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Morador de Rua
"Gostaria de pedir encarecidamente as autoridades do bairro de Copacabana que fosse até a Rua Belfort Roxo, esquina com Av Atlântica, onde uma senhora (moradora de rua) fixou residência. Esta senhora possui uma criação de gatos, cada vez maior, colocando em risco de doenças as pessoas que freqüentam a praça do Lido, principalmente as crianças. Lembro que esta senhora chegou ali há alguns anos naquela calçada com um guarda-sol e hoje ela tomou conta da calçada quase toda impedindo até pedestres de transitar, sem contar com o mau cheiro insuportável de gatos e suas fezes. Por favor, vejam que isso esta acontecendo quase na esquina de uma das avenidas mais lindas do mundo, Onde estão as autoridades de Copacabana? Porque não transferem aquela senhora para um abrigo onde ela possa ter mais condições de vida e os moradores, voltem a freqüentar a Praça do Lido, porque ela tem que viver com uma porção de gatos na esquina da Av Atlântica."
Ana - por email.
 
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Stella Freitas
sempre em cena

Por Renata Moreira Lima

 

São quase 40 anos de carreira, mas Stella Freitas garante que já atuava desde criança! Ela se divide entre o teatro, cinema e televisão. Atualmente faz a Virgínia, da novela Ribeirão do Tempo, da Rede Record e não para de trabalhar! É a terceira novela que emenda depois que saiu da Rede Globo. Dedicada e apaixonada pelo trabalho, Stella lembra com carinho das personagens que interpretou. Para o próximo ano, ela aguarda o lançamento do filme Corda Bamba, o final da novela, férias e um convite para estrear uma “peça maravilhosa”! Confira um pouco mais sobre Stella Freitas na entrevista ao Jornal Copacabana.

 

Renata Moreira Lima: Você completou 30 anos de carreira em 2002, mas nas pesquisas para a nossa entrevista, não encontrei seus trabalhos anteriores a 1977, quando participou do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Conte sua história.
Stella Freitas:
Na verdade, faço teatro desde 12 anos. Comecei no colégio, depois fiz curso de teatro e formei um grupo que durou anos. Faço teatro desde que me entendo como gente pensante! (risos).
Em 1972 fiz escola de Arte Dramática de São Paulo e algumas peças como A Morta, de Oswald Andrade. Vim para o Rio em 1976 com Os IKS, do inglês Peter Brook, com direção de Celso Nunes.
Quando terminou a temporada, quis ficar no Rio. Eu tinha feito, em São Paulo, o espetáculo Lição de Anatomia e ia começar a temporada carioca. Resolvi ficar e fazer a temporada no Rio. E foi um sucesso!
Acabei conhecendo algumas pessoas do meio artístico e a Globo me chamou para fazer um teste para Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Fui bem, mas a boneca teria que ser pequena, eu era grande para o papel. Acabei fazendo a Cuca. (risos). Fiquei durante três anos.
Esse teste foi muito legal porque o diretor Geraldo Casé me pediu para fazer o texto e eu disse a ele que eu não precisava de texto para fazer a Emília! Aprendi a ler antes de entrar no colégio, lia Monteiro Lobato. E improvisei! (risos). Cheguei em casa e a sala cheia de flores enviadas por Casé.
Eu estava sozinha no Rio, não conhecia muita gente. Para pagar meu aluguel, fazia teatro e televisão. Acabei “entrando” para a família e fui morar com a filha dele, a Regina Casé. Geraldo foi muito importante na minha vida, não me deixava parar. Eu adorava o Rio, mas era difícil e ele me incentivava a continuar aqui.


R.M.L.: Como foi fazer o Sítio em 2006, dessa vez falando para uma outra geração?
S.F.:
Fiz rapidinho dessa última vez. As crianças adoram o Sítio em qualquer geração! (risos). Antigamente a locação era em um Guaratiba, um sítio de verdade, com vacas que Dona Zilka Salaberry alimentava... Essa nova temporada era na Rede Globo.
O mais importante é que gosto de trabalhar, me divirto muito! Tenho sorte de “cair” sempre em bons núcleos. Na verdade, tenho capacidade de adaptação e sorte! Como agora em Ribeirão do Tempo.


R.M.L.: Fale sobre a sua personagem, a Virgínia.
S.F.:
Quando li a sinopse, ela não tinha nada de mais. Gostei da proposta porque o autor é muito bom e o núcleo teria atores muito bons também, como o Umberto Magnani, que faz o Ajuricaba, marido da Virgínia.
Hoje a personagem cresceu, passou da mulher do Ajuricaba para “A Virgínia”, que tem opinião! Estou vivendo o meu melhor momento na Record!


R.M.L.: Trabalhou praticamente toda a sua vida na Rede Globo. Como foi a transferência para a Record?
S.F.:
Como trabalho, é mais gostoso na Record. Na Globo tem a alta competitividade, inclusive entre os atores. Você é mais importante se faz a novela das 20h, 18h, ou 19h. Na Record tem uma torcida maior pelo trabalho do colega. Festejamos o sucesso do outro, mesmo que esteja em outra novela.
O que falta à emissora é visibilidade. O jornal O Globo é muito forte no Rio de Janeiro e nós aparecemos nele. Mesmo que eu faça uma peça, não publicam.
Além disso, acho que a emissora tem que divulgar mais a sua própria programação.
Mas como trabalho artístico prefiro a Record, podemos criar mais, não há diferenciação entre os atores, ficamos mais íntimos das pessoas com quem trabalhamos e a resposta do público é muito boa. Atores como Marcelo Serrado e Heitor Martinez mostram muito mais o seu trabalho, sua capacidade, na Record.

R.M.L.: Disse que está gostando de fazer a Virgínia. Quais personagens foram especiais para você?
S.F.:
Muitos (risos), mas posso citar: no teatro a Sonia, em Tio Vânia, de Howard Barker. Essa eu amei fazer! Na TV, a Dinalda, que era uma empregada muito engraçada, em Sassaricando. A Carolina, do quadro do Saraiva, Tolerância Zero, também era muito boa! Aprendi muito com o Francisco Milani. A Escolinha do Professor Raimundo, que só tinha humorista de alto nível. Chico Anysio foi um mestre para mim! Lembro que fiz um quadro com ele, a Lady Black. Ela tinha uma voz rouca e eu ouvia Cássia Eller para fazer aquela voz. Ela falava em verso e eu era toda pintada de preto. No cinema fiz, esse ano, a Maria Cecília, no filme Corda Bamba, sobre circo, que deve ser lançado em março de 2011, da diretora Lígia Bojunga. Pelo que filmei, acho que vai ficar ótimo! Maria Cecília é uma mulher muito severa, diferente de tudo que já fiz. Amei!


R.M.L.: E como diretora?
S.F.:
Adoro dirigir atores, mas não gosto de direção geral. Tenho a visão do ator, gosto de trabalhar com eles diretamente, já fiz isso algumas vezes.


R.M.L.: Você tem aquela chamada veia cômica. Como você se descobriu comediante?
S.F.: É verdade! Foi incrível! Eu interpretei a Celeste na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. Ela era apaixonada pela Grace Kelly e o Boca de Ouro promete apresentar as duas. Quando ela descobre que ele só queria se aproveitar dela, ela chora muito. Enquanto eu chorava, a platéia ria! (risos). É natural, é da pessoa, um ritmo, um tempo, um talento para a comédia.
R.M.L.: Filmou Corda Bamba e está na novela Ribeirão do Tempo. Quando volta ao teatro?
S.F.:
Tenho que acabar a novela para começar a produzir uma peça. Como emendei três novelas e um filme pretendo tirar férias antes. Quero ir para alguma praia do nordeste, não pensar em nada durante esse tempo! (risos).
Depois, então, alguém tem que me chamar para fazer uma peça maravilhosa em junho, com um diretor incrível, um elenco divino e que vai ser muito sucesso! (risos).


R.M.L.: O que é melhor na sua profissão?
S.F.:
Apesar de difícil, não gostaria de ter outra! Em que profissão você pode brincar de ser criança todos os dias? E ainda consigo sobreviver dela! (risos). Essa é a minha grande alegria!
R.M.L.: Como moradora da Gávea, qual a relação com Copacabana?
S.F.:
Quando eu era pequena passava férias na casa da minha tia, em Copacabana. Eu amava vir para o Rio, ir à praia, amava Copacabana!
Quando cheguei ao Rio para fazer a peça Lição de Anatomia, no Gláucio Gil, levei um susto com a muvuca de Copa! Achei o bairro uma loucura! (Risos). Copacabana tem a cara de uma cidade e uma mistura louca! Tem tudo em um quarteirão!


R.M.L.: Costuma frequentar o bairro?
S.F.:
A praia me emociona, o Forte de Copacabana, olhar o mar... Gosto de passar pela orla à noite, de carro. Às vezes vou à Colombo, do Forte, à Fiorentina, no Leme... Amo a comida do Amir! Mas sinto falta dos teatros em Copacabana, antigamente eram muitos... Queria de volta o teatro do Copacabana Palace! Queria trabalhar lá, acho muito chique! (risos).
R.M.L.: Deixe seu recado aos leitores do Jornal Copacabana:
S.F.:
Vocês leitores são muito queridos, moram em um lugar de referência internacional!