Fabiula Nascimento
Por Renata Moreira Lima
A curitibana, Fabiula Nascimento despontou no cenário cenográfico brasileiro no filme Estômago, em 2008. De lá para cá, a atriz está vivendo em Copacabana entre idas e vindas da cidade natal. Com o aumento de trabalho no Rio de Janeiro, ela se prepara para se mudar definitivamente para o Rio. Atriz do seriado Força Tarefa, da Rede Globo, ela está ensaiando uma peça e gravando mais um filme, dessa vez com o diretor João Jardim.
Você confere um pouco mais da história de Fabiula Nascimento, aqui, no Jornal Copacabana.
Jornal Copacabana: Você estreou no cinema atuando no premiado Estomago (2008), com o desafio de engordar para compor a personagem Íria. Ganhou o personagem depois de dançar em um dos testes que fez para o filme. Você é uma atriz completa, então? Também canta? Conte como foi.
Fabíula Nascimento: Não foi bem assim. Eu já estava no quarto teste, o que realmente me deu o papel foi a dança. A dança mostrou a sensualidade da personagem, que até então era somente uma glutona. Mas eu, como uma boa leonina me arrisco em tudo! Não sou completa, tenho meus limites, mas me arrisco.
J.C.: Depois de viver uma prostituta, tarada por... comida, você está gravando um novo longa. Qual é e como será sua próxima personagem no cinema?
F.N: Vou começar a filmar com o João Jardim, minha personagem se chama Beth. Mas ainda não posso falar muito, por questões profissionais. O Cinema é uma paixão enorme, e fico muito feliz de poder atuar nele.
J.C.: Começou a carreira no teatro há 16 anos e “estourou” no cinema. Foi um desafio?
F.N: Desafio é viver 16 anos, dia a dia, fazendo das tripas coração para continuar na profissão, que como qualquer outra é bem difícil. Não foi um desafio, pois o que eu tinha que fazer ali era o que eu sempre fiz, atuar. Mas claro o ambiente era outro, as câmeras, foquista, no “ação” tudo tem que existir, e imprimir na tela. O filme Estômago mostrou o meu trabalho para o mundo, não estou exagerando não! O filme foi visto no mundo todo, e devo tudo que está acontecendo a esse trabalho.
J.C.: Agora está ensaiando uma nova peça. Qual? Como está a expectativa para voltar aos palcos? Onde e quando vai estrear?
F.N: Estou ensaiando a peça Enfim, Nós de Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga, com o meu parceiro de cena e grande amigo Marcius Melhem. Vamos estrear em Teresópolis em maio, e circular pelo Brasil. Eu nunca deixei o teatro, 2008 e 2009 viajei o Brasil todo com a peça que tinha com minha outra grande parceira Katiuscia Canoro.
J.C.: Você foi parceira de Katiuscia Canoro (de Zorra Total) nos palcos de Curitiba. Vocês fizeram peças em seqüência e são amigas? Era tipo Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães?
F.N: (risos). Mais ou menos isso... (risos). Nos conhecemos em Curitiba e foi identificação imediata. Viramos parceiras na vida e no palco. Fizemos vários trabalhos juntas. Tenho muita admiração por ela!

Atuando em Estômago
J.C.: Qual o maior desafio na carreira de atriz?
F.N: O maior desfio é sobreviver na profissão.
J.C.: Como foi a sua vinda para o Rio de Janeiro. Foi em 2008, com o sucesso de Estômago?
F.N: Na realidade eu já estava trabalhando por aqui desde 2007. O filme estreou nos cinemas em 2008, e no mesmo ano meu marido, Alexandre Nero foi chamado para fazer a novela A Favorita. Eu e Katiuscia já estávamos nos preparando para começar a viajar com o nosso espetáculo, e então os trabalhos começaram a rolar mais por aqui.
J.C.: O que passou pela sua cabeça com a mudança? Veio direto para Copacabana?
F.N: Na realidade, eu ainda moro em Curitiba, nesse momento estou me preparando para mudar para o Rio, de mala e cuia, pois agora meu trabalho realmente está enraizando aqui. Moro em Copacabana, num apartamento de temporada, tenho pouquíssimas coisas minhas aqui. Gosto de Copa por ser um bairro democrático.
J.C.: Já conhecia o bairro? Qual a impressão que você tinha de Copa e como era, verdadeiramente, quando chegou aqui?
F.N: Morei no Rio quando era criança, e vinha muito a Copacabana em 1983. Depois só voltei ao Rio em 2004 para um trabalho, e não tive tempo para aproveitar. Quando cheguei aqui em 2007, vi que as coisas estavam bem diferentes de quando eu era criança.
J.C.: O que gosta de fazer em Copacabana?
F.N: Ir ao cinema Roxy, comer sushi no Lapamaki, almoçar no restaurante Biscuit, alugar filme da Paradise, correr no calçadão...
J.C.: Qual o melhor lugar do mundo?
F.N: A minha casa!!
J.C.: Deixe seu recado aos leitores do Jornal Copacabana.
F.N: Olá leitores do Jornal Copacabana, espero que tenham gostado da matéria e possam ter conhecido um pouquinho de mim. Peço que assistam todas as terças-feiras Força Tarefa (na Rede Globo) seriado do qual eu faço parte, com muito orgulho!
E durante a semana Escrito Nas Estrelas para prestigiar a novela que está demais e o meu maridão, Alexandre Nero, que agora de bonzinho não tem nada.
Muito obrigada por me acolherem nesse bairro que gosto tanto.
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