Rio das Flores - Ciclo do
Café
A
história do ciclo do café é contada para
os alunos das escolas de todo o Brasil. Os Barões reinaram
soberanos, dominando a economia brasileira. Para os mais curiosos,
há uma maneira de conhecer de perto como foi esta época,
onde o escravo era mão-de-obra garantida e a riqueza, prioridade
de quem dominava a região do médio Paraíba,
no Vale do Ciclo do Café, no Sul do estado do Rio de Janeiro.
Rio das Flores é uma das cidades que compõem esta
região, que, hoje, tem como fonte de renda a agropecuária.
A colonização efetiva, no entanto, deu-se durante
o século XIX. A terra fértil para o plantio do café
atraiu os primeiros grupos de colonizadores para a área
de Rio das Flores. Ao longo do século XX, com a queda do
ciclo, o mar de morros que, outrora, apresentavam
plantações de café, deu lugar a vastas pastagens.
A
cidade de Rio das Flores surgiu como o vilarejo de Santa Tereza
em 1851 (pertencente ao município de Valença). Tornou-se
cidade em 1929. O nome Rio das Flores foi dado em 1943, inspirado
no rio que atravessa a cidade.
Hoje, Rio das Flores continua pequena, com cerca de 8 mil habitantes,
apesar da área total ser de 477,662 km². A altitude
de 525m possibilita uma temperatura agradável para os amantes
do inverno. A cidade tem o maior número de fazendas preservadas
do Ciclo do Café e, ainda, uma curiosidade: Alberto Santos
Dumont, o pai da aviação, foi batizado na igreja
de Santa Tereza DÁvila em 1877.
Algumas fazendas preservadas oferecem serviço de Hotel,
com mobiliário e atendimento típicos da época
áurea do café, além das pousadas da cidade.
Os atrativos culturais são diversificados: Casa Grande
e Senzala, Museu de História Regional, Igreja da Matriz
de Santa Tereza DÁvila, São José das
Três Ilhas, com uma igreja de Pedra (construída pelos
escravos), entre outros.
As
cachoeiras são garantia de bom passeio. São oito
abertas ao público: Sta Clara, Funil, Guaritá, Dona
Nuti, Paraíso, São Leandro, do Amor, do Chuveirinho,
além do Balneário de Rio das Flores.
Para quem gosta esportes off road, os jeepeiros têm lugar
garantido na terrinha que tem trilhas com níveis de dificuldade
variados. Por isso, o Jeep Clube do Rio de Janeiro realiza provas
de regularidade, de superação da modalidade e/ou
passeios na região.
A cidade tornou-se uma referência no esporte do Kartcross,
com provas oficiais dos campeonatos da modalidade.
Tradicionalmente, os motociclistas promovem provas de Enduro
de Regularidade, como o Motoraid e a Trilha de Santa Tereza D´Ávila.
A caminhada é outra opção. O Circuito do
Mirante, por exemplo, entrou no terceiro ano oficialmente, mas
pode-se fazer o percurso a qualquer época. São 11
km de caminhada e o trajeto leva ao Mirante Boa Vista, passando
por belas cachoeiras.
O
ciclismo vem se desenvolvendo e, em 2005, sediou uma prova do
Campeonato Estadual.
Rio das Flores faz divisa com as cidades de Valença, Vassouras,
Paraíba do Sul e com o estado de Minas Gerais. Do Rio de
Janeiro pode-se pegar um ônibus para Valença na Rodoviária
Novo Rio. De lá, outro para Rio das Flores; ou ir de carro
pela Via Dutra em direção a São Paulo, subir
a serra das Araras e entrar em Piraí, pela RJ-145. Seguir
para Barra do Piraí e ficar atento às placas que
indicam a cidade de Valença. Na saída de Barra do
Piraí já se pode encontrar o nome Rio das Flores
na sinalização.
A visitação às fazendas do café são
feitas com hora marcada. Informe-se nos sites www.pmrf-rj.com.br
(Prefeitura Municipal de Rio das Flores) e www.riodasflores-artur.com.br
(Associação Rioflorense de Turismo) e boa viagem!
PERIGOSO:ESPÍRITO
AVENTUREIRO PARA CHEGAR
A UMA PRAIA PARADISÍACA
Texto e Fotos: Renata
Moreira Lima
Conta
a lenda, que há alguns anos, um bandido de alta periculosidade
fugiu da prisão e se refugiou numa praia paradisíaca
perto de Guaratiba. O tempo passou, não se sabe o que aconteceu
com o bandido, mas a praia foi batizada como Perigoso.
Para quem sai da Zona Sul é um longo trajeto até
chegar lá. Como todo paraíso, é difícil
o acesso. Tem que passar pela Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes,
subir a serra e seguir em direção à Praia
de Guaratiba.
Chegando no canto esquerdo da praia é só perguntar.
Você tem que subir umas adeiras até chegar à
trilha que leva à praia do Perigoso. O trajeto não
é muito longo, mas você fica, pelo menos 20 minutos
andando por uma paisagem privilegiada: mar de um lado e morro
do outro.
No
caminho você passa pela ilha do farol e pode avistar a pedra
da tartaruga muito antes de chegar à praia.
Chegando no Perigoso, a vista é a praia de Grumari, que,
de longe, fica pequena.
O canto direito é propício ao mergulho. Com uma
mascara, pé-de-pato e snorkel o aventureiro pode se divertir
vendo o que há de mais rico no mar, os seres que o habitam.
E não para por aí. A pedra da Tartaruga, além
de compor uma paisagem deslumbrante, é usada para a prática
do rapel. Perigoso e excitante para quem tem o espírito
aventureiro.
Se o visitante ainda tiver forças depois de tanta atividade,
pode voltar e continuar seguindo a trilha que chega ao Perigoso.
Mais adiante vai encontrar a Praia do Meio (famosa entre os praticantes
de trekking).
Para não morrer de fome, a dica é dar uma enfarofada
básica e levar algo para comer.
Fim de tarde chegando é hora de ir embora. Uma parada
no boteco com vista para Guaratiba e água de coco refrescante.
Daí é pegar o carro e voltar para casa.
Em dia de sol, a praia do Perigoso é um prato cheio para
quem gosta de praia, caminhada, mergulho e esportes radicais.
Praia do Sono
Texto e Fotos: Renata
Moreira Lima
Praia
do Sono: uma hora de trilha para chegar ao paraíso
A aventura começa na viagem de ida para a Praia do Sono.
Saindo do Rio, pode-se pegar a Av. Brasil ou a Barra da Tijuca,
Recreio dos Bandeirantes, subir a serrinha e ir em direção
a Santa Cruz.
De lá é só seguir as placas para Angra dos
Reis e Santos. Na BR101, a estrada Rio-Santos, o visual fica por
conta da mistura entre praia e morro. Seguindo para Santos, você
chega à Paraty, cerca de dez minutos depois fica a entrada
da Área de Proteção Ambiental do Cairuçú.
A estrada também leva à Trindade, outra praia paradisíaca
da região. Mas, para a Praia do Sono, o caminho certo é
para Laranjeiras. Há duas maneiras de chegar à praia:
de barco ou pela trilha na pequena vila de Laranjeiras, onde pode-se
chegar, também, de ônibus.
A dica é levar pouco peso ou pagar alguém para
levar as malas. Quanto mais pesada, mais difícil a trilha
que tem subidas e descidas íngremes. A minha mala arrebentou
nos primeiros 20 minutos.
Depois de uma hora de caminhada, cheguei à Praia do Sono.
A praia é habitada por pescadores e o visitante tem como
opção alugar uma casa ou acampar em algum dos diversos
campings, sombreados por amendoeiras, e situados ao longo da orla.
A população local foi formada por índios,
negros, chineses e europeus que habitavam ou passaram por uma
parte do litoral brasileiro. Hoje, cerca de 40 famílias
moram na praia. Além da subsistência na aguicultura
e na pesca, o turismo é fonte de renda.
Se optar pelo acampamento, como fiz, é imprescindível
levar velas ou lampião (não há luz elétrica),
não esquecer de uma lona para a barraca em caso de chuva,
fogareiro (ou prato feito a R$ 7,00) e água (comercializada
a R$ 3,00 o litro).
A Praia reserva ainda surpresas: cachoeiras e trilhas para outras
praias, como a que leva a Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra.
O Rio do Sono forma a Cachoeira do Cocal, outro espetáculo
da natureza, próximo à praia.
À noite fica por conta dos plânctons, que fazem
um verdadeiro balé fluorescente sobre o calmo espelho dágua
da Praia do Sono e do céu estrelado. Conta a lenda que
o nome Sono vem das montanhas que cercam a praia, fazendo o sol
nascer mais tarde e se pôr mais cedo.
Hora de deixar a praia e voltar para a realidade da cidade grande.
Com a mala arrebentada, optei pela volta de barco.
Este me deixou no luxuoso Condomínio das Laranjeiras,
onde peguei uma Kombi até um ponto de ônibus próximo
a vila onde ficou o carro. De lá, segui de volta ao Rio
de Janeiro. O lugar é paradisíaco, vale a pena conferir!

PASSEIOS PELA BAÍA DE
GUANABARA
Glória realiza diversos passeios com
Milton Teixeira.
Telefones: 2205-9043/8636-9142
TRILHAS DO MUNDO
O CICLISTA ALEMÃO
MARIO GERTH DÁ A VOLTA AO MUNDO
O
Jornal Copacabana recebeu a visita de Mario
Gerth, ciclista alemão que está dando a volta
ao mundo.
Saindo da Alemanha, Mario e Tornsten Büttner, seu companheiro
de aventura, já passaram pela Rússia, Mongólia,
China,Tibet, Nepal, Índia, Malásia, Indonésia,
Austrália, América Latina.
O último trecho será agora, da Cidade do Cabo,
na África do Sul, cruzando até o norte e dali para
Itália e retornando à casa, quando se dedicará
ao livro da aventura, com mais de 5mil fotos.

Perguntado sobre Copacabana, a idéia que Mario fazia era
de uma praia deserta, paradisíaca, repleta de palmeiras,
a realidade o assustou.
Mesmo assim, gostou da diversidade encontrada.
Mais informações no www.abgefahren2004.
hey copa-team....
After some hours in the bally of the airplane i arriveed in Capetown
(Cidade do Cabo), and ..... it's not Rio.....
but anyway, i had to organise some stuff and now i'm finally
ready to take off, in 2 days I will leaf Capetown and enter Afrika
! Yes, my legs are iching......I can feel it.....
you know, every night I have some dreams of Rio de Janeiro....I
don't know why....but I mean I had a pretty nice time in your
city.....
Say hello to all the guys in you office, I miss y very much....
See you next time my friend - in RIO !!!!!
Best regards, mario
I'm
fine and arrived in Zimbabwe, the 5. country in Afrika....Now
I realy feel like Afrika, southern Afrika is almost Europa, to
many white people, the culture, the rules - everything remembers
me in Europa - but now, here, is real black Afrika - and I like
it so much....
I send y some pics from the last few weeks...
Mamibwueste - is a desert in Namibia, the oldest desert in the
world, the dunes are great....even death valley is in the Namibia
desert....Katatura is the favela, from Namibia, I worked there
with children for 2 weeks....
Have fun with the pictures - and give me news.....I miss you
guys a lot....
Mario Gerth