NBA e não
poder contar com eles?
Pois é... É preciso tirar nosso basquete masculino
do cesto, e lhe ensinar de novo o caminho da cesta!
Adilson Luiz Gonçalves - Escritor, Engenheiro, Professor
Universitário (UNISANTOS e UNISANTA)
Cursando Mestrado em Educação (UNISANTOS)
algbr@ig.com.br/www.algbr.hpg.com.br
Super Surf é ecologicamente
correto
SOS Praias Brasil auxilia na limpeza durante o campeonato
A consciência ecológica na luta da preservação
do meio ambiente vai formando uma nova sociedade que se mostra mais
humanitária e menos materialista. Fato esse que reflete na
educação e na atitude das pessoas e organizações.
Muitas vão se criando para levantar a bandeira e lutar a
favor da ecologia.
A ong SOS Praias faz parte dessa parcela da sociedade que está
preocupada com o que o homem faz com a natureza. Uma de suas ações
foi a coleta de todo o lixo gerado pelo Super Surf. Este que é
o maior campeonato de surf do Brasil, ou seja, reúne os melhores
atletas do país para a disputa no ranking da categoria. A
primeira etapa foi realizada entre os dias 11 e 15 de abril, na
Praia da Ferrugem, Garopaba, litoral sul de Santa Catarina.
O evento atrai uma grande quantidade de pessoas e para amenizar
o impacto que isso traz ao meio ambiente foram colocados depósitos
de lixo atrás da estrutura. Além disso, na areia da
praia, em frente ao evento, havia várias lixeiras feitas
com material natural. Essas ações facilitam o trabalho
dos voluntários da ong e deixam o evento mais limpo e ecologicamente
correto.
Todo o lixo coletado durante o campeonato foi destinado a uma usina
de reciclagem. Com isso, a SOS Praias Brasil, pretende cada vez
mais ajudar a melhorar a relação Homem/Natureza, mostrando
que com atitudes simples é possível agir com eco eficiência
e auxiliar a população na busca de um mundo melhor.
Para isso, é preciso dar uma atenção especial
ao aquecimento global, que está sendo alvo de toda a mídia
e que, cada dia mais, aponta o homem como o principal responsável.
"Há mais de 20 anos venho trabalhando, alertando a população
para o uso inteligente da água e prevenção
do desmatamento da vegetação costeira, muito importante
na contenção do avanço do mar, já que
com o derretimento progressivo das geleiras, ele vem continuamente
avançando sobre a terra", alerta Marcelo Marinello,
fundador na ong.

Surf Terapia
é atração em evento de reabilitação
em São Paulo
Robson Careca participa
de Feira Internacional
A VI Feira Internacional de Reabilitação
e Tecnologias e Acessibilidade para portadores de Necessidades Especiais
e Educadores do setor será realizada entre os dias 12 e 15
de abril em São Paulo, no Centro de Exposições
Imigrantes. A feira, que terá entrada gratuita, é
destinada para pessoas com qualquer tipo de deficiência, familiares,
profissionais da área, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Para completar o evento, mais uma vez a Ong Surf Especial com o
Projeto Mão na Borda, idealizado por Robson Careca, portador
de necessidades especiais, estará presente em estande de
16 metros quadrados. O objetivo é divulgar o esporte, levar
informações e conhecimentos de técnicas abordadas.
O projeto Surf Especial tem como objetivo a inclusão
social do portador de necessidades especiais ao fascinante mundo
do esporte, de estar em contato com a natureza e o mar. E principalmente
o surf, que nos proporciona uma qualidade de vida, alegria e bem
estar, explica o idealizador.
Robson Jerônimo de Souza, mais conhecido como Careca, de 37
anos, uma das atrações da Feira, é surfista
especial. No ano de 1998 sofreu um acidente de carro voltando do
Litoral Norte de São Paulo, ficou paraplégico, mas
não desistiu. Continuou no esporte e hoje trabalha com o
surf como reabilitação e inclusão social para
pessoas especiais.
Atualmente ele possui um Clube de Surf na Praia da Baleia, em São
Sebastião, para onde vai toda semana, uma vez que mora em
São Paulo, Capital. Todos os atletas filiados possuem algum
tipo de deficiência física. Além disso, Robson
pratica outros esportes adaptados como natação, remada
oceânica em prancha, frescobol, rapel, bóia cross,
todos com acompanhamento de profissionais.
Esse projeto consegue levar para as pessoas que nunca tiveram a
oportunidade de praticar o esporte e entrar em contato com o mar,
além de proporcionar prazer, informação, qualidade
de vida, companheirismo e amor ao próximo.
O Centro de Exposições Imigrantes está localizado
na Rodovia dos Imigrantes, Km1,5, Jabaquara Telefone: 5067-6767.
O projeto Mão na Borda estará nos estandes 807 e 809.
Palestra Educativa Robson Careca sempre participa de eventos
para divulgar seu projeto e mostrar a superação que
existe em praticar esportes radicais com necessidades especiais.
No mês de março, a convite da Coordenadora do curso,
Professora Chystianne Simoes Frug, o atleta proferiu uma palestra
de surf, com mais de dez horas de duração para alunos
de Pós Graduação de Especialização
em Educação Física Adaptada para Populações
Especiais, Qualidade de Vida e Saúde na Universidade FEFISA,
em Santo André.
Robson ressaltou a importância do Surf Adaptado no mar e remada
em prancha no rio, represa, lago, lagoa e piscina. Para alunos e
futuros adeptos ensinou técnicas de salvamento, resgate e
inclusão dentro dessa nova modalidade esportiva para pessoas
com algum tipo de limitação.
Além disso, incentivou educadores, alunos, simpatizantes
e familiares a usufruir do surf, do mar, da praia e da natureza
como fonte de reabilitação interna e externa para
o corpo. A lição que podemos tirar disso tudo
é a necessidade de saber aproveitar a vida com prazer e alegria,
conclui Careca.
Para obter mais informações sobre o trabalho do atleta
basta acessar o site: www.surfespecial.com.br.

SKATE - Sandro Dias é o campeão
do Oi Vert Jam 2007
Por Sandra Moura
Vencedor do Oi Vert Jam em 2002, o tetracampeão
do mundo Sandro Dias repetiu a proeza em 2007, no Parque dos Patins,
na Lagoa Rodrigo de Freitas. Conquistando seu segundo título
na competição que abre o Circuito Mundial deste ano.
Bob Burnquist ficou com o segundo lugar.
No evento que aconteceu num domingão e reuniu cerca de quatro
mil pessoas, Sandro ficou com duas medalhas de ouro: uma na disputa
individual e a outra formando dupla ao lado do paulista Cristiano
Mateus.
Cada skatista tem direito a três voltas de 45 segundos em
uma final de campeonato. Foi a volta perfeita de Sandro que definiu
sua vitória. O skatista foi mais alto e com a eficiência
de sempre pontuando 90,7. Levou a melhor.

A ascensão do kitesurf
no Brasil
Atletas brasileiros se
destacam em campeonatos internacionais
Texto: Samyra Fontes/Foto: Maurício Val/Fotocom.net
O kitesurf é um esporte aquático que vem crescendo
cada vez mais no país. É uma mistura de windsurf
com esqui, wakeboard, surf e vôo livre.
O praticante desliza sobre a água em uma prancha, puxado
por uma pipa, impulsionada pelo vento. No mar ou no ar, de acordo
com a velocidade do vento o atleta pode executar diversas manobras.
Inventado em 1985 por dois irmãos franceses: Dominique
e Bruno Legaignoux, o kite só chegou ao Brasil na década
de 90.
Hoje, o esporte vem ganhando adeptos no mundo inteiro e tornando
amadores em atletas profissionais. É o caso da kitesurfista
Caroline Freitas(foto), tricampeã brasileira em 2002, 2003
e 2004 e campeã sul-americana. Carol pratica kitesurf há
cinco anos e meio e já conquistou vários títulos
importantes na sua categoria.
Outro brasileiro que tem tudo para ser um dos tops do mundo é
o carioca Reno Romeu de apenas 16 anos. Reno é considerado
um dos melhores kitesurfistas da atualidade. Está em quarto
no ranking brasileiro e entre os dez melhores do mundo. Na etapa
do Piauí, pelo Campeonato Brasileiro de 2006, ele ficou
em primeiro lugar desbancando atletas de ponta. Reno vai brigar
por títulos nacionais e internacionais: minha meta
é conquistar o Sul-Americano e o Circuito Mundial desse
ano, afirma o carioca que já está pronto para
as competições. Reno Romeu vai participar do Sul-Americano
que vai ser realizado no dia 16 de Fevereiro, no Chile.
Vamos torcer para que um brasileiro suba no lugar mais alto do
pódio.

Escolinha Junior Negão
Em
31/03, a partir das 14h, e na manhã de 01/04, vai acontecer
a comemoração dos 10 anos da Escolinha de Futebol
de Areia do Júnior Negão, em frente ao Hotel Meridian.
No evento serão realizados jogos nas categorias sub-11,
sub-13, sub-18, e outros com crianças de 4 e 5 anos.
Junior é um dos jogadores que possui mais títulos
da Copa do Mundo de Futebol de Areia e realiza um trabalho social
onde quase todos os alunos são das comunidades carentes,
principalmente do Leme, bairro onde ele mora há 42 anos.
Júnior, que marcou nove gols na Copa do Mundo, além
de sua escolinha atual, está organizando outra escolinha
de futebol de areia, visando gerar mais oportunidades às
crianças carentes.

Camillinha campeã de vôlei feminino
mundial sub-21

Com 21 anos, a atleta e campeã com vários títulos
já jogou vôlei de quadra pelo Tijuca Tênis
Clube, Clube de Regatas do Flamengo e também representou
a seleção carioca. "O vôlei é
a minha paixão... Quando estou jogando parece que a vida
é feita só de momentos bons. Mesmo perdendo algum
jogo eu saio da partida de alma lavada, porque é o que
eu gosto mais de fazer", afirma a jogadora. Sobre a valorização
do esporte a atleta é taxativa: "infelizmente ainda
não valorizam e respeitam o vôlei como deveriam.
Dizem que o Brasil é o país do futebol. Para mim
é o país do vôlei. É maravilhoso ligar
a TV e assistir a seleção masculina adulta vencendo
a liga mundial. Espero que todos os brasileiros comecem a valorizar
esse esporte. Afinal, nós somos o melhor vôlei do
mundo!".

Rodrigo Koxa parte para o Tahiti

Depois de um bom treino em Jaws ao lado de Romeu
Bruno, big rider segue em busca do maior swell no arquipélago
da Polinésia Francesa
Quem vive atrás das ondas gigantes não pára
de viajar, e nem pode. Para evoluir no esporte e aumentar o nível
de confiança, além do preparo físico para
suportar montanhas líquidas, muitas vezes maiores que prédios
de três andares, precisa estar onde essas vagas gigantescas
aparecem. O big rider Rodrigo Koxa, de 27 anos, radicado na cidade
de Guarujá (SP), tem se dedicado ao máximo para
desbravar essas ondas. Após uma boa temporada no Hawaii,
ele já está no Tahiti, a espera de um grande swell.
"Estou muito contente em poder surfar constantemente ondas
grandes e com material de ponta. Eu sempre sonhei com isso",
relata Koxa, que acumula viagens desde os seus 13 anos de idade
para vários lugares como Puerto Escondido, no México,
na Indonésia e para as ondas geladas de Mavericks, na Califórnia.
Nesta última temporada havaiana, ele tirou a sorte grande.
Foi treinado por Romeu Bruno, um dos big riders mais respeitados
na modalidade, que iniciou grandes nomes como Carlos Burle, Eraldo
Gueiros, entre outros, no tow-in.
Romeu é o mais experiente de todos nós e
sabe se impor diante do trânsito de jet-ski na hora de puxar
para entrar na onda. Treinamos bastante em Jaws e abracei essa
oportunidade com muita dedicação para fazer jus
à experiência que ele já tem, diz consciente.
"Este ano, não rolaram ondas muito grandes como os
mega swells de 70 pés, mas tivemos boas ondas com tamanhos
consideráveis para lavar a alma, continua Koxa que
ficou nas ilhas havaianas por três meses. Deu para
surfar bastante em Jaws em mares de 40 pés e conhecer melhor
essa onda.
Para o experiente Romeu Bruno, de 42 anos, a parceria com o Rodrigo
está em boa sintonia. Temos personalidades que geram
uma boa energia. A diferença de idade é positiva,
ele está começando, sempre pilhado, me incentivando,
mostrando respeito e dedicação. É sangue
novo, tem surf e sabe pilotar, analisa o mestre de olho
no futuro. Existe espaço para nós dois evoluirmos
tanto no surf quanto na pilotagem. Apesar de ter mais experiência
que ele, estou aprendendo muita coisa com o Koxinha dentro e fora
dágua, reconhece o tenente, ex-salva-vidas
havaiano.
Poder surfar ondas gigantes com quem entende do assunto, onde
o parceiro se torna peça fundamental para a segurança
e a boa escolha das ondas, é o desejo de qualquer surfista.
Ele me ensina tudo. Até as coisas que já sei,
ele me ensina de novo, do jeito dele. Eu sempre ouço atentamente.
Aprendo muito nos resgates, pois ele é o cara que ensinou
geral e dá cursos de resgate em jet-ski para o corpo de
bombeiros do Brasil, diz com orgulho o aprendiz, sabendo
da importância dessa parceria. Não vejo muito
as pessoas elogiarem os pilotos de tow-in, mas todo mundo quer
ter o melhor piloto.
Já no Tahiti, Rodrigo Koxa se sente em casa. Contando
com uma estrutura que montou no ano passado, com casa, carro,
barco e jet-ski, ele tem tudo para esperar as maiores ondulações.
"Quero outro mega swell em Teahupoo", desafia o big
rider que passará mais três meses no arquipélago.
Apaixonado pela onda que quebra em cima de uma rasa bancada de
corais, ele torce para ter a mesma sorte de 2006. "Esperei
seis meses para pegar aquele swell e foram os melhores dias da
minha vida", recorda o atleta sobre as grandes ondas que
surfou no começo do mês de outubro.
Disposto a representar o País entre os praticantes de
tow-in, Koxinha sabe o tamanho da responsabilidade. Cada
vez mais amo o tow-in e a energia de surfar essas ondas. Essa
modalidade não é brincadeira e é preciso
treinar muito para, na hora do dia grande, não haver erros.
O sucesso do tow-in é o entrosamento com muita harmonia
entre o piloto e o surfista, ensina.

Segurança em alto
mar
Brasileiros realizam no Hawaii curso de
navegação em jet ski
O número de surfistas dispostos a se aventurar
em ondas grandes através do tow-in vem crescendo a cada
ano. Apesar do uso de jet ski ser aconselhável somente
em ondas em que o surfista não consegue entrar remando,
muitos insistem em colocar em risco a vida de outras pessoas,
quando o mar ainda oferece condições de surf de
remada. Todavia, no Hawaii, o critério para a prática
de tow-in é rigoroso.
Para praticar o esporte rebocado é necessário que
o condutor do jet ski esteja devidamente habilitado e conheça
os códigos de ética do tow-in. Para um seleto grupo
de brasileiros big riders essa preocupação acabou.
No último final de semana, dias 10 e 11 de fevereiro, foi
realizado na ilha de Oahu, o curso de tow-in que permite a navegação
em jet sky de forma segura e legalizada. O curso acontece somente
três vezes por ano no Hawaii.
Ministrado por Sam Pa'e e Ian Masterson, da Association of Professional
Towsurfers (APT), os brasileiros Alexandre Haigaz, De da Barra,
Rodrigo Koxa, Daniks Fischer e Maria Bela, mais o californiano
Antony Tashinick concluíram o curso e receberam o certificado.
Agora, eles podem participar das competições de
tow surf, onde é exigida a habilitação. A
multa havaiana para quem pilota jet ski sem a carteira é
de mil dólares.
Para o vicentino Daniks Fischer, que está no Hawaii há
três meses, a conclusão era o que faltava para ele.
"Finalmente pude fazer esse curso. Agora posso pilotar o
jet ski tranqüilo, sabendo que estou adequado às leis
e ao código de ética do tow-in". O jundianse,
radicado no Guarujá, Rodrigo Koxa, também aproveitou
bastante as aulas teóricas. ''Foi um curso bem produtivo,
e ressalta a importância de respeitar mais o oceano'', diz
o big rider.
Segundo Maria Bela, o curso serviu para tirar suas dúvidas.
"Fiz bastantes perguntas e os instrutores foram muito atenciosos.
Me dou por satisfeita", comemora. Para o paulistano Alexandre
Haigaz, que faz dupla em Jaws com o argentino Daniel Silvagny,
as aulas acrescentaram mais conhecimento. "Aprender nunca
é demais. Os caras são muito bons e sempre tem uma
coisinha nova para assimilar".

Jaws
mostra sua força
Ondas gigantes proporcionam bom
treino para
os brasileiros no primeiro swell do ano
Na última semana, entre os dias 23 e 24 de janeiro,
a ilha de Maui, no Hawaii, recebeu a primeira grande ondulação
do ano. Ondas que variavam de 30 a 40 pés de face quebraram
sem parar no famoso pico de Jaws, considerado um dos mais difíceis
e perigosos do mundo. Para surfar essas ondas oceânicas,
somente surfistas preparados e bem treinados. Entre o grupo de
brasileiros que despencaram ladeira abaixo, se encontra Rodrigo
Koxa, que tem se dedicado ao máximo para alcançar
o seu objetivo.
Aos 27 anos de idade, Koxa, ao lado de vários brasileiros,
viu de perto o poder dessas ondas. Esse último swell
foi alucinante. Perdi as contas de quantas ondas eu peguei. Jaws
está começando a mostrar o seu potencial e isso
não tem preço. Agradeço a energia desse local,
vibra o surfista radicado no Guarujá, São Paulo,
que já espera mais uma ondulação. Hoje
(dia 29), já está grande e com muito vento, mas
o maior dia será nesta terça-feira. É adrenalina
total, avisa o big rider.
Em companhia de seus amigos, ele comemora as boas ondas. A
galera marcou presença no melhor estilo. Foram dois dias
de surf de muita qualidade, os melhores da temporada até
então. Todos os brasileiros presentes fizeram seu papel,
apesar do crowd. Entre eles estavam Romeu Bruno, Jorge Pacelli,
Haroldo Ambrósio, Carlos Burle, Eraldo Gueiros, Chico Prado,
North Shore, Yuri Soledade, Daniks Fischer, Alfredo Villas Boas,
De da Barra, Cantone, Alexandre Haigaz e Andrea Moller.
Quem também festejou e muito as grandes ondas de Jaws
foi Jorge Pacelli, 42 anos. Estávamos esperando por
esse swell há um tempão. Graças a Deus, ele
chegou para alegrar a todos. Foi bem legal, disse o guarujaense.
Romeu Bruno, pioneiro na modalidade entre os brasileiros, endossa
a opinião do amigo. Esse swell serviu para aquecer
a galera. Agora estamos na expectativa para essa próxima
ondulação que já está chegando,
comenta o surfista que também acumula 42 anos de idade.
Para encarar o trânsito de jet-ski e manter a segurança,
foi necessário organizar quem é que ia primeiro
nas ondas. Jaws já está um pouco saturado.
Tinha muita gente na água, mas os brasileiros estão
se reunindo e esquematizando uma ordem de prioridade de acordo
com a chegada no outside, explica Rodrigo. Às
vezes rola um estresse quando chega a série, mas a galera
tem conversado no espírito de amizade, que é a real
raiz do surf. Estão todos conscientes e priorizando algumas
regras.
Devido à dedicação de cada um deles e a
vontade de superar as ondas de Jaws, os resultados positivos são
visíveis. Estamos bem focados nesta onda. Na minha
opinião, os brasileiros foram os melhores dentro da água
nesse último swell. Em cada temporada, percebo que eles
estão mais focados no tow surf, analisa Koxa, reconhecendo
o valor de cada um. Tenho visto ondas boas da galera toda.
Entre os que se encontram aqui, são, com certeza, uma grande
fatia dos melhores surfistas de tow-in do Brasil.
Disposto a fazer parte desta seleta lista, Rodrigo Koxa vem recebendo
orientações do mestre Romeu Bruno. Romeu é
o mais experiente de todos nós e sabe se impor diante do
trânsito de jet-ski na hora de me puxar para entrar na onda.
Temos treinado bastante e abraço essa oportunidade com
muita dedicação para fazer jus à experiência
que ele já tem, promete feliz com a fase que está
vivendo. Estou amarradão por fazer parte dessa nata
de big riders brasileiros. Sempre quis isso, estar surfando constantemente
nessas ondas e ainda mais com essa galera black trunk.

Brasil levanta a taça outra
vez

A seleção canarinho venceu pela décima vez
o Campeonato Mundial de Beach Soccer. Renovada, a equipe dos veteranos
Junior Negão e Benjamin mostrou, mais uma vez, que o futebol
brasileiro é uma potência também nas areias.
O evento teve apoio e organização da FIFA pelo
segundo ano consecutivo, desde que a entidade internacional decidiu
que seria a responsável pelo Futebol de Areia. Copacabana
foi o palco da vitória sobre o vice-campeão Uruguai.
O terceiro lugar ficou com a França e Portugal conseguiu
apenas o quarto lugar.
O
português Madjer, com 21 gols, ganhou a Chuteira de Ouro.
O artilheiro da Copa foi eleito, pelo segundo ano consecutivo
e conquistou a Bola de Ouro. Os brasileiros Benjamin e Bruno também
foram premiados. Benjamin, com 12 gols, ganhou a Chuteira de Prata
e a Bola de Prata; Bruno, com 10 gols, ficou com a Chuteira de
Bronze e a Bola de Bronze.
Mais uma vez moradores e visitantes de Copacabana puderam acompanhar
o mais importante campeonato da modalidade.

Teahupoo abraça Koxa
Assim
que chegou ao arquipélago, Rodrigo Koxa surfou as maiores
ondas ao lado de lendas vivas do tow in o big rider Rodrigo do
Espírito Santo, de 25 anos, deixou o Brasil no último
dia 7 de outubro. O destino foi o Tahiti, na Polinésia
Francesa. Rodrigo Koxa, como é conhecido, está em
busca de surfar as maiores ondas que surgirem em Teahupoo. A vaga
assusta os mais experientes, devido a sua força e volume
dágua que quebra a poucos metros de uma afiada bancada
de corais. Apesar do risco, o surfista nascido na cidade de Jundiaí,
interior de São Paulo, está determinado em alcançar
o seu objetivo.
Equipado com novas pranchas para a prática de tow-in (surf
rebocado), feitas pelo seu shaper Alexandre Akiwas, que embarcou
junto com ele, Koxa tirou a sorte grande. Nos últimos dias,
a bancada recebeu mais um swell perfeito, grande e perigoso. Foi
um dos melhores momentos da minha vida. Nos últimos três
dias, rolou um swell gigante e perfeito em Teahupoo, vibra
o brasileiro, que está em sua quarta temporada no Tahiti.
Desde o começo do ano, Rodrigo vem planejando essa viagem.
No mês de abril, ele esteve no arquipélago e montou
a estrutura que precisa para o seu desafio. Ao lado de seu parceiro
de tow in, Vitor Faria, ele comprou um jet ski e um barco. Investimos
no que precisávamos. Hoje, temos uma boa estrutura no Tahiti.
Conseguimos uma casa como base, que é de um amigo nosso,
um carro novo, um barco e um jet ski potente, revela.
Graças a essa estrutura, ele surfou as maiores ondas ao
lado de lendas vivas do esporte. Os havaianos Garrett MacNamara
e Kealii Mamala, uma das duplas mais conceituadas do mundo no
tow in, estão sem jet ski no Tahiti. Como o Vitor não
veio, montamos um time, comenta Koxa. Quem também
se aliou à equipe foi o brasileiro Buzzy Mendonça,
que é salva-vidas no Hawaii.
Segundo MacNamara, ele disse que nunca tinha visto Teahupoo quebrar
por três dias seguidos, ondas perfeitas de 15 pés,
que começou no domingo, dia 15. Foram os dias mais
inacreditáveis. Tive a oportunidade de ser puxado por um
dos melhores surfistas do mundo, diz satisfeito o jundiaiense.
Nas ondas, Koxa usou uma prancha Akiwas, 55 de tamanho.
Ela está no pé, é muito boa,
comemora.
Em casa Assim que chegou no Tahiti no mês de abril,
Koxa planejava ficar até o mês de novembro. Infelizmente,
não foi possível renovar o visto e permaneceu no
arquipélago somente por três meses. De volta ao Brasil
no começo do mês de julho, ele, por pouco não
pegou outro grande swell que aconteceu no final do mesmo mês.
Tínhamos planos de voltar logo, mas não conseguimos
o visto.
Em casa, ele aproveitou para acertar as pranchas com o seu shaper.
Akiwas é um profissional da nova geração.
Ele está fazendo um bom trabalho. No intuito de estudar
melhor as ondas de Teahupoo e acertar nas medidas dos foguetes,
o shaper viajou para o Tahiti. Existem pranchas boas para
tow in, mas não há divulgação sobre
as especificações. Por isso ele está comigo
para colher essas tendências e informações,
comenta. Eles pretendem ficar no Tahiti até o mês
de dezembro, indo em seguida para o Hawaii.
Raiz do surf Acostumado a viajar pelo mundo atrás
das maiores e melhores ondas, o big rider Rodrigo Koxa tem uma
atração especial pelo Tahiti. O pessoal do
Tahiti é energia pura. Eles te vêem na rua e cumprimenta.
É o Hawaii de 30 anos atrás, compara.
Rodrigo do Espírito Santo nasceu na cidade de Jundiaí,
interior de São Paulo. Aos dois anos de idade se mudou
para o Guarujá, litoral do Estado, e hoje é um dos
grandes nomes da nova geração de surf de tow in.
Além das temporadas no Tahiti, o atleta acumula várias
outras no México, na Indonésia e no Hawaii, além
das ondas geladas de Mavericks, na Califórnia.

Soberana dentro e fora da água
Dona
de títulos almejados por qualquer surfista, Andrea Lopes
é exemplo de superação e se mantém
no topo
Quem é rainha nunca perde a majestade. A surfista Andrea
Lopes, 32 anos, é exemplo disso. Pegando onda desde os
treze anos de idade, ela se mantém na elite do surf nacional
há anos. Campeã absoluta da primeira etapa do Super
Surf, ela parte para a segunda, decidida a manter a liderança.
A carioca vem acompanhando o crescimento do esporte e vibra com
os resultados. Para ela, circuitos como o da Petrobrás
é um grande avanço na modalidade. "Esse Circuito
é inovador e um dos maiores passos na categoria",
comemora a atleta que tem contrato vitalício com a fábrica
de blocos Bennett. Para ela essa evolução é
fruto de muito trabalho, o interesse de meninas na moda surfwear
e a procura da mídia. "É uma bola de neve,
a tendência é crescer mais".
Com um currículo invejável, Andrea é dona
de títulos que enchem os olhos de qualquer jovem surfista.
Suas conquistas vão desde tricampeã brasileira profissional
à campeã do WCT, na etapa do Rio de Janeiro. Por
sua trajetória, a surfista tem servido de espelho para
muitas meninas que descobriram o esporte mais tarde.
Tais de Almeida, 21, atual campeã do Circuito Petrobrás
de Surf Feminino na categoria Profissional, e segunda colocada
no Super Surf, é uma das jovens surfistas que tem Andréa
como exemplo. Ela, por sua vez, sempre se espelhou em meninos,
mas vê Tais como um dos grandes nomes do País. "Ela
precisa correr o circuito mundial logo, não pode perder
tempo. O Brasil é pequeno para nós que surfamos",
aconselha.
Andrea disputou o seu primeiro circuito mundial com 17 anos.
Nesse momento, ela percebeu que seu nível técnico
estava bom, mas precisava aprender a competir. Os anos seguintes
foram prova de seu amadurecimento profissional. A atleta chegou
a entrar para as Top 16 e levava uma vida cada vez mais moderada.
Muito exigente, ela entrou em um ritmo rigoroso de treino.
A surfista tinha horário para tudo, inclusive para comer.
Essa atitude resultou em uma anorexia e uma crise estomacal. "Na
época eu tinha 20 anos e minha auto-cobrança me
esmagou", relembra. Por conta da doença, Andréa
chegou a pesar 38 Kg e foi obrigada a ficar um ano e meio longe
das competições. "Fiquei louca quando me proibiram
de fazer o que eu mais gostava, mas isso fez com que eu resgatasse
a minha força".
A profissional conta que a sua fase de recuperação
foi diferente. Ela não estava mais focada em suas responsabilidade
no circuito mundial, e sim nos seus valores de vida. "Saia
para me divertir, namorava muito e surfava sem pressão",
explica. Isso fez com que Andrea voltasse a seu peso rapidamente.
"Cheguei a ficar um pouco acima, mas para recuperar precisei
comer sem culpa e curtir a vida".
Com 60 Kg e de volta às competições, Andrea
provou que nunca perdeu a sua soberania. Logo quando regressou
às águas, foi campeã paulista e tetracampeã
brasileira. Centrada, a carioca da gema mostrou que para ser rainha
não bastam apenas grandes resultados. "Títulos
são importantes, mas é conseqüência de
dedicação, superação, humildade e
principalmente cuidado com a saúde", alerta.
"As pessoas não acreditaram quando me viram de volta",
se emociona. Hoje a atleta coloca a sua saúde em primeiro
lugar e aprendeu a controlar a auto-cobrança. "Naquela
época eu precisava buscar valores de vida e isso fez com
que os resultados viessem naturalmente". Atualmente, Andréa
tenta combinar três características: leveza, agilidade
e força. "Tenho o que preciso: agilidade e explosão",
explica.
Para manter a forma e o ritmo de treino, a profissional pratica
musculação três vezes por semana, faz isometria,
yôga, natação, alongamento e muito surf. Para
a segunda etapa do Super Surf, que acontece entre os dias 24 e
28 de maio, Andrea diz que não mudou seu treino. "Só
faço algo diferente quando tenho um intervalo longo entre
as competições, isso será depois da etapa,
não terei férias".
Caminho - A estratégia da carioca nos campeonatos é
não criar expectativa. Ela procura se concentrar em cada
dia, cada onda e cada bateria. "Procuro estar em paz para
nada atrapalhar. Surfo em sintonia com a natureza procurando o
que o mar tem a me dizer, o título é conseqüência",
afirma.
Amante do mar, a atleta diz que não pensa em parar de
pegar onda. "Paro de competir quando acabar o tesão
por campeonatos, mas quero continuar surfando até morrer",
avisa.
Andrea, que nunca sofreu preconceito por ser surfista, ensina:
"Respeitar e ser respeitada sempre". Para ela foi normal
praticar o esporte, mas percebe que sua vida tomou um rumo diferente
da vida de suas amigas. "Converso com elas e vejo que umas
são mães, outras têm trabalhos estressantes
e o meu caminho não foi assim, porém, sou muito
feliz no que faço", festeja.
Contar toda essa história de vida em um filme será
o próximo desafio da atleta, que está em busca de
parcerias. Atualmente, Andrea Lopes é patrocinada pela
Bennett, Miss Sirena, LuiLui, BumBum Bikinis, Central Surf e apoio
da Pro-Lite e Spoletto.

Festa da Equipe Geração contou
com a participação de jogadores profissionais como
Adílio, Andrade, Donizete, Vivinho, Paulinho Pereira, Magal,
Wallace e nosso ex-aluno Rodrigo Souto.

Volta ao mundo de bicicleta - Leia mais sobre
a viagem
O Jornal Copacabana recebeu a visita de Mario Gerth, ciclista
alemão que está dando a volta ao mundo. Saindo da
Alemanha, Mario e Tornsten Büttner, seu companheiro de aventura,
já passaram pela Rússia, Mongólia, China,Tibet,
Nepal, Índia, Malásia, Indonésia, Austrália,
América Latina.
O último trecho será agora, da Cidade do Cabo,
na África do Sul, cruzando até o norte e dali para
Itália e retornando à casa, quando se dedicará
ao livro da aventura, com mais de 5mil fotos.
Perguntado sobre Copacabana, a idéia que Mario fazia era
de uma praia deserta, paradisíaca, repleta de palmeiras,
a realidade o assustou. Mesmo assim, gostou da diversidade encontrada.
Mais informações no www.abgefahren2004.de

Campeonato Mundial para Cadeirantes e Amputados
Parte da equipe mexicana conhecendo e se divertindo em Copacabana
ENVIE OS DADOS DA SUA ESCOLA
DE ESPORTES EM COPACABANA

HANDEBOL COPACABANA
Aulas com o Professor Sérgio Guimarães
RMEC em Licenciatura Plena MEC - 18890
Na areia - Praia de Copacabana - Avenida Atlântica em frente
a Rua Bolívar.
Quartas e sextas das 17:00 às 19:30 horas - Qualquer idade.
Aos sábados das 15:30 às 17:30 horas - Qualquer
idade.

Lécio Batista, profissão skatista
Atleta profissional há 7 anos, o paulista
é referência para a nova geração.
Tudo
começou por conta de uma curiosidade, virou vício
e logo profissão. A relação entre o skate
e o paulista Lécio Batista começou há 17
anos por acaso. Pode-se dizer que foi amor à primeira andada.
Foi com um skate emprestado, aos 14 anos, que ele experimentou
a sensação de andar sobre rodinhas.
Hoje, muito mais ousado em suas manobras e com muita história
para contar, Lécio Neguinho, como é conhecido, vê
o quanto valeu a pena ter apostado na profissão de skatista.
"Comecei andando no meu prédio com um amigo, o Paulinho.
Nunca tinha visto, então pedi para tentar andar",
recorda.
Depois da primeira vez, ele não parou mais. Cada dia que
passava, mais crescia a vontade de evoluir no skate. "Foi
uma doideira. Eu chegava correndo do trabalho e ia direto na casa
do meu amigo pedir emprestado para andar. E deu no que deu, acabei
virando profissional", comenta o skatista que na época
trabalhava em uma indústria montando máquinas e
produzindo fios.
Dono de um carisma contagiante, Neguinho é referência
para os atletas da nova geração e mostra que está
em sintonia com a galera, passando a vibe do esporte. "Desde
lá, sempre estive envolvido no esporte". Além
de andar de skate, há 10 anos trabalha montando pistas
e às vezes atua como juiz em campeonatos da modalidade.
Atleta profissional desde 1998, atualmente Lécio é
o oitavo no ranking Mundial de Vertical, sendo o quinto melhor
brasileiro. No mês passado, ele participou da perna européia
do Circuito Mundial, a World Cup of Skateboarding (WCS). "Fui
muito bem nos três eventos que participei, indo para a final
de dois deles", analisa.
Essa foi a quarta vez que o skatista correu o Circuito Europeu
e onde teve a melhor atuação de sua carreira. Ele
faturou a best trick, onde é premiada a melhor manobra,
executando um switch frontside rodeo 540, em dois eventos.
Para Lécio Neguinho, o Brasil possui vários talentos
no skate, que representam bem o país lá fora. "Para
os brasileiros, não tem mais essa de que os gringos que
são os melhores. Porque neste momento, somos nós
os gringos para eles", avalia. Ele conta que quando chegam
nos eventos, os skatistas de outros países logo ficam atentos.
"Eles falam assim: Nossa! Tem brasileiro na área",
comenta.
De volta ao seu lar - São muitas histórias vividas
junto com o carrinho. Porém, a vida de profissional exige
bastante dedicação do atleta. Para honrar com os
compromissos e competições, Lécio teve que
se acostumar com as viagens e dias longe da família. Só
este ano, ele viajou para a Alemanha, República Tcheca
e França, onde correu o Circuito Europeu. Antes, em maio,
esteve na Coréia do Sul e nos Estados Unidos.
Atualmente no Brasil, o skatista não planeja viagens internacionais
para os próximos meses. "Nem sei como administro tantas
viagens. Um mês antes de ir é aquela correria desenfreada.
Mas sempre dá tudo certo", agradece. Avesso a baladas,
o atleta diz que quando está no Brasil, prefere ficar em
casa com a família ou assistindo filmes de skate. "Sou
um cara muito tranqüilo", admite.
Para ele, dentre viagens, a mais especial é uma muito
simples. Descanso garantido e longe da maioria das coisas que
uma metrópole como São Paulo pode oferecer, Lécio
adora visitar a avó, que mora em uma cidade pequena do
interior de Minas Gerais. "Lá não tem telefone
e nem luz, e ainda, aproximadamente, há uns 10 metros da
casa dela tem um rio, onde adoro ficar deitado o dia todo",
lembra.
Porém, isso não tira o brilho de suas vitoriosas
viagens pelo mundo. Apenas faz lembrar o seu lado menino de ser.
"Respeito bastante todas viagens internacionais e seria difícil
escolher uma. É onde faço novas amizades e ando
em vários lugares com os meus amigos, que é irado",
finaliza. Lécio Batista conta com os patrocínios
da Tent Beach, Maresia, Mormaii, Stance Skateboard, Pro Read,
Rotatori Montagens.
Perfil do atleta
Nome completo: Lécio Batista da Silva
Apelido: Neguinho
Modalidade: Vertical
Melhores resultados: 8º lugar no Circuito Mundial na Coréia
em 2005; campeão da melhor manobra em dois eventos do Circuito
Mundial - perna européia em 2005; 4º no Circuito Red
Bull na Bahia; além de várias finais durante a carreira.
Onde nasceu: São Paulo
Onde mora: Santo André e São Paulo
Patrocínios: Tent Beach, Maresia, Mormaii, Stance Skateboard,
Rotatori Montagens
Quando começou no skate: Aproximadamente há 17
anos
Profissional: Há 7 anos
Onde treina: nas pistas da Tent Beach, empresa que me patrocina
Som preferido: não tenho frescura. Pode ser sertanejo,
samba ou axé. O que eu quero é andar de skate
Quando não está andando de skate: fico na loja
de informática do meu amigo Pacheco. Lá, converso
com ele e penso nas manobras que vou fazer na hora de treinar
Ídolo: São os meus amigos da sessão. É
com eles que me sinto bem, brincando e ao mesmo tempo, treinando.
Eles me ajudam na hora de corrigir as manobras que executo.

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